Notícias

Voltar

Instituto Tomie Ohtake traz Nan Goldin ao Brasil

Em palestra aberta ao público, a artista norte-americana conversa sobre questões de arte, gênero e sexualidade

Nan Goldin, Jimmy Paulette on David's bike, NYC, 1991

No contexto de aprofundar questões de representatividade e visibilidade feminina e de gênero, o Instituto Tomie Ohtake traz uma das vozes mais importantes do circuito artístico contemporâneo mundial, Nan Goldin. A sua vinda oferece uma oportunidade singular de refletir sobre as crises e os avanços de representação dos corpos mais hostilizados e invisibilizados pela sociedade. Esse debate, longe de estar concluído, manifesta-se de forma muito violenta na vida de inúmeras pessoas e, ao mesmo tempo que tem sido mais amplamente debatido e ganhado importância, tem sido alvo de inúmeros retrocessos no cenário nacional. Como o exemplo de Goldin demonstra, a arte pode ser um espaço de negociação, encontro, empatia e discussão fundamental para superar extremismos de qualquer ordem. A palestra de Nan Goldin, que acontece na terça-feira (31/10), às 19h30, se apresenta como um novo passo para abordar as relações entre arte, gênero, inserção e sexualidade dentro da instituição.

Nan Goldin, Self Portrait at New Year's Eve, Malibu, 2006

O Instituto Tomie Ohtake, que já carrega o nome de uma mulher e artista brasileira, tem buscado reforçar em suas ações a representatividade feminina e a diversidade de gênero. Além de exposições icônicas como as de Louise Bourgeois, Yayoi Kusama, Frida Kahlo, Yoko Ono, Leda Catunda (pelo programa Nossas Artistas), recentemente investigou a presença da mulher na arte e sociedade brasileira com a mostra "Invenção da Mulher Moderna". Em sua programação, já apresentou concertos de compositoras e musicistas, trouxe a voz de mulheres negras e de artistas queer em palestras e espetáculos, além de desenvolver projetos com mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Para a fala, Goldin foi convidada a fazer um depoimento sobre o momento em que iniciou sua produção, uma artista mulher que enfrentava tabus quando a discussão de gênero e a libertação sexual confrontava-se com um cenário de interdições sociais e preconceito. Ao longo dos anos, seu trabalho construiu – a partir de um circuito independente – um espaço de visibilidade e reflexão, enquanto avançava a luta das próprias pessoas retratadas pelo direito de viver e existir plenamente.

Sobre a artista
Conhecida desde os anos 1970 por imagens que retratam a vida noturna e o círculo boêmio, Nan Goldin é uma das mais importantes artistas e fotógrafas de sua geração. Suas fotografias, em grande parte registros de feições, afetos e vidas de pessoas do cenário underground de Nova York, são vistas também como lentes para acessar a cena LGBTQ+, o movimento punk e outros contextos e grupos que são tema de investigação nessa produção de teor autobiográfico. Os personagens retratados são, na maioria das vezes, pessoas de seu círculo pessoal e amigos próximos, refletindo experiências próprias da artista e do seu convívio com tais questões.

Nan Goldin, The Hug 2, 2017

Serviço
Palestra Nan Goldin.
Data: Terça-feira, 31 de outubro, às 19h30.
Ingressos: Retirada de senha 2 horas antes na Portaria do Instituto Tomie Ohtake - grátis.
Local: Auditório do Centro de Convenções - 3º andar do Complexo Aché Cultural (capacidade 250 lugares).
Endereço: Instituto Tomie Ohtake | Av. Faria Lima 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros, São Paulo (metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela).

Cadastre-se em nossa newsletter e receba o e-book Conservação de Esculturas em Espaços Públicos
Cadastre-se em nossa newsletter e receba o e-book Conservação de Esculturas em Espaços Públicos