AGENDA DAS ARTES

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Poder e Sufocamento

Artistas: Vários

Curadoria: Isabel Amado

De 15/8 a 10/9

MIS - Museu da Imagem e do Som Ver mapa

Endereço: Avenida Europa, 158 - Jardim Europa - São Paulo - SP CEP 01449-000

Telefone: (11) 2117-4777

Desde que criou a Fundação que leva seu nome, em 2012, Marcos Amaro tem como objetivo levar a arte para todas as camadas da população, tanto por meio de suas produções artísticas como através do acervo. A partir do dia 15 de agosto, parte de sua coleção de fotografias será apresentada pela primeira vez na exposição "Poder e Sufocamento", no MIS – Museu da Imagem e do Som, com entrada livre e gratuita. A mostra segue em cartaz até 10 de setembro de 2017.


Carlos Vergara - Poder 1972-1976. Coleção FMA.

Para selecionar 22 das mais de 100 que compõem este acervo, Isabel Amado assina a curadoria. “É importante disponibilizar o acesso a esse conjunto que representa grande parte da produção contemporânea e que faz pensar sobre uma visão humanista das cidades”, afirma.

A primeira fotografia adquirida por Marcos, Mundo Injusto, de Luiz Garrido, foi também uma das três que norteou o recorte que a curadora propõe. Junto dela uma de Carlos Vergara e outra de Pedro David, que dão título à exposição. “Queremos induzir essa reflexão: Como lidar com esses dois estados, de poder e sufocamento?”, diz ela. Formando a narrativa visual entram então os fotógrafos: Armando Prado, Bruno Veiga, Cássio Vasconcellos, Claudio Edinger, Coletivo Garapa, Iatã Cannabrava, João Farkas, Julio Bittencourt, Marcel Gautherot, Marlene Bergamo, Nelson Kon e Tuca Vieira.


Pedro David - Sufocamento 2014-2015. Coleção FMA.

Marcos Amaro começou a colecionar fotografia em 2010 com o projeto Trecho 2.8, que tinha por objetivo resgatar a autoestima de adultos em situação de rua por meio da arte. “Aquele olhar deslocado que denunciava total vulnerabilidade social me chamou a atenção para a força que a fotografia podia ter como instrumento político de liberdade em deflagrar a opressão”, conta o colecionador. A partir daí, conheceu os trabalhos de artistas contemporâneos que dialogavam sempre com essa questão estética e existencial.

A fotografia da favela de Paraísopolis, de Tuca Vieira, por exemplo, coloca em primeiro plano o contraste entre duas realidades: os prédios com piscinas e quadra de tênis e a comunidade, logo a frente. Repercutida no mundo todo, nem sempre com os créditos devidos ao autor, Tuca disse: “essa foto talvez me faça atingir o que deveria ser o grande objetivo de um artista: provocar uma reflexão sobre o mundo e não sobre a obra e seu autor”. E essa talvez seja a melhor explicação também para se colocar um acervo “para passear”. “Minha maior intenção é demonstrar a potência do acervo fotográfico deflagrando espaços que tentam oprimir e diminuir a liberdade do indivíduo”, completa Marcos. 


Marlene Bergamo - Sem título 2011. Coleção FMA.

Sobre a FMA
A Fundação Marcos Amaro é uma organização cultural privada sem fins lucrativos. Como missão, tem o intuito de difundir a obra do artista Marcos Amaro, incentivar a produção artística contemporânea, acessibilizar o acervo e produzir conteúdo crítico a fim de investigar e documentar os caminhos da arte. Para isso, tem um criterioso programa de exposições, o edital anual de apoio a artistas, a premiação anual de destaque para melhor produção criativa, o estímulo à pesquisa acadêmica, além da promoção de debates e projetos especiais em espaços públicos.

Serviço
Exposição: "Poder e Sufocamento", coletiva com curadoria de Isabel Amado.
Datas e Horários: Abertura 15 de agosto, às 19h. Em cartaz até 10 de setembro de 2017. De terça a sexta-feira, das 11h às 20h; sábado, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 19h.
Local: Museu da Imagem e do Som – MIS-SP | Av. Europa, 158 - Jardim Europa, São Paulo.
Entrada livre e gratuita.