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Livro lançado na Galeria Superfície conta a história do grupo Poema/Processo

No mesmo dia a galeria ainda recebe performance de Paulo Bruscky e exibição de filme com performances de Hélio Oiticica, Lygia Pape e Antônio Manuel, produzido pelo poeta e documentarista Raymundo Amado.


Neide Sá, Transparência, 1968 (Divulgação)

No próximo dia 16 de dezembro, sábado, das 14h às 18h, a Galeria Superfície convida o público para o lançamento do livro “Poema/Processo: uma vanguarda semiológica”, projeto realizado pela própria galeria, em parceria com a editora WMF Martins Fontes. No mesmo dia, o espaço recebe ainda uma performance do artista Paulo Bruscky, em comemoração aos 50 anos do movimento, e a exibição do filme Apocalipopótese (Guerra e Paz), de 1986, do poeta e documentarista Raymundo Amado. O evento, que marca o encerramento da mostra "50 anos Poema/Processo: uma vanguarda semiológica", em cartaz até o mesmo dia (16/12) na Biblioteca Mário de Andrade, terá entrada livre e gratuita.

Falves Silva, Sem título, da série Poema Processo, 1968 (Divulgação)

Ao longo de suas 320 páginas, o livro realiza um panorama histórico da poesia visual no Brasil, onde documenta as principais atuações e obras produzidas pelo grupo “Poema/Processo” entre os anos de 1967 a 1986. O movimento vanguardista de poesia visual no Brasil, que surgiu em meio ao contexto da ditadura militar brasileira e em decorrência do movimento concretista, foi um rompimento criativo com a comunicação institucionalizada no campo da literatura, poesia e artes plásticas.

Contando essa história estão os próprios artistas e críticos da época através de textos publicados em livros, revistas e jornais. Organizado por Gustavo Nóbrega, o livro apresenta textos históricos escritos por Frederico Morais, Moacy Cirne, Álvaro de Sá, Neide Sá, Frederico Marcos, Anchieta Fernandes, e, o mais recente deles, o texto do curador e pesquisador Antonio Sergio Bessa.

Raymundo Amado, Apocalipopótese, Guerra e Paz, 1969 (Divulgação)

Sobre o filme
Apocalipopótese (Guerra e Paz) registra uma das primeiras exposições do grupo "Poema/Processo", junto com performances de Hélio Oiticica, Lygia Pape e Antônio Manuel, no evento "Arte no Aterro", proposto pelo crítico Frederico Morais e realizado no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

Sobre o movimento Poema/Processo
Tendo como seus precursores Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá, Moacy Cirne, Falves Silva, entre outros, o movimento tem sua primeira exposição inaugurada simultaneamente no Rio de Janeiro e em Natal, em dezembro de 1967. O primeiro texto-manifesto seria publicado quatro meses depois, na "4ª Exposição Nacional de Poema/Processo" no Museu de Arte Moderna da Bahia, e nortearia a prática e teoria do grupo, criando um objetivo artístico reprodutível que atendesse às necessidades de informação e comunicação das massas, pautado pela lógica pela lógica de consumo imediato.

Wlademir Dias Pino, SOLIDA, 1962 (Divulgação)

Entre as diversas contribuições artísticas do grupo estão os poemas gráficos, poemas objetos, poemas interativos, filmepoemas e performancepoemas. Como parte de suas proposições, criaram também o conceito das versões, o que indicava a quebra de estilo: cada artista podia fazer uma versão da obra do outro e vice-versa, criando um mecanismo de continuidade da obra, da transformação como processo, do contra estilo e da co-autoria.

Imersos em um alto nível de possibilidades e inventividades, uma das maiores contribuições da prática do grupo foi a quebra de gêneros, transformando a palavra em imagem, a imagem em escultura, e a tridimensionalidade em ação. Libertando o poema de seu suporte tradicional e tornando-o multidisciplinar, o grupo nos proporciona a noção de que toda conjuntura de fazeres e da realidade se dá em processo, bem como nosso próprio viver.

Álvaro de Sá, Sem título, da série Poemics, 1969-77 (Divulgação)

Serviço
Lançamento do livro “Poema/Processo: uma vanguarda semiológica”; projeto e realização, Galeria Superfície; pesquisa e organização, Gustavo Nóbrega.
Datas e horários: Dia 16 de dezembro de 2017, sábado, das 14h às 18h.
Local: Galeria Superfície | R. Oscar Freire, 240 – Jardim Paulista, São Paulo.
Performance do artista Paulo Bruscky em comemoração aos 50 anos do movimento e exibição do filme Apocalipopótese (Guerra e Paz).
Data: Dia 16 de dezembro de 2017, sábado, a partir das 14h.
Local: Galeria Superfície | R. Oscar Freire, 240 – Jardim Paulista, São Paulo.

Receba o e-book do projeto de Conservação de Esculturas em Espaços Públicos
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