AGENDA DAS ARTES

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O Rio de Janeiro de Debret

Artistas: Jean-Baptiste Debret

Curadoria: Anna Paola Baptista

De 28/11 a 25/1

Centro Cultural Correios São Paulo Ver mapa

Endereço: Avenida São João, sn - Vale do Anhangabaú

Telefone: (11) 2102-3690

O Centro Cultural Correios e oS Museus Castro Maya apresentam a exposição "O Rio de Janeiro de Debret", de 28 de novembro de 2015 até 25 de janeiro de 2016. No ano em que a Cidade Maravilhosa celebra seus 450 anos, a mostra apresenta 120 obras originais de Jean-Baptiste Debret, oferecendo uma oportunidade inédita para o público de apreciar a visão criada por um dos grandes pintores viajantes franceses sobre o Rio de Janeiro. Haverá visita guiada com a curadora na abertura da mostra, às 11h. A exposição é gratuita e tem patrocínio dos Correios e Governo Federal.

A exposição "O Rio de Janeiro de Debret" apresenta um conjunto de 120 obras de Jean-Baptiste Debret (1768-1848). A Coleção Castro Maya, à qual pertencem os trabalhos, guarda mais de 500 originais de Debret (aquarelas e desenhos), raramente vistos em grandes conjuntos.

O pintor residiu no Rio de Janeiro entre 1816 e 1831 e durante sua estada pôde acompanhar as grandes transformações pelas quais passava a sociedade brasileira como consequência da vinda da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808. Aqui ele foi, por um lado, testemunha de momentos decisivos e de atos governamentais que iam mudando a feição política, social e cultural do país e, por outro, integrante da vida cotidiana da cidade.

O Rio de Janeiro da época – então com cerca de 100.000 habitantes – foi retratado por Debret com grande minúcia e intimidade, ao ponto de tornar sua obra um catálogo de porm­enores da vida na cidade, ressaltando-se, principalmente, as questões sobrevindas da polarização da sociedade entre homens livres e escravos, um aspecto nitidam­ente exótico e chocante para os olhos europeus.

Debret não poderia ter ficado de fora das comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro: a iconografia do Brasil no período de transição de um modo de vida colonial para o de Nação independente ficou monopolizada pelo retrato criado por Jean-Baptiste Debret através dos desenhos e aquarelas produ­zidos durante sua estada na Corte.

Segundo a curadora da mostra, Anna Paola Baptista, “Debret é o cronista maior da vida do Brasil na primeira metade do século XIX. Ele acompanhou e documentou visualmente o início do Brasil como Nação independente, especialmente no Rio de Janeiro que agora comemora 450 anos”.

Jean-Baptiste Debret / Divulgação

Debret e sua relação com o Rio de Janeiro:
Dos oitenta anos de vida do pintor francês Jean-Baptiste Debret, 15 deles foram passados no Rio de Janeiro. Aqui, o estrangeiro acabou por tornar-se um residente, amante da cidade que retratou incansavelmente.

Debret chegou à nova sede da Corte Portuguesa em 1816 juntamente com vários artistas franceses- no movimento que ficou conhecido como “Missão Artística Francesa”- para fundar a Academia Imperial de Belas Artes que deveria promover o ensino das artes e ofícios no Brasil. Logo se engajou nas tarefas de pintor da Corte praticando não apenas a pintura de cavalete, mas também a concepção e produção de ornamentações variadas para festejos e cenários. Porém, a fundação da Academia e, consequentemente, o encargo de professor de pintura histórica só se daria em novembro de 1826. À espera deste acontecimento, e mesmo depois dele, Debret dedicou-se à produção de centenas de aquarelas que viriam mais tarde ser a base de sua grande obra impressa: os três volumes do Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, editados na França entre 1834 e 1839.

As aquarelas do Rio demonstram, até mesmo em sua composição, a pos­tura integrada do artista ao seu objeto. É flagrante a sensação de intimidade e proximidade com a imagem retratada que emana de suas aquarelas da cidade, quase como se o ponto de vista de observação partisse do interior da cena. Apesar de dominadas pela figura humana, geralmente em primeiro plano, as obras apresentam um elenco enciclopédico de características da arquitetura, interiores, vestimentas, usos e costumes, lazer, festejos populares ou religiosos.

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Exposição: “O Rio de Janeiro de Debret”, de Jean-Baptiste Debret com curadoria de Anna Paola Baptista.
Datas e horários: Abertura com visita guiada pela curadora dia 28 de novembro, às 11h. Em cartaz até 25 de janeiro de 2016. De terça a domingo, das 11h às 17h.
Local: Centro Cultural Correios São Paulo | Avenida São João, s/nº - Vale do Anhangabaú.
Entrada franca.