AGENDA DAS ARTES

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MITO|FORMA

Artistas: Varios

Curadoria: Peter Cohn e Christian Heymés.

De 22/11 a 28/1

Dan Galeria Ver mapa

Endereço: Rua Estados Unidos, 1638 - Jardim América

Telefone: (11) 3083-4600

Se o Renascimento foi a época do resgate da tradição greco-romana, o Modernismo foi o período da descoberta da produção estética das tribos africanas por artistas europeus, como Matisse, Picasso, Vlamick e Derain, que buscaram quebrar as regras da construção, das proporções e das perspectivas estéticas da arte acadêmica em um mundo no qual elas já não faziam sentido. Essa nova influência, que gerou estéticas como o Cubismo, também dialogou com os movimentos artísticos brasileiros desde o Modernismo de 1922 até os movimentos concretistas, como a Dan Galeria apresenta, a partir de 22 de novembro, na exposição Mito|Forma, com curadoria de Peter Cohn e Christian Heymés.

A mostra
A exposição coloca em diálogo diferentes momentos do Modernismo e do Concretismo brasileiro representado por obras de artistas como Alfredo Volpi, Ismael Nery, Lygia Clark e Macaparana, com peças produzidas por tribos africanas, como moedas, máscaras, pás e esculturas que, em suas formas, revelam os valores, mitos e crenças de diferentes tribos, numa ligação feita a partir da forma e composição estética da obra, mostrando as semelhanças que existem em estéticas e culturas à primeira vista muito diferentes entre si. “A grande diferença é que toda a composição de peças pelas tribos africanas – moedas, esculturas, máscaras – têm um fim utilitário, seja ele espiritual ou cotidiano, enquanto para nós o fim da arte é a estética”, afirma Christian Heymés. “Isso não quer dizer que para eles a estética não é importante. Pelo contrário: quanto mais apurado for o objeto, esteticamente falando, mais ele servirá à sua função utilitária.”

“O diálogo entre as obras nos permite ver como o ritmo, o equilíbrio e a tensão, características fundamentais ao Concretismo e ao Neoconcretismo, na verdade, já estavam presentes nas peças das tribos africanas há séculos”, conta Peter Cohn. “O que para nós – assim como para os modernistas europeus – era uma novidade, para eles era a essência da estética que produziam.”

Entre as obras em diálogo, estão, por exemplo, a Fachada, de Alfredo Volpi, que se conecta, por meio da composição das cores e formas, com uma tanga da tribi kirdi, dos Camarões:

Uma pintura de Rubem Valetin, por sua vez, se liga a partir da simbologia com a escultura de uma figura xangô, da tribo yoruba, também da Nigéria:

Serviço:
MITO|FORMA
Vernissage: 22 de novembro, das 17h às 22h
Período de exposição: de 22 de novembro a 14 de dezembro
De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h