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Exposições fotográficas no Dia Internacional da Fotografia

No dia 19 de agosto de 1839, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Essa é a história por trás do Dia Internacional da Fotografia, comemorado neste sábado (19).

O primeiro daguerreótipo realizado, em 1837, pelo inventor do processo, Louis Jacques Mandé Daguerre

Muita coisa aconteceu desde então - muito também graças à iniciativa open source do governo francês - e o suporte passou por inúmeras revoluções tecnológicas. No entanto, a função de captar imagens por meio de lentes para registrar a história de povos e as transformações do mundo pouco se alterou. Hoje, propostas surgem como novas fronteiras para a fotografia, que continua se modificando incansavelmente e encontra-se presente, mais do que nunca, no dia a dia de nossa sociedade.

Muitas destas propostas são sugeridas por artistas visuais que enxergam além das lentes, negativos e arquivos digitais e refletem sobre o ato fotográfico; mas por outro lado, excelentes fotógrafos documentais realizam trabalhos que mantém a tradição da técnica, ao mesmo tempo em que dão às imagens uma aura artística. 

Por isso, em homenagem ao Dia Internacional da Fotografia e aos artistas e fotógrafos que com este suporte trabalham, o InfoArt apresenta uma seleção com as principais exposições fotográficas que acontecem na cidade de São Paulo durante os próximos dias. Uma excelente oportunidade para se aprofundar nas atuais técnicas e nomes do circuito artístico de fotografia antes de começar a SP Arte/Foto 2017, que acontece entre os dias 23 e 27 de agosto, no JK Iguatemi. Confira as mostras a seguir e bom passeio!

Prêmio Brasil Fotografia 2017
Até 8/10
Espaço Cultural Porto seguro

O Espaço Cultural Porto Seguro abriga a mostra do "Prêmio Brasil Fotografia 2017", com os vencedores do prêmio que este ano contempla 10 artistas e mais de 50 obras entre trabalhos impressos e multimeios. Com curadoria geral do artista visual Cildo Oliveira, o prêmio teve o júri deste ano constituído por Fábio Magalhães, Angélica de Moraes, Rubens Rewald e Evandro Teixeira; e os artistas contemplados foram Nair Benedicto, Antônio Saggese, Gilvan Barreto, André Arruda, André Cunha, Tiago Coelho, Adriano Escanhuela, Osvaldo Vendrame, Leo Caobelli e Dirceu Maués. Saiba mais.

André Arruda, Clóvis, 2012

Subtração e Forma
Até 8/10
Centro Cultural Correios de São Paulo

Uma geografia que é cada vez mais desumana e destruidora é o mote central da obra da fotógrafa Alessandra Rehder. A mostra é composta por cerca de 80 imagens de diferentes séries da artista, que apresenta uma técnica autoral - na qual elementos recortados das imagens lançam vazios e tridimensionalidades eloquentes - onde Alessandra pontua realidades subtraídas em diversos continentes. Saiba mais.

Alessandra Rehder. Bawomatabo - Indonésia 3. 2016. 29 x 43 x 5 cm. Fotografia em relevo

Luz e Sombra
Até 28/8
Dan Galeria

Sob um olhar excêntrico, o fotógrafo Christian Cravo dá ao continente africano uma nova cara com o seu projeto "Luz e Sombra", desenvolvido ao longo dos últimos sete anos. Na mostra, uma África monumental, plástica e nada clichê é apresentada, construída a partir de recortes abruptos, que dispõem fragmentos de animais e paisagens que privilegiam a estética à narrativa. Saiba mais.

Tempestade elétrica # I, Namíbia, 2014

Nada levarei quando morrer
Até 1/10
MASP

Esta é a segunda exposição de Miguel Rio Branco (Las Palmas, Espanha, 1946) no Museu, quase 40 anos após sua primeira individual, "Negativo Sujo", em 1978. A mostra atual exibe uma seleção de 61 fotografias da famosa série Maciel, realizada no bairro homônimo, na região do Pelourinho, em Salvador, que o artista frequentou durante seis meses, em 1979. Segundo o curador assistente da mostra, Tomás Toledo, “As imagens produzidas por Miguel Rio Branco no Maciel denunciam a realidade da região – exuberante e violenta – retratando essa sociedade em determinado período histórico. Mas elas estão longe de ser um registro meramente documental; são carregadas de dramaticidade, encenação, cores imperativas e contrastantes, permeadas por uma pele pictórica.". Saiba mais.

Miguel Rio Branco, sem título, da série Maciel, 1979

Álbum
Até 6/11
Estação Pinacoteca

A primeira exposição panorâmica da obra de Mauro Restiffe em um museu brasileiro parte de uma pesquisa sobre o arquivo do artista e inclui somente imagens nunca antes apresentadas em exposições e que abrange sua produção desde o fim dos anos 1980. O trabalho fotográfico de Restiffe é apresentado em diálogo com pinturas selecionadas dos acervos da Pinacoteca e do MASP e é dividido em grupos de obras, cujos interesses vão da paisagem ao retrato, da abstração à arquitetura, da política ao cotidiano. Saiba mais.

Dinner Party, 2003 50 x 75 cm

Vida de cão
Até 24/9
Centro Cultural FIESP

O lendário fotógrafo documental franco-estadunidense Elliott Erwitt é conhecido por sua irreverência e ironia na hora de apontar uma câmera. Mais do que fotos de celebridades e registros do dia a dia das cidades por onde passou, foram seus registros como agudo observador do mundo canino que o destacaram no cenário internacional. A fim de propor reflexões bem-humoradas e espirituosas sobre a relação entre os cães e os seres humanos, a mostra reúne 50 fotografias selecionados pelo curador João Kulcsár. Saiba mais.

Nova York, EUA, 1974 - Elliott Erwitt / Magnum Photos.

O verdadeiro glamour britânico
Até 15/9
Mario Cohen Fine Art Photography

A primeira individual de Norman Parkinson, grande fotógrafo inglês que influenciou a fotografia de moda a partir dos anos 30, na América do Sul reúne 29 obras do artista. Parkinson iniciou sua carreira na fotografia em 1935 e foi responsável por famosos editoriais de moda das revistas Harper’s Bazaar, Vogue e Queen Magazine. Saiba mais.

Norman Parkinson- Audrey Hepburn, Italy

Alair Gomes e Robert Mappletorpe
Até 16/9
Fortes D’Aloia & Gabriel

A mostra traz uma aproximação inédita entre a obra de Alair Gomes (1921–1992) e de Robert Mapplethorpe (1946–1989). Esta é a terceira exposição de Mapplethorpe na galeria e a primeira em que o trabalho do célebre fotógrafo americano é visto lado a lado de um artista brasileiro. O ponto de partida do diálogo criado entre os artistas é o desejo – compartilhado por ambos em textos e entrevistas – de fazer presente em suas obras a experiência de transcendência do sexo. Saiba mais.

Robert Mapplethorpe - Alistair Butler, 1985. Fotografia em emulsão de prata 40 x 50 cm. Edição de 15. Photo: © Robert Mapplethorpe Foundation

Expedição ao deserto
Até 17/9
Instituto Tomie Ohtake

Com 27 imagens resultadas de experiências imersivas de Geórgia Kyriakakis em São Paulo, neste projeto a artista visita e fotografa áreas movimentadas da cidade quando estão totalmente desertas em virtude de feriados, campeonatos esportivos, tensões políticas, entre outras razões. Suas expedições consistem em estar onde ninguém está ou não estar onde todos estão – tal como um desvio numa rota previsível ou num fluxo programado. As imagens são compostas em três grupos nos quais, impressas nos vidros que emolduram cada conjunto, estão recortadas palavras, com jato d’água de alta pressão, formando a frase: “estar onde ninguém está” e “não estar onde todos estão”. A interação da linguagem verbal com os materiais usados nos trabalhos é um procedimento recorrente na trajetória da artista para explorar as relações entre a virtualidade da imagem e a concretude do mundo. Saiba mais.

Onde Ninguém Está, Exposição ao Deserto, Geórgia Kyriakakis 

Excertos
De 19/8 a 21/9
Galeria Vila Nova

Hilton Ribeiro, Ricardo de Vicq e Willy Biondani, importantes profissionais da Fotografia, premiados e com trabalhos expostos em grandes instituições e galerias do Brasil e do mundo, iniciam suas parcerias com a galeria expondo séries inéditas no país, as quais traduzem suas trajetórias intensas e diversificadas. As obras expostas, com curadoria de Fausto Chermont e Bianca Boeckel, exibem trabalhos que despertam os elementos mais sensíveis e originais da arte, ao utilizarem técnicas sofisticadas na abordagem de assuntos diversos. Saiba mais.

Excertos - Hilton Ribeiro

Pulso
Até 26/8
Galeria Vermelho

Em sua sétima individual na galeria, a artista Lia Chaia ressalta sua reflexão sobre o corpo humano, em especial, sob duas óticas: a situação do corpo frente às pressões originadas pela sociedade e o afastamento gradativo da relação homem-natureza. Como na obra Camuflagem (2017), onde duas fotografias apresentam corpos fundidos com a paisagem natural, combinando o humano com o ambiente natural em uma unidade orgânica. Saiba mais.

Camuflagem, 2017

Geologia doméstica
Até 23/9
Casa Triângulo

Tendo como ponto central o álbum de casamento de seus pais, que sofreu um acidente com água, a artista Marcia Xavier apresenta uma série de investigações sobre a origem, o tempo, as transformações e a evolução da vida. A sexta exposição individual da artista conta com texto de apresentação assinado pelo escritor e artista Nuno Ramos, e se divide em três séries fotográficas, sendo uma delas a grande instalação “Santa”. Saiba mais.

Santa

Religiosidade em Israel Através de Lentes Drusas
Até 27/8
Museu de Arte Sacra

Composta por 40 registros feitos pelo coletivo Clube de Fotógrafos Drusos – formado por Ameer Zeyan, Effo Backria, Eyal Amer, Fares Saaida, Jamal Ali, Rabia Basha, Zohar Ferro -, a exposição nasce de uma parceria inédita com o Consulado Geral de Israel em São Paulo e aborda aspectos da religião drusa - minoria religiosa presente no Oriente Médio e com pequenas comunidades em outros países -, captando também manifestações da fé de comunidades judaicas e cristãs. Ao visitar esta exposição coletiva, o espectador terá acesso a imagens que retratam cerimônias e demonstrações de fé que cerceiam a vida e a morte, e que nos dão um panorama da diversidade de crenças em Israel. Saiba mais.

Rabia Basha- Movimento, 2016

História de olhares compostos
Até 15/9
Arte Hall Galeria

A mostra coletiva convida os artistas a apresentarem obras montadas em dípticos, trípticos e polípticos, criando obras composta por mais de uma imagem. Uma narrativa contada em vários cliques, onde cada artista apresenta seu múltiplo olhar sobre o mundo. Participam desta história artistas representados pela galeria como seu novo talento Luiz Maudonnet, Ana Nitzan e artistas convidados como Fabiano Al Makul, o veterano Armando Prado e sua pupila Paula Clerman. A mostra apresenta o desdobramento da pesquisa de cada artista, onde o tempo é desfragmentado contando sua história em vários cliques. Saiba mais.

Artista Ana Nitzan – Da serie “ As estações mudam, mas não sem seus ornamentos “, 2017 mesma arvore em momentos diferentes, 2012 e 2014. Fotografia e impressão digital em papel de algodão - Díptico, 30 x 40 cm cada

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