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A PARTE MALDITA: um esboço

Artistas: Vários

Curadoria: Ricardo Sardenberg

De 15/8 a 11/10

SIM - Galeria Ver mapa

Endereço: Rua Sarandi, 113A

Telefone: 11 3062-8980

Entre os dias 15 de agosto e 11 de outubro de 2019, a SIM Galeria recebe a exposição coletiva "A PARTE MALDITA: um esboço". Com curadoria de Ricardo Sardenberg, a mostra reúne obras dos artistas Cildo Meireles, Di Cavalcanti, Eli Sudbrack, Gokula Stoffel, Ivens Machado, Lais Myrrha, Leonilson, Luiz Schwanke, Maria Martins, Rodolpho Parigi, Tunga, Victor Gerhard e Yuli Yamagata. A entrada é livre e gratuita.

Luiz Schwanke, Sem Título, déc. 1980. Pintura sobre papel de jornal, díptico, 114 x 136 cm cada.

Ser produtivo, ordem que alimenta a energia explosiva de tempos tão conflituosos. A criação, o consumo, as relações pessoais próximas ou distantes, tudo isso se justifica por ser produtivo, como analisa o curador da exposição, Ricardo Sardenberg. É sobre o engano de que produzir e cosumir para crescer seja algo infinito que ele evoca a maldição, pois o crescimento não é infinito. “As pessoas terão que dispor dessa energia acumulada de forma improdutiva, desinteressada e avessa ao lucro”.

"A exposição é um ato de revolta, de insubordinação ao Ser produtivo, ao horizonte cataclísmico da produção e é, principalmente, um ga(e)sto improdutivo", afirma Sardenberg. Segundo o curador, a ação mais revolucionária é aquela que simplesmente nega qualquer vontade, desejo ou obrigação de ser produtivo. “O herético contemporâneo luxuosamente dissipa, ou dispensa, toda sua energia acumulada de forma improdutiva. Só assim é possível resgatar o jogo, o sexo, o sagrado, a arte, enfim, a vida. Só assim pode-se evitar a guerra total e aniquiladora que nos aparece no horizonte”, escreve.

A parte maldita, texto de Georges Bataille de onde Sardenberg extraiu o título e a inspiração para esta exposição,  propõe e tenta dar conta desse fluxo contínuo de energia que “o sol dá sem nunca receber”.  Segundo o curador, a exposição  é um paradoxo, ou uma ambivalência, pois justamente propõe fazer sem acrescentar nada. Não como um ato de negação, mas pelo contrário, é um ato de afirmação.

“A partir de obras de arte que estão no mundo há muito tempo, ou que foram criadas para esta exposição — elas próprias aqui desapegadas de cronologias ou tradições — que evocam o dispêndio próprio do fato artístico; que só é arte se for inútil, e os temas dissipadores onde ela acontece: o jogo, o sexo e a morte”, completa.

Cildo Meireles, Sem Título, 1976. Pastel oleoso, acrílica, lápis cera, grafite e colagem sobre papel, 70 x 50 cm. 

Serviço
"A PARTE MALDITA: um esboço", coletiva com curadoria de Ricardo Sardenberg.
Datas e horários: Abertura dia 15 de agosto, quinta-feira, das 19h às 22h. Em cartaz até 11 de outubro de 2019. De segunda à sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 15h.
Local: Sim Galeria | Rua Sarandi, 113 A - Cerqueira César, São Paulo;
Entrada livre e gratuita.