AGENDA DAS ARTES

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Ronda Noturna

Artistas: Paulo Climachauska

Curadoria: Galeria Leme

De 07/5 a 13/6

Galeria Leme/AD Ver mapa

Endereço: Avenida Valdemar Ferreira, 130 - Butantã

Telefone: (11) 3093-8184

A Galeria Leme apresenta entre os dias 7 de maio e 13 de junho "Ronda Noturna", a primeira exposição individual de Paulo Climachauska na galeria e que problematiza a questão da segurança em nossas vidas.

As obras de Paulo Climachauska são profundamente enraizadas em seu fascínio pelas interrelações entre economia, sociedade e arte, examinando a ideia de arte como um elemento socioeconômico e sua associação à abstração do capital e derivativos financeiros. O artista aborda este assunto sempre com um "duplo-sentido", utilizando e subvertendo ícones saturados pelo imaginário coletivo como alavancas de questionamento de formas já estabelecidas de interpretação.

Seja redesenhando o mundo através da ação sistemática e repetitiva de subtrações de operações matemáticas, ou usando figuras conhecidas dos ambientes de jogo e especulação, o artista transita livremente pelos campos da economia, da sociologia e da história. De fato, a evolução das obras de Climachauska pode ser amplamente atribuída à maneira como ele repensa, reconsidera e desconstrói princípios profundamente arraigados a um aparato ideológico que visa desacreditar discursos que contestem o status quo.

Crédito: Filipe Berndt

Em "Ronda Noturna", Climachauska apresenta uma nova série de 18 trabalhos. O título da exposição e da série de trabalhos homônima usa o nome de uma das mais famosas obras mestras do pintor holandês Rembrandt, pintada entre 1640 e 1642, cujo título em neerlandês, De Nachtwacht, é traduzido para o inglês como Night Watch. Nesta tela de dimensões monumentais podemos ver uma milícia de Amsterdã que se prepara para fazer uma ronda de vigilância pela cidade.

Partindo desta cena icônica e usando materiais como vidros blindados e espelhos cobertos com películas de escurecimento que inibe a visão para o interior de carros e espaços, Paulo Climachauska compõe uma exposição que problematiza a paranoia de segurança, vigilância e dispositivos de controle contemporâneos. Apontando simultaneamente para a grande cisão entre os espaços públicos e privados na sociedade brasileira em decorrência do seu grande apartheid econômico.