AGENDA DAS ARTES

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A cidade da Bahia, das baianas e dos baianos também

Artistas: Vários

Curadoria: Emanoel Araújo

De 7/5 a 1/9

Museu Afro-Brasil Ver mapa

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, sn - Parque Ibirapuera Portão 10 - Ibirapuera

Telefone: (11) 3320-8900

O Museu Afro Brasil apresenta “A cidade da Bahia, das baianas e dos baianos também”,  exposição que fica em cartaz de 7 de maio a 1 de setembro de 2019. A mostra reúne diversos artistas e, de acordo com o curador Emanoel Araujo, “fala de alguns fatos e pessoas, sobretudo dos artistas, dos homens e das mulheres. Mulheres que fizeram da Bahia essa mágica, inusitada e preciosa cidade, de todos os santos, de muita sensualidade e de pouco pudor, que se esvai pelas ladeiras e ruas sinuosas”.


Genaro de Carvalho, tapeçaria, coleção particular. Crédito: Jaílton Leal

O Modernismo Baiano é o grande protagonista da mostra, representado pelas telas de telas de Carlos Bastos (1925 – 2004), as tapeçarias de Genaro Antônio Dantas de Carvalho (Salvador, Bahia, 1926 - 1971), as esculturas em ferro ou “ferramentas de santo”, que discutem a religiosidade afro-brasileira, de José Adário dos Santos (1947), esculturas e gravuras de Rubem Valentim (1922 – 1991), e as jóias de Waldeloir Rego (1930 – 2001).


Genaro de Carvalho, tapeçaria, coleção particular. Crédito: Jaílton Leal

Além disso a representação da baiana está fortemente presente na mostra, seja na escultura de Noêmia Mourão, nos vestidos de renda Richelieu, ou nas dezenas de bonecas de cerâmica, madeira e louça. A própria Carmen Miranda, que levou a figura da baiana mundo afora,também está presente na exposição por meio de fotografias de revistas, iconografia em porcelana esmaltada, além de um vestido original. Outras baianas icônicas como Marta Rocha (1936), Mis Brasil em 1964, e Helena Ignez, musa do Cinema Novo também estão presentes nas fotografias da mostra.

Personalidades baianas da cultura brasileira como o escritor Jorge Amado (1912 – 2001), o compositor Dorival Caymmi, Mãe Menininha do Gantois (1894 – 1986), os alfaiates João de Deus do Nascimento e Luiz Gonzaga das Virgens, e dos soldados Lucas Dantas Amorim Torres e Manoel Faustino dos Santos Lira - heróis da Revolta dos Alfaiates, também conhecida como Conjuração Baiana ou, ainda, Inconfidência Baiana, revolta social de caráter popular ocorrida em 1798, inspirada pelo ideário da Revolução Francesa- são homenageados nas obras de artistas da mostra em linguagens e técnicas diversas.

 Carlos Bastos, Festa de N. Sra. da Conceição da Praia, 1968, óleo sobre tela. Coleção particular. Crédito: Jaílton  Leal

Além das telas, tapeçarias, objetos e fotografias a mostra exibe filmes ligados ao imaginário baiano como: “Barravento” (1962, 80 min., p&b), dirigido por Glauber Rocha; “Bahia de Todos os Santos” (1960, 101 min.), com direção de Trigueirinho Neto, além da série de documentários do projeto “Centenário de Alexandre Robatto Filho – Pioneiro do Cinema na Bahia”, que conta com os filmes “Entre o Mar e o Tendal” (1952-1953), “Xaréu” (1954), “Vadiação” (1954), Igreja” (1960), “Desfile dos 4 séculos” (1949), “O Regresso de Marta Rocha” (1955), “Um Milhão de KVA” (1949), “A Marcha das Boiadas” (1949), “Ginkana em Salvador” (1952), e “Os Filmes que Eu Não Fiz” (2013).

Serviço
A cidade da Bahia, das baianas e dos baianos também
Datas e Horários. Abertura - 07 de maio, terça-feira, às 19 horas. Período expositivo de 07 de maio a 1° de setembro de 2019
Local: Museu Afro Brasil |Av. Pedro Álvares Cabral, s/n Parque Ibirapuera - Portão 10
Ingresso: R$ 6,00 | Meia entrada R$ 3,00 | Gratuito aos sábados