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Vídeo: curador Cauê Alves sobre a mostra de Burle Marx no MuBE

O Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), exibe até 17 de março de 2019 a mostra "Burle Marx: arte, paisagem e botânica", com curadoria de Cauê Alves. "Essa é uma exposição importante pro MuBE no sentido de que o museu está olhando para a sua própria história, para o seu próprio projeto inicial. Burle Marx, assim como Paulo Mendes da Rocha, são os responsáveis pela concepção desse museu", observa o curador na entrevista cedida ao canal Pavilion BR, disponível no YouTube.

Na exposição, o museu presta uma homenagem a um dos maiores paisagistas do século XX e as diferentes faces do seu trabalho, que ultrapassa o paisagismo, chegando às artes visuais, à botânica, ecologia e causas ambientais - em uma época na qual a bandeira do ambientalismo não era levantada, nem se quer defendida. "O paisagista é o mais conhecido, sem dúvida, mas Burle Marx tinha pretenções artísticas, ele pintou muito durante a vida toda. Desde os anos 40 ele pintou natureza mortas, que temos na exposição, até a década de 80 e 90, quando ele estava nas abstrações", comenta o curador.

Natureza, arte e arquitetura convergem na obra de Roberto Burle Marx, que transpunha com destreza a linguagem pictórica ao paisagismo, contrapondo formas orgânicas abstratas à rígida geometria da arquitetura.  "A exposição traz uma série de desenhos originais, projetos de Burle Marx. Acredito que essa exposição seja não só importante para compreender e ampliar o sentido da obra de Burle Marx, que ultrapassa muito apenas o paisagista, mas também é uma exposição que faz o museu se repensar", enfatiza Alves.

Confira no vídeo a seguir o depoimento completo do curador sobre a exposição:

Vídeo: Lourenço Mutarelli e a materialização do seu inconsciente no SESC Pompeia

A mostra "Meu nome era Lourenço", em cartaz no SESC Pompeia, exibe 147 obras originais de Lourenço Mutarelli, sendo algumas inéditas. Com curadoria de Manu Maltez, a exposição apresenta telas, colagens, esculturas, desenhos e reproduções de cadernos – 21 deles estarão disponíveis para leitura -, além de todos seus livros publicados, trechos de filmes e um excerto de um documentário sobre o multiartista.

Na matéria do programa Metrópolis, da TV Cultura, Mutarelli fala um pouco sobre o seu universo criativo, misterioso e sombrio. "É quase a materialização da construção do meu pensamento, do inconsciente", comenta o artista. "As coisas mais legais dessa exposição não são minhas, são as máscaras, os bonecos. Elas vêm do meu trabalho, mas através da ideia dele [Manu Maltez], da Gigi [Manfrinato] e do Joaquim [Almeida] que trabalharam [em algumas obras expostas]", observa.

A exposição fica em cartaz até 17 de fevereiro de 2019.

Veja a matéria completa a seguir:

Vídeo: O acervo e a retrospectiva de Millôr Fernandes no IMS Paulista

Em cartaz até 27 de janeiro de 2019 no IMS Paulista, a mostra "Millôr: obra gráfica" exibe um conjunto de 538 imagens do humorista, dramaturgo e tradutor, Millôr Fernandes. Com curadoria de Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires, a retrospectiva mapeou sete décadas de produção do artista, partindo do acervo com 7 mil imagens que estão sob os cuidados do IMS.

"Todo esse projeto da exposição, ele nasceu muito do trabalho com o acervo. O Acervo do Millôr Fernandes chegou ao Instituto em 2013, logo um ano após a morte do artista, e esse acervo vem sendo trabalhado desde então: a gente se dedica à pesquisa, à conservação, e isso gera uma catalogação, que vem sendo feita desde então", comenta a curadora Julia Kovensky no vídeo.

A mostra divide em cinco grandes conjuntos a obra gráfica de Millôr, dos autorretratos à crítica implacável da vida brasileira, passando pelas relações humanas, o prazer de desenhar e a imensa e importante produção do “Pif-Paf”, seção que manteve na revista O Cruzeiro entre 1945 e 1963.

"Cada pessoa tem o seu Millôr e cada década tem uma lembrança... O objetivo dessa exposição, que é a primeira feita desse jeito, é a gente dar um panorâma de toda essa produção", observa Paulo Roberto Pires, curador da mostra, no vídeo.

Confira a seguir um pequena amostra desta exposição imperdível:

Vídeo: Depoimento do duo NONOTAK sobre a mostra "次元 Dimensão", na JAPAN HOUSE SP

Em cartaz até o dia 6 de janeiro de 2019, a exposição do duo NONOTAK, na JAPAN HOUSE São Paulo, é a primeira dos artistas na América Latina e apenas a terceira que realizam na carreira. Em "Dimensão", o duo formado por Takami Nakamoto e Noemi Schipfer propõe a quebra entre as fronteiras das artes visuais e da arquitetura através de instalações imersivas e sensoriais, que unem som, luz e performance. "Realmente queríamos que as pessoas descobrisse a maneira vívida como controlamos a luz, assim como a forma como montamos as instalações", comenta Nakamoto.

Conhecidos por usar a tecnologia personalizada e por adotar a tecnologia convencional de maneiras não convencionais para gerar um efeito único e personalizado, os artistas contam no vídeo como começaram suas carreiras e a importância de ter o trabalho do NONOTAK studio exposto na JAPAN HOUSE São Paulo. "Tenho muito orgulho pelo fato da primeira exibição solo do Nonotak Studio na América Latina, ser na JAPAN HOUSE. Isso significa muito para a gente porque estamos retomando as nossas raízes ao mesmo tempo que estamos amadurecendo", completa Nakamoto.

Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da JAPAN HOUSE São Paulo, ainda observa que a mostra vai no sentido da vocação do espaço cultural, que é apresentar o Japão contemporâneo e suas diversas facetas. "É uma cena jovem japonesa que está sendo representada aqui e que está completamente conectada com o resto do mundo onde ela está inserida", observa.

Confira no vídeo a seguir, publicado no canal da JAPAN HOUSE São Paulo no YouTube, o depoimento dos artistas e falas do curador e da diretora cultural do espaço cultural: