AGENDA DAS ARTES

Voltar

Histórias das mulheres | Histórias Feministas: artistas depois de 2000

Artistas: Vários

Curadoria: Julia Bryan-Wilson, Lilia Schwarcz, Mariana Leme, e Isabella Rjeille

De 22/8 a 17/10

MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand Ver mapa

Endereço: Avenida Paulista, 1578

Telefone: 11 3251-5644

O Museu de Arte deSão Paulo Assis Chateaubriand(MASP) apresenta as mostras “Histórias das Mulheres” e “Histórias Feministas: artistas depois de 2000” que ficam em cartaz de 22 de agosto a 17 de novembro. As mostras são fruto do eixo temático homônimo escolhido pelo MASP para nortear as exposições do ano que tem por objetivo resgatar e difundir o trabalho de artistas mulheres, além de refletir sobre possíveis desdobramentos do feminismo nas artes visuais. 


Histórias das mulheres

Cornelia van der Mijn, Still Life with Flowers, 1762. Oil on canvas, 76 x 64 cm. Acervo Rijksmuseum, Amsterdã, Holanda . Crédito: Rijksmuseum, Amsterdam

A curadoria da mostra “Histórias das mulheres" é assinada por Julia Bryan-Wilson, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea do MASP, Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias e narrativas, e Mariana Leme, curadora assistente do museu. A exposição “Histórias das mulheres” tem como objetivo discutir a obra de artistas que trabalharam até o final do século 19, e refletir sobre a diferença de valor entre o universo masculino e o feminino e também entre arte e artesanato. A conta com obras de artistas como Sofonisba Anguissola (circa 1532-1625), Artemisia Gentileschi (1593-1653), Judith Leyster (1609-1660), Angelica Kauffmann (1741-1804), Elisabeth-Louise Vigée-Lebrun (1755-1842) e Eva Gonzalès (1849-1883), e mulheres pioneiras latino-americanas como Magdalena Mira Mena (1859-1930), Abigail de Andrade (1864-1890) e Berthe Worms (1868-1937). 

Além das pinturas que compõem o cânone da história da arte ocidental, a exposição revela uma série de têxteis de autoria desconhecida, cujas evidências permitem afirmar que foram produzidos por uma mulher, ou por mulheres, coletivamente. Há trabalhos que foram produzidos na Inglaterra, nos Estados Unidos, nos Andes latino-americanos, na Índia, no antigo Império Otomano, em dois países da

África Mediterrânea (Marrocos e Egito) e na Ásia (Filipinas e atual Uzbequistão).
Para as curadoras, resgatar essas obras é de suma importância para desmistificar a ideia de que há um “modo feminino” de fazer arte. A mostra revela a multiplicidade a polifonia de histórias reunidas em torno do termo “mulher”.“O fato de essas obras se encontrarem, em sua maior parte, guardadas nas reservas dos museus, diz muito sobre as políticas desiguais e de subalternidade existentes no interior do mundo e do sistema das artes, dominados por figuras masculinas, em todas as instâncias”, afirma Lilia Schwarcz. 


Histórias feministas: artistas depois de 2000

Kaj Osteroth & Lydia Hamann, Admiring Polvo de Gallina Negra, Mistresses of Feminist Art, 2016. Óleo sobre tela, 115 x 160 cm. Cortesia das artistas . Crédito: Smina Bluth 

A curadoria da mostra é assinada por  Isabella Rjeille, curadora assistente do MASP, e a mostra "Histórias feministas: artistas depois de 2000" se contrapõe  à mostra "Histórias das mulheres". “Histórias feministas” é  surgiu do ciclo de 2017, Histórias da sexualidade, e não tem o objetivo de esgotar um assunto da  relação entre arte e feminismo - tema tão complexo e vasto- mas propor novas discussões a partir de obras de artistas cujas produções emergiram no século 21.


Histórias feministas também foi título da mostra individual da artista Carla Zaccagnini em 2016 no MASP, evento que já anunciava o desejo da direção do museu de trazer uma abordagem feminista sobre a história da arte. De acordo com a curadora, o intuito de Histórias feministas não é mapear a arte feminista no Brasil e no mundo. “A ideia não é mapear a produção de artistas a partir de um recorte geracional, mas entender como os feminismos vêm sendo utilizados como ferramentas para desmantelar narrativas e transformar a maneira como algumas histórias vêm sendo escritas. A mostra reúne artistas que têm e não têm o feminismo como questão central de sua obra, mas que, de alguma maneira, abordam assuntos urgentes a partir de perspectivas feministas”, diz Rjeille. A mostra busca revelar de que maneiras a arte e o feminismo constrõem suas intersecções.

Serviço
Histórias das mulheres | Histórias Feministas: artistas depois de 2000
Datas e Horários: De 22/8 a 17/10. De terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria até 19h30).
Local: MASP | Avenida Paulista, 1578 - São Paulo.
Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada). O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras