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Programação de feriado da Consciência Negra

O Museu Afro Brasil comemora o Dia da Consciência Negra com uma intensa programação especial nos dias 20 (sexta-feira) e 21 (sábado), que reúne a abertura de exposições, lançamentos de livros, apresentações musicais, contação de histórias e oficinas de culinária afro-brasileira. Nestes 2 dias, a entrada será gratuita e oferecerá uma diversidade de opções somada às exposições temporárias recém inauguradas no último mês, além das atividades educativas que seguirão durante todo o mês de novembro. 

Além das Visitas Temáticas “Resistir para viver: histórias e memórias” que serão realizadas ao longo de todo o mês de novembro, com foco nos processos de resistências individuais e coletivos que marcaram (e ainda marcam) a construção conflituosa de nossa história e de nossa identidade, a rica programação especial deste mês ainda conta com diversas atividades, confira.

20 de novembro:
10h30 - Contação de histórias “Aos Pés do Baobá” com Vovó Cici
11h30 – Oficina de Culinária Criativa “Cozinhando História”, com Vovó Cici, com degustação de abará e vatapá.
12h30 – Abertura da mostra “Um Tributo ao historiador Joel Rufino dos Santos” e performance literária e musical.
13h30 - Lançamento dos livros:
·         “Cozinhando História. Receitas, Histórias e Mitos de pratos afro-brasileiros”, Edições Fundação Pierre Verger.
Organizadores: Josmara B. Fregoneze, Marlene Jesus da Costa, Nancy de Souza com fotos de Pierre Verger.
·         “Uma estrela negra no teatro brasileiro: relações raciais e de gênero nas memórias de Ruth de Souza (1945 – 1952)” Julio Claudio da Silva, UEA Edições, Manaus.
·         “Raiz de um negro brasileiro”
Oswaldo de Camargo, Ciclo Contínuo Editorial, São Paulo.
·         Catálogo da exposição “Regastein Rocha e a Editora Raízes”.
14h30 – Oficina de Culinária Criativa “Cozinhando História” – Cuscuz de tapioca e lelê.
15h – Roda de Histórias com Vovó Cici.

21 de novembro:
13h – Abertura das exposições:
“Adornos luminosos. Rogélia Peres” Abertura: 20 de novembro. Encerramento: 03 de janeiro de 2016.
“Deoscoredes Maximiliano dos Santos. O Universo de um Alapini Asipá” Abertura: 20 de novembro. Encerramento: 03 de janeiro de 2016.
“Arte, Adorno, Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão” Abertura: 20 de novembro. Encerramento: 03 de janeiro de 2016.
13h30 – Apresentação musical Grupo Ilú Obá de Min
14h30 – Apresentação musical Grupo Maracatu Bloco de Pedra

Museu Afro / Divulgação

Selecionamos mais exposições que inauguraram nesta semana, aproveite o feriado para visita-las.

A partir de 17/11

VERTICALS
ARTISTAS: ZILVINAS KEMPINAS
GALERIA LEME 
DIAS E HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO: TERÇA A SEXTA, 10H/19H. SÁBADO, 10H/17H

A Galeria Leme apresenta a terceira exposição individual do artista lituano radicado em Nova Iorque, Zilvinas Kempinas, entre os dias 17 de novembro e 16 de janeiro de 2016. "Verticals" é uma instalação com tiras de fita VHS, ocupando todo o espaço da galeria, dividindo-o uniformemente e enchendo-o de forma simétrica. É um ambiente controlado, definido por uma uniformidade e ordem monótona. Apesar de sua geometria, Verticals mantem um caráter cinético e, ocasionalmente, é animado pela circulação natural de ar na galeria ou por vórtices de ar provocados pela passagem dos visitantes. Uma vez que o ar se acalma, a peça volta à sua posição inicial.As tiras de fita magnética estão suspensas acima do chão da galeria à mesma distância; elas não se estendem até ao teto, mas "param" uniformemente na mesma altura. Suas bordas, ultra finas, estão viradas para a mesma direção. Elementos negros e verticais de fita magnética representam elementos de tempo. Quase ausentes, estes ocasionalmente desaparecem completamente da visão, dependendo da posição do espectador no espaço da galeria.


Exposição "Verticals", individual de Zilvinas Kempinas, permanece em cartaz até janeiro de 2016 / Divulgação

A partir de 18/11

INTERIOR DESIGN
ARTISTAS: SIMON EVANS
GALERIA FORTES VILAÇA 
DIAS E HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO: TERÇA A SEXTA, 10H/19H; SÁBADO, 10H/18H

A Galeria Fortes Vilaça apresenta entre os dias 18 de novembro e 22 de dezembro de 2015, "Interior Design", a segunda individual de Simon Evans no Brasil. O artista britânico exibe trabalhos inéditos que reafirmam sua linguagem única, reconhecida por elaboradas colagens com fragmentos de papel, textos e imagens. O caráter obsessivo de suas composições mescla-se com o universo doméstico, evocado pelos objetos de sua casa e pelo interesse em materiais têxteis.O uso do texto, amplamente explorado em toda a obra de Evans, adquire aqui uma presença oblíqua, abrindo espaço para que o desenho e a forma ganhem destaque. Os escritos de Selfish Prayer Rug [Tapete de Oração Egoísta] parecem menos interessados em formar palavras e mais propensos a criar padrões abstratos que acompanhem o relevo da superfície – um tapete de yoga. Em meio à confusão das letras, o artista delineia seu próprio corpo, assim como em Exotic Souls Usual Price [Almas Exóticas, Preço Normal]. Neste trabalho, porém, sua silhueta é ladeada pelas folhas de árvores que recolheu no Rio de Janeiro, onde passou os últimos meses produzindo a exposição.


Detalhe da obra Selfish Prayer Rug, 2015 (tapetes de yoga, fita, canetinha, prata e ouro, 172,6 x 123 cm) / Foto: Eduardo Ortega/Galeria Fortes Vilaça

SETE DO SEIBI
ARTISTAS: TOMOO HANDA, TOMIE OHTAKE, ENTRE OUTROS
CURADORIA: ENOCK SACRAMENTO
PROARTE GALERIA  
DIAS E HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO: DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA, 10H/20H; SÁBADO, 10H/16H.

A Proarte Galeria celebra os 80 anos da criação do Grupo Seibi na exposição “Sete do Seibi”, com abertura em 17 de novembro, às 19h, em São Paulo. Com visitação pública de 18 de novembro a 3 de dezembro, a mostra reúne 42 obras de artistas nipo-brasileiros que participaram do coletivo desde sua fundação, em 1935, ao encerramento das atividades na década de 1970.Entre os homenageados estão os pioneiros do projeto Tomoo Handa, Yoshya Takaoka, Yuji Tamaki, além de Tikashi Fukushima, Manabu Mabe, Tomie Ohtake e Kazuo Wakabayashi, que aderiram ao grupo no período do pós-Segunda Guerra Mundial.


Kazuo Wakabayashi, Sem título, 2005 (técnica mista sobre tela) / Divulgação

A partir de 20/11

MEDO, FASCÍNIO E REPRESSÃO NA MISSÃO DE PESQUISAS FOLCLÓRICAS 1938-2015
ARTISTAS: VÁRIOS
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
DIAS E HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO: TERÇA A SEXTA, 10H ÀS 20H. SÁBADO, DOMINGO E FERIADO (EXCETO CARNAVAL E PÁSCOA), DAS 10H ÀS 18H

CCSP (Centro Cultural São Paulo) apresenta a exposição "Medo, Fascínio e Repressão na Missão de Pesquisas Folclóricas 1938-2015". A exposição, bem como a programação que a acompanha, permite pensar a intolerância religiosa histórica no País e contribui para a construção de uma sociedade que respeite sua própria pluralidade. O CCSP possui uma das coleções de objetos etnográficos mais representativas da cultura afro-brasileira religiosa do País. É no Acervo da Missão de Pesquisas Folclóricas – cujo mentor foi Mário de Andrade, em colaboração com Oneyda Alvarenga e Dina Lévi Strauss – que estão reunidas referências significativas da arte sacra de matriz africana originalmente pertencentes às casas de cultos afro-brasileiros.


Família de Santo do Xangô de Mãe Guida Mulatinho / Foto: Luís Saia

UMA COLEÇÃO PARTICULAR – ARTE CONTEMPORÂNEA NO ACERVO DA PINACOTECA
ARTISTAS: VARIOS
CURADORIA: JOSÉ AUGUSTO RIBEIRO
PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO 
DIAS E HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO: TERÇA A DOMINGO, DAS 10H ÀS 17H30 (PERMANÊNCIA ATÉ AS 18H) QUINTA, 21H30 (PERMANÊNCIA ATÉ ÀS 22H)

A Pinacoteca do Estado de São Paulo recebe a exposição "Uma coleção particular – Arte contemporânea no acervo da Pinacoteca" que apresenta um panorama da arte contemporânea no Brasil a partir de sua coleção. Uma seleção que reúne mais de 60 obras, a maioria incorporada recentemente ao acervo da instituição e com trabalhos que vêm a público pela primeira vez – como é o caso dos empréstimos em comodato da coleção Roger Wright, parceria firmada este ano.São pinturas, esculturas, vídeos, fotografias, desenhos, gravuras e instalações, realizadas de 1980 até hoje por artistas nascidos ou radicados no país. “O corte cronológico considera o processo de reorganização da vida política e cultural brasileira com o fim da ditadura militar (1964-1985), mas também leva em conta um período de reestruturação da própria Pinacoteca, que compreende, por exemplo, a reforma de sua sede, entre 1994 e 1998”, explica o curador da Pinacoteca José Augusto Ribeiro.


Mauro Restiffe / Divulgação

ZUMBI A GUERRA DO POVO NEGRO
ARTISTAS: FERNANDO VILELA E TIAGO SANTANA
CURADORIA: AUDÁLIO DANTAS
SESC VILA MARIANA 
DIAS E HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO: TERÇA A SEXTA, 7H/21H30. SÁBADOS, 9H/21H. DOMINGOS E FERIADOS, 9H/18H30

No dia 20 de novembro, feriado que marca o Dia Nacional da Consciência Negra, o Sesc Vila Mariana inaugura a exposição "Zumbi A Guerra do Povo Negro", que traça a trajetória do último líder do Quilombo dos Palmares e um dos símbolos de resistência do povo negro na história brasileira. A exposição tem curadoria do jornalista Audálio Dantas e conta com ilustrações de Fernando Vilela e com fotografias de Tiago Santana. A exposição acontece em dois espaços da unidade: no Hall dos Elevadores e no Atrium (Térreo e 1º andar da Torre A, respectivamente) e permanecerá aberta ao público até o dia 31 de janeiro de 2016, gratuitamente.O Quilombo de Palmares, localizado na região sul da antiga Capitania de Pernambuco e atual Estado de Alagoas, surgiu no século XVI no período do Brasil Colônia, na região conhecida como “Serra da Barriga”, nas proximidades da vila de Porto Calvo.


Arte de Fernando Vilela em Zumbi A Guerra do Povo Negro / Divulgação

 

A partir de 21/11

A PLACA MÁGICA
ARTISTAS: FRANCISCO MOREIRA DA COSTA
FASS 
DIAS E HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO: TERÇA A SEXTA, 11H/19H. SÁBADO, 11H ÀS 17H

A primeira exposição individual em São Paulo de Francisco Moreira da Costa, único brasileiro com dedicação sistemática à técnica original da daguerreotipia, realiza sua abertua no dia 21 de novembro, na FASS Galeria. A mostra "A Placa Màgica" fica em cartaz até 30 de janeiro de 2016.Relata George Ermakoff, em “Rio de Janeiro 1840-1900: uma crônica fotográfica“, que em dezembro de 1839 a daguerreotipia chegava ao Brasil a bordo de uma embarcação vinda da França, trazida por um abade chamado Louis Comte, quem iniciou o imperador d. Pedro II, primeiro fotógrafo brasileiro, na técnica, e arte, de “daguerreotipar”. A invenção de Louis-Jacques Mandé Daguerre, baseada em estudos de Joseph Nicéphore Niépce, havia sido anunciada em Paris, em 19 de agosto do mesmo ano. Foi também um brasileiro, Francisco Moreira da Costa, nascido no Rio de Janeiro, mas sem título de imperador, quem resgatou no país o processo fundador da fotografia, 157 anos após sua invenção.

Francisco Moreira da Costa, Cacho de bananas, 2014 (daguerreótipo, placa de cobre banhada em prata, 11 x 9 cm) / Cortesia: FASS Galeria

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