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'Salvator Mundi', de Leonardo Da Vinci, é a obra mais cara do mundo após leilão da Christie's, nos EUA

A casa de leilões Christie's leiloou, na quarta-feira (15), a única obra do italiano Leonardo Da Vinci mantida em coleções privadas - e agora, a obra de arte mais cara do mundo. O antigo dono de Salvator Mundi, o magnata russo Dmitry Rybolovlev, viu o trabalho do renascentista italiano alcançar a cifra recorde de 450,3 milhões de dólares (cerca de 1,47 bilhão de reais), após o leiloeiro bater o martelo em Nova York. O valor é mais do que o dobro do alcançado por Mulheres de Argel, de Pablo Picasso (179,3 milhões de dólares, cerca de 537 milhões de reais na época), o recorde até então em um leilão.

Leonardo Da Vinci, Salvator Mundi(Foto: Tolga Akmen/AFP/Reprodução)

O valor da redescoberta artística é, apesar das altas cifras envolvidas, incalculável. Se tem conhecimento de menos de 20 óleos sobre madeira criados pelo gênio italiano que sobreviveram à passagem do tempo. Pintada no mesmo período em que a Mona Lisa, a obra de cinco séculos esteve nas mãos da nobreza durante a maior parte de sua história extraordinária. Adornou a coleção de três reis ingleses, entre eles Charles 1º, e foi leiloado, no século 18, pelo filho do duque de Buckingham. Salvator Mundi - que retrata Cristo com uma bola de cristal na mão -, depois de um tempo sumida, ressurge no século 20 nas mãos de um colecionador britânico que dizia se tratar da obra de um discípulo de Da Vinci. Em 1958, em péssimo estado de conservação, a obra foi vendida por menos de 10 mil dólares. Foi somente em 2011, após um processo de restauração e análise, que os especialistas eliminaram anos de dúvidas e confirmaram a autoria de Da Vinci. Dois anos depois, o bilionário russo pagaria 127,5 milhões de dólares pela obra.

Salvator Mundi, considerada o Santo Graal do mundo da arte por especialistas, não bateu somente o recorde de uma obra em leilão, mas também superou os cerca de 300 milhões de dólares (981 milhões de reais) pagos em evento privado pelo investidor Kenneth Griffin por Interchange, de Willem de Kooning, e valor semelhante pago por um emir do Catar por Nafea Faa Ipoipo (Quando você vai se casar?), de Paul Gauguin.

Obra em exibição nas salas de leilões da Christie's, em Londres (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP Photo/Reprodução)