AGENDA DAS ARTES

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OASI - INSTALAÇÃO ESCULTÓRICA E MUSICAL

Artistas: Michelangelo Lupone e Licia Galizia

Curadoria: Laura Bianchini

De 1/6 a 16/7

Instituto Tomie Ohtake Ver mapa

Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 - Pinheiros - São Paulo - SP CEP 01451-001

Telefone: (11) 2245-1900

O Instituto Tomie Ohtake recebe OASI (Oasis), obra idealizada pela artista Licia Galicia e pelo músico e especialista em eletrônica Michelangelo Lupone. Trata-se de uma grande instalação sonora/musical e escultórica que evoca a participação do espectador. A obra, que ocupará uma das salas do Instituto, é resultado de uma pesquisa intitulada “ADAMO (Adaptive Arte and Music Opera)”, viabilizada pelo Centro Ricerche Musicali de Roma (CRM).

A instalação, que chega ao Brasil pelo Istituto Italiano di Cultura-SP, foi concebida como um local de experiência imersiva multissensorial, que pode mudar em função dos acontecimentos que ocorrem em seu interior. Todos os elementos são sensíveis à posição, ao movimento e ao contato do público, alterando-se em relação aos gestos e às condições do ambiente ao redor: a presença e a posição do visitante, o passar do tempo, os sons, ruídos e as vozes, as variações de luz e as ações táteis das pessoas. 


Instalação adaptativa escultórica e musical.

De um lado, a obra apresenta um conjunto de fendas nas paredes e no chão pelas quais luz e música emergem e permitem que os visitantes, ao andar entre elas, modifiquem sua compreensão: interrompendo os caminhos dos feixes de luz ou abafando os sons, por exemplo. Do outro lado, encontram-se estruturas sinuosas em fibra de vidro que envolvem as pessoas e as convidam a adentrar essa espécie de labirinto. Nesse espaço, o chão possui uma vibração que, somada a essas formas, origina novas sensações e novas ambiências.

O trabalho baseia-se em Planofoni®, uma tecnologia idealizada pelo compositor Michelangelo Lupone e desenvolvida no CRM, capaz de produzir e difundir o som liberado pelos materiais naturais e sintéticos (metais, madeira, papel, vidro e seus derivados) utilizados e ativados em vibração com dispositivos eletrônicos especiais. Trata-se de sistemas multifônicos de escuta que conferem ao som as características de timbres próprios do material utilizado e permitem, através de uma irradiação pontual sobre toda a superfície, desenhar o espaço acústico em relação do espaço arquitetônico.

Sobre os artistas:
Michelangelo Lupone
Compositor, Solopaca, 1953
Sua atividade distingue-se pela abordagem interdisciplinar que permitiu orientar sua pesquisa artística para formas de arte integradas, conjugando exigências de inovação da linguagem com pensamento científico. Escreve música para solo, ensemble, orquestra, com eletrônica.Para criar suas obras, concebeu sistemas digitais inovadores para performances em tempo real Fly10(1983), Fly30 (1989) e instrumentos musicais “aumentados” (Feed-Drum®, SkinAct, Windback). A colaboração com artistas visuais e coreográficos como Momo, Pistoletto, Uecker, Moricone, Galizia, Paladino, Bonavita, marcou seu percurso artístico que se voltou cada vez mais para o uso integrado do ambiente de escuta, o que deu origem a grandes instalações musicais temporárias e permanentes baseadas em tecnologias inventivas: tubos sonoros, Planofoni®, holofones, telas refletoras.Cofundador do Centro Ricerche Musicali-CRM de Roma é docente e diretor do Departamento de Música e Novas Tecnologias no Conservatório Santa Cecilia de Roma.

Licia Galizia
Escultora, Teramo, 1966
Vive e trabalha em L’Aquila e em Roma.Sua pesquisa caracteriza-se por se referir continuamente a questões estético-culturais que giram em torno da percepção e da compreensão do espaço-tempo, nos limites da possiblidade de sua definição artística e de suas contínuas evoluções e mudanças nas formas e nas relações.O rigor abstrato, em alguns casos dirigido à descoberta e à discussão de novas geometrias, configura-se, desde a origem de seu percurso, em imagens nítidas e complexas, dentro das quais a relação com o espaço figurativo, predeterminado e obrigatório, é tão importante quanto o sinal que o define. Em sentido amplo, sua opção por uma expressão “escultórica” e/ou arquitetônica, em lugar de “pictórica” non é apriorística: está relacionada a um amadurecimento progressivo e a uma consciência diferente da afinidade existente entre a mente que pensa o objeto de arte, o braço que excuta a obra e os materiais usados. Sua obra tenciona ser, portanto, um work in progress, como demonstra seu currículo artístico e existencial.

Sobre o Centro de Pesquisas Musicais - CRM
Fundado em Roma em 1990 pelos compositores Laura Bianchini e Michelangelo Lupone, é um centro de pesquisa, criação, difusão musical e científica de vanguarda.Pelos resultados alcançados foi reconhecido oficialmente em 1990 pelo MIUR – Ministério da Universidade e da Pesquisa Científica como ‘Centro de pesquisa no setor da Música’. Desde 2006 colabora com a Superintendência dos Bens Culturais de Roma para o desenvolvimento de projetos de pesquisa para valorização dos lugares de arte, arqueológicos e ambientes urbanos por meio de formas musicais inovadoras.Organiza concertos, eventos interdisciplinares, entre eles a manifestação ArteScienza e a manifestação internacional de arte, ciência e cultura contemporânea, em colaboração com diversas instituições públicas e privadas.Colabora com intérpretes, centros e instituições internacionais. Desenvolve atividades didáticas em colaboração com conservatórios, universidades e institutos de pesquisa. Os laboratórios do CRM criaram tecnologias de hardware e software pera a música, instrumentos aumentados e sistema multifônicos de escuta (Planofoni®, holofones, ressonadores e tubos sonoros), que foram utilizados em grandes instituições científicas e na realização de grandes eventos.

Serviço:
Exposição: Instalação OASI
Abertura: 01 de junho, às 20h (convidados)
Visitação: De 02 de junho à 16 de julho de 2017 – entrada franca
Realização: Istituto Italiano di Cultura – SP
Local: Instituto Tomie Ohtake

Ficha técnica:
Projeto plástico-espacial: Licia Galizia
Música e Planofoni®: Michelangelo Lupone
Curador artístico: Laura Bianchini
Assistente musical: Silvia Lanzalone
Assistente técnico: Maurizio Palpacelli.