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12ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura começa na próxima terça-feira(10)

A 12ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura começa na próxima terça-feira(10) e tem como título “Todo Dia”, a escolha do tema se deu com o objetivo de ressaltar o protagonismo do cotidiano na arquitetura do Século XXI. “O poder discreto do cotidiano está em sua capacidade de traduzir o modo como habitamos, utilizamos recursos naturais, e mantemos o espaço, em práticas comuns, que fazem do projeto algo relevante e uma preocupação compartilhada”, refletem os curadores da BIA, Charlotte Malterre-Barthes, Ciro Miguel e Vanessa Grossman.

Estação do Metrô São Paulo-Morumbi. Créditos: Pedro Kok

A 12ª edição do evento constitui-se de duas exposições que ocupam edifícios icônicos da cidade de São Paulo: “Todo dia”, no Sesc 24 de Maio (2017, Paulo Mendes da Rocha e MMBB), de 10 a 29 de setembro de 2019, e “Arquiteturas do cotidiano”, no Centro Cultural São Paulo (1982, Eurico Prado Lopes e Luiz Telles), de 13 de setembro a 8 de dezembro de 2019.

"A compreensão das cidades contemporâneas a partir das pessoas, dos seus diferentes cotidianos, histórias, revela um conjunto de singularidades e reincidências, entre elas desigualdades e violências que imprimem um senso de urgência, demandam ações concretas, em diferentes escalas, para enfrentar o desafio primordial da vida em sociedade: a dimensão civilizatória”, afirma Fernando Túlio Salva Rocha Franco, presidente do IAB – SP. Franco enfatiza ainda que refletir sobre essas questões é a missão da BIA.

Renata Marquez e Wellington Cançado, projeto Rampante, montagem a partir de fotos de Nelson Kon. Créditos: Divulgação

Todo dia – Sesc 24 de Maio
Para a exposição Todo dia, de formato inédito, dez equipes, algumas das quais interdisciplinares, foram convidadas para produzir uma rede de dispositivos (intervenções) distribuídos no espaço deste edifício-manifesto, cada um acionando uma programação específica (debates, palestras etc.). Segundo os curadores, como uma cidade dentro de uma cidade, o edifício não só ampara mas amplifica a imprevisibilidade do cotidiano do centro de São Paulo. “Diariamente, cerca de 10.000 pessoas sobem e descem suas rampas para comer, brincar, dançar, passear, nadar, correr, jogar, conversar, usar o banheiro, ir ao dentista, ler, escrever, aprender, ensinar, criar, tomar sol ou simplesmente dormir. Aqui, o todo dia é trivial, palpável e envolvente”, completam.

Da esquina do Sesc 24 de Maio ao banheiro, os dez dispositivos se locam em outros espaços comuns do edifício incluindo o térreo, rampas, escada de incêndio, área de convivência, e piscina. Fazem parte das equipes Adamo-Faiden (Argentina) + Vão (São Paulo), Andrés Jaque/ Office for Political Innovation (Espanha / Estados Unidos), Andrés Sandoval (São Paulo), Bêka e Lemoine (Itália/França), Bruther (França), Concreto Rosa (Rio de Janeiro), Edelaar Mosayebi Inderbitzin Architekten (Suíça), Universum Carrousel Journey - Studio Jan de Vylder (Bélgica), Wellington Cançado (Belo Horizonte) e Wolff Architects + Hélio Menezes (África do Sul / Salvador). 

Para informações sobre os dispositivos e biografias dos arquitetos clique aqui. Uma programação complementar de conferências, debates e workshops relacionados com os temas abordados pelos dispositivos, seguindo os três eixos curatoriais, pode ser conferida aqui.  

Arquiteturas do cotidiano – Centro Cultural São Paulo
Já Arquiteturas do cotidiano reúne projetos bem como experimentos em arquitetura, urbanismo e paisagismo de diferentes escopos e escalas que tentam re-imaginar como o cotidiano molda nosso mundo. Uma Chamada Aberta foi lançada para esta exposição. Um júri internacional avaliou 710 inscrições enviadas de 52 cidades do Brasil e 101 cidades de 30 países. Foram selecionados 74 trabalhos. Para uma descrição detalhada de cada um, clique aqui.  

Durantes os três meses da Bienal será também realizado no CCSP um programa de debates, conferências, workshops e publicações. A programação de setembro pode ser conferida aqui. 

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