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Exposições imperdíveis para visitar em janeiro

Confira a seleção do InfoArt com as melhores exposições de artes visuais que acontecem em São Paulo este final de semana

Após a agitação de final de ano, São Paulo já retoma sua agenda de exposições de artes visuais em seus museus, instituições e galerias. Algumas exposições que tiveram início ainda em 2017 encerram suas exibições ao longo das próximas semanas para dar lugar a novas mostras na cidade; aproveite os próximos finais de semana para visitar essas exposições imperdíveis que o InfoArt listou para você curtir o melhor do circuito de artes visuais da cidade.

Aproveitando as férias de janeiro, muitos museus e instituições também oferecem uma programação especial, com cursos, oficinas e outras atividades, voltadas para crianças, jovens e adultos. 

No Museu da Imigração as atividades são voltadas para famílias e crianças de diferentes faixas etárias; já o MASP retoma suas oficinas de desenho para crianças de 6 a 13 anos em 10 encontros, ao longo das próximas semanas, que estabelecerão relações entre linguagens artísticas que envolvem o desenho e os cinco sentidos humanos (o museu também oferece o curso "Uma breve história da arte moderna: mulheres artistas", com Felipe Martinez, que tem como foco narrativo a participação feminina na arte moderna). O Museu Afro Brasil também prepara uma programação especial, que tem início na próxima terça-feira (16), com brincadeiras, jogos e oficinas que aproximarão as crianças das exposições em cartaz no museu. O Sesc Pompeia apresenta também o projeto “De Mestres e Donas: Arte e Cultura Popular Brasileira”, com mais de 50 atividades, entre cursos, intervenções e oficinas, que apresentam a coletividade artística nacional a partir da singularidade dos trabalhos de arte popular de artesãos e artesãs brasileiros.

Com foco no trabalho de artistas e coletivos, o Red Bull Station abriu inscrições para o seu primeiro projeto em 2018, o "Ocupação". Visando fomentar a criatividade, o projeto proporciona aos participantes uma imersão em um dos ateliês instalados no prédio histórico onde funciona o espaço cultural, no centro de São Paulo. As inscrições vão até o dia 22/1.

Confira a seguir as principais exposições em cartaz em São Paulo para você visitar nas próximas semanas:

ABERTURAS

MATRIZ DO TEMPO REAL
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: JACOPO CRIVELLI VISCONTI
DE 13/1 A 18/3
MAC - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Cerca de 40 obras de artistas nacionais e internacionais abordam a questão da passagem do tempo - sob diferentes perspectivas e suportes - reunindo grandes nomes da arte, tais como Artur Barrio, Leonilson, Mauro Restiffe, John Cage e o japonês referência na arte conceitual, On Kawara. Segundo o curador da mostra, “a exposição contém uma variedade de artistas que, de maneiras bastante distintas, possuem o desejo de capturar o tempo”. O diálogo entre a produção nacional e internacional promove ainda novas leituras de obras pertencentes ao acervo do MAC USP, que foi protagonista na difusão da arte conceitual no Brasil. Saiba mais.

On Kawara, Sept.27, 1984, da série Today, 1966-2013. Acrílica sobre tela, 21 x 26 cm (Divulgação)

AMÉRICA FLORIDA
ARTISTAS: VÁRIOS
DE 11/1 A 15/4
MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA

A mostra explora a relação cultural da população latina-americana com as flores. Utilizadas em diversos momentos da cultura latina, as flores enfeitam festas, casamentos, a chegada do recém nascido e outras comemorações, mas estão presentes também em momentos de luto e de homenagem aos mortos. Toda essa relação cultural das populações latino-americanas com as flores são exploradas na mostra, em cartaz no Memorial da América Latina, através de peças tradicionais em variados suportes, como os retábulos peruanos, as caveiras mexicanas do "Dia dos Mortos", as telas floridas do artista argentino Diego Manuel e as famosas noivas de cerâmica da escultora e ceramista brasileira, Izabel Mendes da Cunha. Saiba mais.

Diego Manuel (Divulgação)

FLÁVIO DE CARVALHO - EXPEDICIONÁRIO
ARTISTA: FLÁVIO DE CARVALHO
CURADORIA: AMANDA BONAN E RENATO REZENDE
DE 9/1 A 4/3
CAIXA CULTURAL

Considerado por Oswald de Andrade "o antropófago ideal", Flávio de Carvalho foi um multiartista brasileiro inventivo, polêmico e de pensamento contestatório, capaz de chocar certos setores da sociedade ainda hoje. A mostra na Caixa Cultural São Paulo propõe um olhar original sobre esse pensamento múltiplo e incontido do artista, com o objetivo de lançar luzes sobre o elemento expedicionário como abordagem estética intrínseca à sua obra. Através de projetos experimentais, fotografias, filme, documentos, cadernos de viagem e reportagens de jornal, a exposição explora um aspecto pouco conhecido do artista que se dedicou a quebrar regras, alargar horizontes e romper as formas academicistas de tratar a arte. Saiba mais.

Fotografia de Flávio de Carvalho (1899-1973). Eva Harms e indígena da tribo xirianã. Expedição Amazônica, também conhecida como Experiência nº- 4 e realizada em 1958. Foto: Fundo Flávio de Carvalho - CEDAE - UNICAMP.

EM CARTAZ

SOLÁRIO
ARTISTAS: FELIPE IKEHARA
ATÉ 28/2
SESC SANTANA

O SESC Santana tem seu muro invadido pela intervenção "Solário", criação do artista plástico Felipe Ikehara que reflete acerca da diversidade e convivência através de representações de pessoas em momentos de descanso e relaxamento. Partes da pintura, como as padronagens e alguns outros elementos, foram realizadas com tintas produzidas a base de terra, cuja manufatura é tema de pesquisa do artista. O título da intervenção faz referência à frase "Não há nada de novo sob o Sol, mas há outros Sóis", de Octavia Estelle Butler, escritora de ficção científica afro-americana que discorria sobre temas como feminismo, racismo, preconceito e relações humanas em suas histórias. Saiba mais.

Felipe Ikehara, mural Solário (Divulgação) 

ÚLTIMAS SEMANAS

NO SUBÚRBIO DA MODERNIDADE - DI CAVALCANTI 120 ANOS
ARTISTA: DI CAVALCANTI
CURADORIA: JOSÉ AUGUSTO RIBEIRO
ATÉ 29/1
PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO

A maior exposição já realizada de Emiliano Di Cavalcanti desde a sua morte, em 1976, inclui obras icônicas e outras pouco vistas entre as mais de 200 peças expostas de um dos mais importantes artistas do modernismo brasileiro. Além da atuação pública de Di Cavalcanti como pintor, a mostra destaca também aspectos menos conhecidos de sua trajetória - como as ilustrações e charges para revistas, livros e até mesmo capas de discos - e busca investigar como o artista desenvolve e tenta fixar uma ideia de “arte moderna e brasileira”, além de chamar a atenção para a condição e o sentimento de atraso do Brasil em relação à modernidade europeia no começo do século XX. Saiba mais.

Di Cavalcanti, Bordel, década de 1930. Óleo sobre tela, 80,5 x 100 cm. Acervo da Fundação José e Paulina Nemirovsky, em comodato com a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Crédito fotográfico: Isabella Matheus.

RENATO RUSSO
CURADORIA: ANDRÉ STURM
ATÉ 28/1
MIS - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM

A mostra em homenagem a um dos maiores ícones da música brasileira entra em suas últimas semanas de exibição. A exposição, que parte exclusivamente do acervo de Renato Russo, traz objetos pessoais, peças de vestuário, fotografias, discos, livros, manuscritos, instrumentos musicais, documentos escolares, desenhos, cartas de fãs, além de prêmios, fanzines, folhetos e impressos variados que irão percorrer toda a trajetória do artista. Todo esse material só foi possível ser reunido após a equipe do museu ter acesso total ao apartamento do músico no Rio de Janeiro, catalogando, conservando e adaptando o material para a exposição. Saiba mais.

Renato Russo. Reprodução: Cinthia Bueno, MIS. Crédito: Marcos Prado. 

LEVANTES
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: GEORGES DIDI-HUBERMAN
ATÉ 28/1
SESC PINHEIROS

A exposição convida o público a uma reflexão sobre as manifestações populares e as insurgências por meio da arte. Organizada e idealizada pelo Jeu de Paume (histórica instituição que tradicionalmente acolhe exposições de arte e fotografia em Paris), "Levantes” é uma exposição transdisciplinar sob a perspectiva das emoções coletivas, na qual estão presentes as diferentes formas de representação dos levantes, atos populares, políticos, engajados nas transformações sociais, nas revoltas e/ou revoluções. Itinerante, a mostra adiciona conteúdos locais e particulares em cada novo local por onde passa; no Brasil, temas como a escravidão, a negritude e a pobreza, foram representados pela sensibilidade artística de Sebastião Salgado, Hélio Oiticica e Oswald de AndradeSaiba mais.

Leonard Freed, Residentes de Guernica diante de uma reprodução da tela de Pablo Picasso - 1977 - Tiragem moderna, 2016 - Magnum Photos, Paris. Crédito fotográfico: Tauã Miranda/InfoArtSP

FUTUROS DO FUTURO
ARTISTAS: SOU FUJIMOTO
ATÉ 4/2
JAPAN HOUSE SÃO PAULO

A relação entre o ser humano, a arquitetura e a natureza é o traço marcante no trabalho de Sou Fujimoto, um dos arquitetos mais admirados do mundo. A exposição em cartaz na JAPAN HOUSE São Paulo, composta por painéis e pequenas maquetes que retratam parte do trabalho do arquiteto, apresenta a ambiguidade presente no trabalho do arquiteto japonês de 46 anos. Natural de uma cidade cercada por natureza, Sou Fujimoto encontrou no contraste das estreitas ruas de Tokyo e suas pequenas e características casas, a essência de seu estudo sobre projetos arquitetônicos, como a relação entre os espaços internos que se confundem com os externos, quintais que se confundem com ruas e ruas que são ocupadas como quintais. Para ele, o futuro exige uma reconexão com a natureza, um resgate de algo que se perdeu ao longo do tempo, e acredita que o homem pode se adaptar ao espaço ao invés do contrário. Saiba mais.

Sou Fujimoto (Divulgação)

NÃO PODEMOS CONSTRUIR O QUE NÃO PODEMOS IMAGINAR PRIMEIRO
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: JOTA MOMBAÇA E THIAGO DE PAULA SOUZA
ATÉ 14/1
MIS - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM

O Paço das Artes apresenta a última exposição da Temporada de Projetos 2017. Com curadoria de Jota Mombaça e de Thiago de Paula Souza, a exposição reúne obras que discutem a construção de imaginários: de mundos que não existem e de futuros possíveis. A exposição conta com vídeos, uma instalação sonora, desenhos, fotografias e uma performance. Os trabalhos são assinados por Arjuna Neumann & Denise Ferreira da Silva, Michelle Mattiuzzi, Juliana dos Santos, Negro Leo, Rafael RG e Rosa Luz e estimulam exercícios reflexivos e de imaginação. Saiba mais.

Frame da obra “Serpent Rain”, de Arjuna Neumann e Denise Ferreira da Silva (Divulgação)

VOYAGE
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: ALEXANDRE DA CUNHA
ATÉ 20/1
GALERIA BERGAMIN & GOMIDE

O título da exposição, inspirado na comédia francesa Voyage Surprise, de Pierre Prévert (1947), traduz a sua proposta: “Mais do que um tema, a exposição aborda a ideia de viajar em um sentido mais amplo e suas possíveis associações: sonhos, expectativas, idealização, fantasia, fuga, frustração, medo do desconhecido”. Dessa forma, a mostra oferece ao espectador mais perguntas do que respostas. A coletiva apresenta obras de diversos artistas, entre eles Lygia Clark, Marisa Merz, Jac Leirner, Caragh Thuring, Julius Heinemann e Samara Scott. Saiba mais.

Jac Leirner, detalhe da obra Sem título (da série Corpus Delictis), 2014. Adesivos de companhias aéreas, cinzeiros aéreos, corrente, fio revestido Rimowa Special Edition Neville Wakefield 74,4 x 49,5 x 27,4 cm (Foto: Ding Musa)

Para conferir as outras exposições em cartaz na cidade é só clicar aqui.