Notícias

Voltar

Estamos apenas nos referindo à cor quando usamos o termo "cubo branco"?

por bigorna.art.br

Quase todas as galerias têm a estética mais ou menos parecida: paredes, teto e piso brancos, luz artificial (e uma ou outra janela), arquitetura contemporânea e muito espaço livre para circular. O jargão “Cubo branco” criado por Brian O’Doherty é tão perfeito para definir estes espaços, que é usado a torto e a direito por qualquer pessoa que queira se referir a eles. Mas sobre o que eles estava falando além da cor quando criou este termo?

Galeria White Cube, em Nova York (Foto: Sofia Saleme)

PAREDE BRANCA
Quando um espaço tem informação demais, é bem comum que nossos olhos fiquem fora de foco. Em museus dos séculos 18 e 19, as obras de arte apresentadas competem com os pisos, tetos e paredes adornados. No ambiente branco – quase asséptico – da galeria, nossos olhos encontram foco facilmente, a obra, apesar de que muitos prédios arrojados e assinados por arquitetos contemporâneos podem ser um deleite por si só. Ali também é muito mais simples montar peças de qualquer cor, suporte e formato, e transformar rapidamente o espaço “neutro” numa exposição com narrativa visual própria. A ideia ao entrar num destes ambientes da arte contemporânea é deixar para trás a confusão da cidade e, por alguns minutos, existir num novo universo. Já teve esta sensação?

ELEFANTE BRANCO
Uma galeria é uma mistura da santidade de uma igreja, a formalidade de um tribunal e a aura mística de um laboratório experimental, embalados num design descolado. Esta é uma das definições que o crítico irlandês Brian O’Doherty deu para as galerias no artigo “Inside the White Cube: the ideology of the gallery space”, publicado em 1976, na revista Artforum...

Continue sua leitura no site do Bigorna

Cadastre-se em nossa newsletter e receba o e-book Conservação de Esculturas em Espaços Públicos
Cadastre-se em nossa newsletter e receba o e-book Conservação de Esculturas em Espaços Públicos