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Instituto Moreira Sales inaugura espaço em SP com programação especial

Além das exposições "Robert Frank, Os americanos e Os livros e os filmes"; "The Clock", de Christian Marclay; "Corpo a corpo"; "São Paulo, três ensaios visuais" e "Câmera aberta", o centro cultural na AV. Paulista apresentará durante a semana conversas com artistas, palestras e shows.

 Fachada do novo IMS Paulista (Divulgação)

Cinco mostras distintas, entre elas a célebre série Os americanos, do fotógrafo Robert Frank, e a premiada videoinstalação The Clock, de Christian Marclay, marcam a inauguração da nova sede do Instituto Moreira Salles em São Paulo, no dia 20 de setembro. O centro cultural instalado na avenida Paulista, em um quarteirão de acesso privilegiado com o transporte público paulistano e prédio de 7 andares com características inovadoras, oferecerá ao público uma ampla programação de exposições, filmes, palestras, debates, cursos e shows, entre outros eventos. 

Além das mostras, que possuem mais de 1.200 metros quadrados dedicados somente para suas montagens, divididos em 4 andares, o espaço cultural abriga a Biblioteca de Fotografia, com um acervo de 30 mil livros, que dá uma atenção especial para a produção nacional. Um Estúdio para investigar o universo do acervo do IMS e preparado para cursos e workshops também integra o edifício; bem como um Cinema, preparado para receber produções audiovisuais em seus formators originais e os shows da programação musical do Instituto. Parcerias com livraria, café e restaurante completam o espaço que fica próximo à rua Consolação.

O espaço é sustentável desde os materiais e seu processo de construção até em seu funcionamento, que beneficia a economia de energia, de água e o conforto térmico e acústico. O prédio tem sistema de aquecimento solar para 100% da água usada em cozinha e banheiros e também água de reúso nas descargas dos banheiros, com captação de água da chuva em dois reservatórios. Algumas áreas do centro cultural, por exemplo, aproveitam a iluminação natural sempre que possível e pelo maior tempo viável, como é o caso do café e do restauranta, da Biblioteca de Fotografia e da Praça, essa última, localizada no quinto andar e principal ponto de encontro

Artistas com linguagens visuais diversas, num conjunto que reforça a pluralidade da imagem na arte contemporânea, estarão presentes agora no número 2424 da av. Paulista, de terça a domingo, com entrada gratuita. Saiba mais sobre o espaço: 

Vi;uva Negra (Divulgação)

Biblioteca de Fotografia
O IMS Paulista abriga em seu 1o andar uma biblioteca inteiramente dedicada a publicações fotográficas, em uma iniciativa única no Brasil. Com capacidade para abrigar até 30 mil itens, a Biblioteca de Fotografia tem a finalidade de incentivar a pesquisa no campo fotográfico e colaborar para a compreensão da fotografia nos seus mais diversos modos de expressão. O acervo prioriza a produção brasileira, mas sem perder de vista a internacional, e abrange desde livros, catálogos e revistas de importância histórica até fotolivros e zines recém-saídos das gráficas, e outros materiais, como folhetos de exposições e recursos multimídia. Há ainda um local destinado a pequenas exposições de livros.

O acervo divide-se em obras gerais, selecionadas pela curadoria por meio de aquisições ou doações, e coleções especiais. Entre estas, destacam-se: o conjunto de Stefania Bril, com mais de mil títulos daquela que foi uma das primeiras críticas de fotografia do Brasil e que evidenciam seu importante papel de articuladora do circuito fotográfico; a biblioteca de quase dois mil itens, incluindo importantes periódicos (como a revista Novidades Fotoptica e o Boletim do Foto Cine Clube Bandeirante), de Thomaz Farkas, pioneiro de nosso modernismo e cujas imagens estão, como as de Stefania, no acervo fotográfico do IMS; os fotolivros supercontemporâneos e clássicos da coleção do curador Iatã Cannabrava; a coleção do fotógrafo Paulo Leite, que espelha sua produção, com um pé na fotografia autoral e outro no fotojornalismo, e possui quase mil publicações; e uma coleção da importante e longeva revista Iris Foto.

Além disso, o alemão Gerhard Steidl, responsável em grande parte pelo salto qualitativo nas publicações de fotografia dos anos 1990 em diante, doou um conjunto completo dos livros visuais produzidos pela prestigiosa editora que leva seu sobrenome, conhecida por seu primor gráfico e por realizar seus livros em grande proximidade com os artistas. Trata-se da primeira Biblioteca Steidl instalada no mundo: dos lançamentos iniciais de 1994 até os mais recentes, são cerca de 1.200 títulos – número logo defasado, pois novas safras de livros são anualmente acrescidas à coleção.

Foi adquirida também a pequena e preciosa coleção da fotógrafa Vânia Toledo, com 160 títulos que constituem uma amostra de livros que marcaram sua trajetória e formaram seu olhar de retratista, de nomes como Richard Avedon, Bruce Weber, Robert Mapplethorpe, George Platt Lynes e outros.

Completa o acervo a coleção Fotoplus, generosamente doada ao IMS, que tem como carro-chefe o grande conjunto de folheteria (convites, cartazes, folhetos, catálogos etc.) de exposições brasileiras e internacionais realizadas no Brasil no período de 1985 a 2017, sobretudo, além de quase 3 mil livros e muitas revistas. Trata-se de uma referência densa e articulada para o estudo do panorama fotográfico no país e de sua difusão.

Biblioteca de Fotografia
De terça a sexta, das 10h às 20h
Sábados e feriados, das 10h às 18h [somente obras gerais] 

Estúdio
Localizado no último pavimento do IMS Paulista, o Estúdio é um espaço que convida o visitante a explorar as coleções do IMS e as mais diversas práticas fotográficas. Dividido em duas partes, mostra, de um lado, mesas interativas e uma projeção visual imersiva que permitem acesso ao acervo fotográfico do IMS; do outro, ateliês e laboratório para cursos, workshops e oficinas.

As mesas interativas dão acesso ao variado acervo fotográfico do IMS, que hoje conta com cerca de 2 milhões de itens. O conteúdo, desenvolvido pela equipe de curadores do IMS, acompanha a temática da projeção – na abertura e até julho de 2018, o tema é a cidade de São Paulo – e será renovado periodicamente. Com ferramentas de georreferenciamento, vídeos de entrevistas, depoimentos e outros recursos, será um mergulho na fotografia brasileira, de seus princípios até as produções contemporâneas.

Com dois ateliês e um laboratório, os cursos, as oficinas e os workshops têm como proposta a pesquisa do meio fotográfico e seus procedimentos analógicos e digitais. O objetivo é estimular nos participantes a vivência de processos criativos próprios a partir da investigação das questões materiais e conceituais da fotografia, com atividades práticas em espaços especialmente projetados com ferramentas digitais e analógicas, além de reunir estudiosos e artistas que estabeleçam diálogos entre técnicas e significados do passado a partir do acervo do IMS e recursos tecnológicos e poéticas do presente.

Cinema
A programação da nova sala de cinema do IMS Paulista começará a funcionar a partir do 20 de setembro, com uma retrospectiva dedicada à obra cinematográfica de Robert Frank, composta por 25 filmes. A retrospectiva completa a revisão da obra de Frank em galeria, proposta pelo IMS nesse novo espaço em São Paulo.

A nova sala de cinema tem equipamento state of the art, com projeção em DCP 2D e 3D, 16 mm e 35 mm, som Dolby Digital 5.1 e 7.1. A proposta curatorial é projetar cópias de filmes em seus formatos originais de produção, em película 16 mm e 35 mm, ou cópias digitais de alta qualidade em DCP (Digital Cinema Protocol), provenientes do Brasil ou do exterior, prezando sempre pelo mais alto padrão de apresentação.

O objetivo é apresentar filmes brasileiros e estrangeiros em mostras especiais, temáticas ou dedicadas a realizadores das mais diversas correntes cinematográficas, contemporâneos ou não, princípio igualmente válido para lançamentos comerciais de filmes recentes e relançamentos de clássicos.

Parte fundamental dessa programação é a promoção e o incentivo ao diálogo entre o público e a crítica, pesquisadores de cinema e técnicos da área, realizadoras e realizadores, como ocorreu no último mês de abril durante a Retrospectiva João Pedro Rodrigues, realizada no IMS Rio.

Música
O IMS Paulista terá uma programação mensal dedicada à música. Com um dos mais importantes acervos de música do país – com as coleções de compositores como Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth –, a proposta é ter apresentações que estejam em consonância com a vocação do IMS, convidando artistas cujos trabalhos dialogam de alguma maneira com esse acervo, de modo a explorar as possibilidades de recriá-lo.

Uma outra frente se abre também em direção à produção contemporânea na música e às suas relações com outras áreas, como o cinema e as artes visuais.

Neste segundo semestre de 2017, a programação de música terá duas apresentações por mês, uma no cineteatro, sempre às terças, e outra no térreo, aos domingos, alternando rodas de samba e choro, e aproveitando o movimento da avenida Paulista.

Serviço
IMS Paulista
Horário de funcionamento: De terça a domingo, das 10h às 20h; quinta, das 10 às 22h; feriados (exceto segunda), das 10h às 20h (última admissão: 30 min antes do horário de encerramento).
Local: Avenida Paulista, 2424, São Paulo
Tel.: 11 2842-9120
imspaulista@ims.com.br
Visitas mediadas para grupos com agendamento prévio: de terça a sexta, às 10h e às 14h; quintas, às 19h. Visitas sem agendamento às quintas, das 12h30 às 13h30.
Biblioteca de Fotografia: de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados e feriados (exceto segunda), das 10h às 18h.
Entrada gratuita.
Consulte nossa programação para horário de eventos, cursos e cinema.

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