AGENDA DAS ARTES

Voltar

Paleotoca

Artistas: Barrão

Curadoria: -

De 10/5 a 18/6

Galeria Fortes D’Aloia & Gabriel - Galpão Ver mapa

Endereço: Rua James Holland, 71 - Barra Funda

Telefone: (11) 3392-3942

O Galpão Fortes Vilaça apresenta a exposição individual "Paleotoca", do artista carioca Barrão, entre os dias 10 de maio e 18 de junho de 2016. Paleotocas são labirintos gigantes escavados por animais já extintos, como as preguiças. Essas tocas rementem-se a construções precárias, utilizadas por esses animais como proteção e abrigo para o clima hostil que havia há 10 mil anos. Para essa ocasião, as 20 esculturas em resina, com as quais o artista dá continuidade a sua trajetória por entre o universo dos objetos e do colecionismo, procuram estabelecer uma relação direta com espaço físico que as acolhem, além de travar um dialogo com a questão do tempo e ritmo estabelecidos com o processo de produção e criação do artista. 

Barrão, Ferramenta, 2015/2016 - gesso e resina epóxi [Epoxi resin and acrylic], 82x42x25 cm. (Foto: Eduardo Ortega | Cortesia [Courtesy] Galeria Fortes Vilaça)

Conhecido por sua produção escultórica dedicada à montagens com peças de cerâmica prontas, no último ano Barrão passou a investir num novo processo investigativo, que parte do gesso para chegar na resina como material elementar. Enquanto as colagens fazem com que os objetos percam suas qualidades primárias, as peças de resina monocromáticas (todas na cor branca) vão ainda mais além e demonstram uma qualidade de total disfunção da própria existência e adquirem uma nova atribuição. O artista inicia, dessa forma, uma pesquisa voltada para não fragmentação, por meio de uma coleção de objetos muito mais enxuta e econômica.

Essa nova investigação possibilitou ainda ao artista descobrir com mais liberdade as possibilidades estéticas, principalmente no que diz respeito ao gesto escultórico. Barrão explorou não só as vantagens da modelagem e suas possibilidades de repetição, mas também as diferentes formas de combinar, agrupar e empilhar objetos do uso cotidiano, como garrafas, galhos, isopor, caixas de som, fitas cassetes, etc., tudo replicado em composições aleatórias inusitadas. Em Geo Milho (2015/16), por exemplo, três espigas de milho adequam-se dentro do que seria uma moldura de isopor para compor um único objeto, ao passo que Castelos de Cassetes – F.S. Torres (2015) traz cinco fitas cassetes acasteladas.

Barrão, Geo Milho, 2015/2016 - gesso e resina epóxi [Epoxi resin and acrylic], 27x24x11 cm. (Foto: Eduardo Ortega | Cortesia [Courtesy] Galeria Fortes Vilaça)

Sobre o artista
Barrão nasceu em 1959 no Rio de Janeiro onde vive e trabalha. Dentre suas exposições individuais, destacam-se: Fora Daqui, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro (2015), Mashups, The Aldrich Contemporary Art Museum, Ridgefield, USA (2012); e Natureza Morta, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal (2010). Em mostras coletivas, o artista também já participou, entre outras, do Panorama de Arte Brasileira em 2007 e de exposições no MAC, São Paulo; Paço Imperial, Rio de Janeiro; Pinacoteca do Estado de São Paulo; além da antológica mostra Como Vai Você, Geração 80? no Parque Lage, Rio de Janeiro (1984). Paralelamente, Barrão ainda integra desde 1995 o coletivo Chelpa Ferro, com Luiz Zerbini e Sérgio Mekler.

Barrão, Desejos Mentais, 2015/2016 - gesso e resina epóxi [Epoxi resin and acrylic], 36x36x17 cm. (Foto: Eduardo Ortega | Cortesia [Courtesy] Galeria Fortes Vilaça)

serviço
Exposição: "Paleotoca", de Barrão.
Datas e horários: Abertura dia 10 de maio, das 19h às 22h. Em cartaz entre 11 de maio e 18 de junho de 2016. De terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 18h. Fechado aos domingos, segundas e feriados.
Local: Galpão Fortes Vilaça | Rua James Holland, 71 - Barra Funda.
Entrada franca.