AGENDA DAS ARTES

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Entrevendo

Artistas: Cildo Meireles

Curadoria: Júlia Rebouças e Diego Matos

De 26/9 a 2/2/20

Sesc Pompeia Ver mapa

Endereço: Rua Clélia, 93, Pompeia

Telefone: (11)3871-7700

Sesc Pompeia apresenta "Entrevendo", de Cildo Meireles que fica em cartaz do dia 26 de setembro até 2 de fevereiro de 2020. A mostra tem curadoria de Júlia RebouçasDiego Matos e é o maior acervo de obras do artista já exposto na América Latina.


Cildo Meireles na obra Entrevendo. Créditos: Joaquín Cortés e Román Lores

"Entrevendo" reúne cerca de 150 obras e é a primeira mostra nacional do artista após uma lacuna de duas décadas, os trabalhos expostos vão desde o início da carreira do artista, nos anos 1960, até os dias de hoje.

Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo,afirma que  “a exposição é um percurso educativo pela obra do artista, que exercita a sensibilidade dos visitantes que perpassam o ambiente livre e acolhedor do Sesc Pompeia, e estimula a reflexão para novas apreensões da realidade propostas pelo olhar sensível do artista”. Miranda ressalta que a instituição cumpre com essa exposição a sua função social de difundir as artes visuais.


CildoMeireles, Arte F+¡sica Cord+Áes, 30km de Linha Estendidos. Créditos: ®PatKilgore2011

“Trabalhamos com um conjunto de obras que não foram mostradas no Brasil, ou que foram montadas há muito tempo - queríamos corrigir um lapso de uma ou até duas gerações, em alguns casos. Ainda que não seja uma retrospectiva, há um escopo de trabalhos bem diverso”, explica Cildo Meireles.

A curadoria da mostra foi norteada por de dois pontos de partida: o primeiro, o conceito de sentido que tem múltiplos significados - sensação, compreensão, sinestesia, escala, direção e propósito- e está presente na produção de Meireles.  “A visão, que é o sentido mais associado às artes plásticas, é descontruída e desafiada em muitos dos seus trabalhos, que nos propõem perceber o mundo de outras formas e desconfiar daquilo que parece verdade”, reflete Rebouças.


Cildo Meireles, insercoes-cedula. Créditos:®PatKilgore 2014

O segundo ponto de partida é o próprio local expositivo, a curadora afirma que é fundamental para a construção da mostra que ela esteja em um ambiente de  múltiplos usos e públicos, que tangencia a lógica museológica. “Entrevendo foi pensada para dialogar com essa condição democrática e generosa que vemos no Sesc Pompeia. É importante apresentar a produção de Cildo Meireles para um público grande e diverso, fazê-lo participar e se engajar com sua obra, em diferentes linguagens, suportes e temas”, completa. A mostra ocupa 3000m² e conta com produção e expografia de Alvaro Razuk. 

Cildo Meireles, Olvido. Créditos: ®sophie_mutterer

Sobre o artista
Cildo Meireles (Rio de Janeiro, 1948) é artista multimídia. Iniciou seus estudos em arte em 1963, na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, orientado pelo ceramista e pintor peruano Barrenechea (1921). Em 1967, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde estuda na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Nesse período, cria a série Espaços Virtuais: Cantos, com 44 projetos, em que explora questões de espaço, desenvolvidas ainda nos trabalhos Volumes Virtuais e Ocupações (ambos de 1968-1969). É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1969, na qual lecionou até 1970. O caráter político de suas obras revela-se em trabalhos como Inserções em Circuitos Ideológicos: Projeto Coca-Cola (1970) e Quem Matou Herzog? (1970). No ano seguinte, viaja para Nova York, onde trabalha na instalaçãoEureka/Blindhotland e na série Inserções em Circuitos Antropológicos. Após seu retorno ao Brasil, em 1973, passa a criar cenários e figurinos para teatro e cinema e, em 1975, torna-se um dos diretores da revista de arte Malasartes. Desenvolve séries de trabalhos inspirados em papel moeda, como Zero Cruzeiro, Zero Centavo (ambos de 1974-1978) e Zero Dólar (1978-1994). Em 2000, a editora Cosac & Naify lança o livro Cildo Meireles, originalmente publicado, em Londres, em 1999, pela Phaidon Press Limited. Participa das Bienais de Veneza, 1976; Paris, 1977; São Paulo, 1981, 1989 e 2010; Sydney, 1992; Istambul, 2003; Liverpool, 2004; Medellín, 2007; e do Mercosul, 1997 e 2007; além da Documenta de Kassel, 1992 e 2002. Tem retrospectivas no IVAM Centre del Carme, em Valência, 1995; no The New Museum of Contemporary Art, em Nova York, 1999; na Tate Modern, em Londres, 2008; e no Museum of Fine Arts de Houston, 2009. Recebe, em 2008, o Prêmio Velázquez de las Artes Plásticas, concedido pelo Ministerio de Cultura da Espanha. Em 2009, é lançado o longa-metragem Cildo, sobre sua obra, com direção de Gustavo Moura. Entre a últimas individuais estão no Itaú Cultural, São Paulo (2010); Centro de Arte Reina Sofia, Madrid (2013); Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto (2013-2014); Galeria Luisa Strina, em São Paulo (2014); e Galerie Lelong, em Nova York (2015).

Serviço
Entrevendo, de Cildo Meireles
Datas e Horários: De 26/9 a 2/2/20. De terça a sexta-feira, das 10h às 21h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h30.
Local: Sesc Pompeia | Rua Clélia, 93 - Pompeia, São Paulo.
Entrada livre e gratuita. Para agendamentos de grupos escreva para o e-mail agendamento@pompeia.sescsp.org.br ou ligue para (11) 3871 7759.