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Artistas afro têm obras doadas ao MASP

Entre as 21 obras doadas ao museu paulistano estão trabalhos de artistas como Flávio Cerqueira, Mestre Didi, Rubem Valentim e Emanoel Araújo. 

Dalton de Paula, João de Deus Nascimento, 2018. Óleo sobre tela, 45 x 61 cm. Foto: Paulo Rezende. 

Após dedicar o ano de 2018 - com exposições, publicações, workshops, cursos e seminários - às histórias afro-atlânticas, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi presenteado com 21 obras de 19 artistas afro. Entre os artistas com obras doadas ao museu estão: Abdias Nascimento, Chico Tabibuia, Dalton Paula, Emanoel Araujo, Flávio Cerqueira, Jaime Lauriano, José Alves de Olinda, Lucia Laguna, Maxwell Alexandre, Mestre Didi, Rosana Paulino, Rosina Becker do Vale, Rubem Valentim, Sènéque Obin, Sonia Gomes, e os coletivos Ad Júnior, Edu Carvalho & Spartakus Santiago e Frente 3 de Fevereiro.

Todos os trabalhos doados foram exibidos nas monográficas dedicadas aos artistas (no caso de Araujo, Gomes, Valentim e Laguna) ou na exposição coletiva "Histórias Afro-atlânticas". A última, realizada em parceria com o Instituto Tomie Ohtake, dedicou-se às relações entre a África, as Américas, o Caribe e também a Europa, do século 16 ao 21. A exposição foi eleita como a melhor de 2018 pelo New York Times e Hyperallergic, e ganhou o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Flávio Cerqueira, Amnésia, 2015. Tinta látex sobre bronze, 135 x 38 x 41 cm. Foto: Romulo Fialdini.

Esse conjunto de trabalhos reforça a presença de artistas afro no MASP e marca o ciclo de 2018 na coleção de um museu conhecido por seu acervo clássico europeu. Muitas dessas obras serão, a partir de abril de 2019, expostas no "Acervo em transformação", mostra de longa duração que guarda a coleção do MASP nos icônicos cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi.

“A programação dedicada às histórias afro-atlânticas está sendo pesquisada desde 2014, e essas aquisições excepcionais agora deixam uma marca definitiva na coleção, outrora conhecida por seus mestres europeus clássicos. Estamos seguindo a missão do museu, que redefiniu recentemente o MASP como 'plural, inclusivo e diverso'. Os esforços feitos em relação às obras de artistas afro são os mesmos que agora serão dedicados às artistas mulheres, e vamos continuar ampliando o escopo de trabalhos que trazemos para nossa coleção e expomos nos cavaletes de vidro”, diz o diretor artístico do museu, Adriano Pedrosa.

Dando continuidade à estratégia de desenvolver um eixo temático anual com histórias que desafiem narrativas históricas e canônicas da arte tradicional, o MASP apresenta em 2019 o eixo "Histórias das mulheres, histórias feministas", com exposições de Lina Bo Bardi, Tarsila do Amaral e outras mulheres.

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