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Sérgio Camargo, Thomaz Farkas, ZNort e outras exposições para conferir no final de semana

Selecionamos algumasexposições que inauguram ou já estreiaram esta semana e que são programação imperdível para o final de semana! Confira:

EU NÃO ESTOU AQUI
ARTISTAS: ZNORT
CURADORIA: PAULO KASSAB JR.
GALERIA LUME

A Galeria Lume exibe, simultaneamente, as individuais "Eu Não Estou Aqui", de ZNort, e "Areia Movediça", de Talita Hoffmann, ambas com curadoria de Paulo Kassab Jr. ZNort utiliza técnicas e suportes variados, em trabalhos que abordam temas inerentes ao ser humano e ao “ser artista”, levantando questões como ser ou não ser algo, pertencer ou não a algum lugar, ter ou não ter valores - como status e reconhecimento. Em "Areia Movediça", Talita Hoffmann apresenta uma série com pinturas relacionadas a espaços em obra, construções, áreas abandonadas ou em constante transformação, mesclando desenhos arquitetônicos, cores e estruturas com elementos do design gráfico urbano. As mostras ficam em cartaz entre os dias 26 de novembro e 20 de janeiro de 2016.

ZNort, falhas miméticas #10 “eu sou um ponto de singularidade”, 2015 (madeira, osso, tinta látex, tecido e parafina, 120 x 120 x 16 cm) / Divulgação

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MÉTRICA MÍNIMA
ARTISTAS: JAC LEIRNER
GALERIA FORTES VILAÇA – GALPÃO

A Galeria Fortes Vilaça apresenta a mostra "métrica mínima", exposição de Jac Leirner no espaço Galpão Fortes Vilaça, na Barra Funda. Entre os dias 28 de novembro e 22 de janeiro, a artista paulistana exibe um inédito corpo de trabalho, criado com jogos de sudoku que ela resolveu e colecionou ao longo de meses. Todas as obras se desenvolvem a partir do seu esforço de dar forma a processos abstratos como lógica, raciocínio e, em especial, a passagem do tempo.Na série métrica mínima, exposta pela primeira vez na Bienal de Sharjah deste ano, a artista emprega estratégias íntimas da sua produção como acúmulo e reordenação, além de alternâncias entre alta e baixa cultura. O pensamento matemático inerente ao passatempo é traduzido através do rigor formal de Leirner, que dispõe os jogos sobre telas lineares de linho, separados por grupos de 9 ou de seus múltiplos (18, 27 e assim consecutivamente). As obras se assemelham a réguas, denotando seu interesse por medir o tempo – ou, mais especificamente, o tempo dedicado na resolução dos jogos. Pequenas variações na altura das telas acompanham o formato dos sudokus e ao mesmo tempo estabelecem uma noção de ritmo para os trabalhos.

Jac Leirner, métrica mínima, 2015 (linho e papel [Linen and paper], 27 x 348 x 3 cm) / Foto: Eduardo Ortega

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SÉRGIO CAMARGO: LUZ E MATÉRIA
ARTISTAS: SÉRGIO CAMARGO
CURADORIA: CAUÊ ALVES E PAULO SÉRGIO DUARTE
ITAÚ CULTURAL

O Itaú Cultural encerra a série de grandes exposições em 2015 com "Sérgio Camargo: Luz e Matéria", mostra dedicada a um dos mais importantes nomes das artes visuais da segunda metade do século XX no Brasil, com abertura no dia 28 de novembro e permanecendo em cartaz até dia 9 de fevereiro de 2016. Com curadoria de Paulo Sérgio Duarte e Cauê Alves, a mostra ocupa os três andares do espaço expositivo. Trabalhos de grande formato e em menor dimensão, torres e relevos, torsos de figuras femininas, formas que jogam com a luz e a sombra, esculpidos em mármore carrara branco ou negro belga, fazem uma síntese das sucessivas experiências de Sérgio Camargo (1930-1990) exibidas na mostra que soma mais de 100 obras, grande parte pertencente a coleções privadas que são apresentadas em conjunto para o público pela primeira vez.

Sérgio Camargo esculpindo gesso (Autor Desconhecido/Itaú Cultural)

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MEIO FIM
ARTISTAS: THEO FIRMO
GALERIA EMMA THOMAS

De 26 de novembro a 9 de janeiro de 2016 a galeria Emma Thomas apresenta a exposição “Meio Fim”, do artista Theo Firmo. O eixo central da exposição são oito obras de desenho produzidas a partir da incisão sobre pedras, apresentadas em uma instalação. Neste trabalho, Theo reflete sobre a ideia de perda e ausência, tanto na linguagem como nas relações, tema já presente em seus trabalhos anteriores. Para Firmo, a comunicação depende sempre do desentendimento, “um abismo potencial, o espaço onde recaem todas as coisas que não se puderam fazer entender”. Para atentar a esse espaço entre uma mensagem e o receptor e vice-versa, o artista mostra uma série de gestos que se aproximam de um balbuceio, uma expressão irrepetível que nasce e morre ao mesmo tempo. “É o elemento mais sincero, claro e responsável da língua”, ele diz.

Theo Firmo, Full Size Render / Cortesia Emma Thomas

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15
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: JACOPO CRIVELLI VISCONTI, MARIA MONTERO E RAFAEL VOGT MAIA ROSA
LUCIANA BRITO GALERIA

Para celebrar os quinze anos de seu espaço na rua Gomes de Carvalho, na Vila Olimpia, Luciana Brito Galeria apresenta, entre os dias 27 de novembro a 27 de fevereiro, a mostra “15”, que retoma a trajetória de mais de 70 exposições já realizadas na galeria, que até 2008, funciou como Galeria Brito Cimino. Será a última mostra a ser realizada no local, já que, a partir de 2016, a galeria passará a funcionar no Jardim Europa, em casa projetada pelo arquiteto Rino Levi. Jacopo Crivelli Visconti, Maria Montero e Rafael Vogt Maia Rosa, curadores que acompanharam de perto a história da galeria, em diferentes momentos do percurso, foram convidados para conceber a mostra, condensando a memória desses anos de atividade e, ao mesmo tempo, comemorando a transição para um novo espaço. A exposição, com 35 artistas, ocupará todas as dependências da galeria e as obras escolhidas serão instaladas no mesmo lugar em que foram originalmente exibidas. A partir desse recorte, pretende-se estabelecer novas relações entre os artistas representados pela galeria nesses 15 anos.

Thomaz Farkas, Populares sobre cobertura do palácio do Congresso Nacional no dia da inauguração de Brasília, 1960 (gelatina/prata, 36 x 56 cm, ed 3/17) / Divulgação

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ARTE E CIÊNCIA - NÓS ENTRE OS EXTREMOS
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: PAULO MIYADA
INSTITUTO TOMIE OHTAKE

Organizada pelo Instituto Tomie Ohtake e concebida pelo seu curador Paulo Miyada, "Arte e Ciência – Nós entre os extremos" propõe que o público possa rever a arte pelos olhos da ciência e expandir a sua relação com a ciência por meio da arte. Apresentando 35 obras de 16 artistas entre os dias 26 de novembro e 14 de fevereiro, a exposição busca colocar o pensamento do espectador em um plano mais abstrato, daquilo que sabemos, mas não conseguimos captar com os nossos sentidos, seja pela incalculável grandeza ou pela mais ínfima e transparente dimensão. “Esta exposição é justamente um ensaio sobre como a arte pode abrir caminho para pensar um universo muito mais amplo (macro e micro) do que percebemos usualmente, tornando palpáveis para o espectador uma parcela do campo em que a ciência hoje está travando suas mais decisivas batalhas”, explica o curador.

Charles e Ray Eames, Powers of Ten, 1977 (vídeo 9') / Cortesia Eames (Divulgação)

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