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Exposição monográfica de Tunga encerra a programação 2017 do MASP

Encerrando sua programação de 2017 voltada para sexualidade, o MASP apresenta a mostra “Tunga: o corpo em obras”, primeira monográfica do artista após seu falecimento no ano passado, aos 64 anos.

Tunga, da série Morfológicas (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Em cartaz até março de 2018, a mostra reúne aproximadamente 80 trabalhos do artista – entre instalações, objetos, desenhos, gravuras e aquarelas de diferentes épocas - em um recorte curatorial que evidencia a sexualidade, o erotismo e o corpo, temas entrelaçados e que atravessam a produção do pernambucano desde sua exposição inaugural (“Museu da masturbação infantil”, realizada na no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1974), chegando até obras mais recentes e icônicas do artista.

Dividida em 4 seções que agrupam os trabalhos a partir de afinidades temáticas, a mostra expande a noção de sexualidade e aponta as relações, vínculos, transformações e criações entre corpos, matérias e linguagens na obra de Tunga. Dessa maneira, é evidenciada a forma como o artista articulou e desdobrou esses temas ao longo de sua produção; seja explorando a relação entre materiais distintos - como bronze, latão, madeira, resina, borracha -, ou através de áreas do conhecimento, também muito presentes em sua obra, como a literatura, filosofia, psicanálise, química e alquimia.

Tunga, Tacape escalpe (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Abandonando a ordem cronológica, a exposição mescla produções de períodos e técnicas diferentes, criando “cosmologias” em uma mesma seção, ou seja, muitas obras formando um único corpo. Essa ideia, inclusive, reflete um pouco a obra do artista: muitos corpos formando um único elemento, algo recorrente em sua produção. Sejam através dos traços que formam, ao mesmo tempo, dedos de uma mão e corpos que se entrelaçam, ou as esculturas que trazem o falo masculino e os seios femininos em um mesmo “corpo”, e até seus trabalhos que misturam dois ou mais elementos de trabalhos anteriores, como em Tacape escalpe.

Dois trabalhos centrais apresentados na exposição são Vê-nus e o conjunto de Eixos Exógenos (1985-2000). A primeira - uma instalação - é consequência da tradicional prática artística em torno do estudo da representação por meio da observação de um corpo nu. Já em Eixos Exógenos, relações entre o modelo e sua representação se desdobram em esculturas de madeira e de metal feitas a partir do corpo de diferentes mulheres. Na mostra, os Eixos são acompanhados de desenhos preliminares, realizados a partir da sombra do perfil dessas mulheres sobre uma folha de papel.

Tunga, Vê-nus (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Presentes na mostra estão também trabalhos fundamentais de sua produção, como as Tranças, Escalpes e Tacapes. Com a expografia criada para o segundo subsolo do MASP, fica evidente a conversa constante entre a produção do artista, que mesmo variando materiais e formas, percorria com frequência os mesmos temas relacionados ao erotismo e à sexualidade.

Confira algumas imagens da exposição:

Dois dos Eixos Exógenos "conversam" com as obras da seção ao lado (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Tunga, obra da série Morfológicas (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

 

Tunga (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

(Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Tunga (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Tunga (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Tunga, da séria Lábios (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Tunga, da série Tranças (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Tunga (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)

Vistas da exposição no segundo subsolo do MASP (Foto: Tauã Miranda/InfoArtSP)