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Documentário retrata a poética do artista pernambucano Tunga

O documentário"Tunga, o esquecimento das paixões" estreia nos cinemas no dia 9 de maio. O filme narra a  trajetória de Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão,  artista pernambucano conhecido como Tunga, que foi o primeiro artista contemporâneo do mundo a ter uma obra exposta no Museu do Louvre.

A poética de Tunga é multifacetada, ele pesquisou literatura, filosofia, psicanálise, teatro, cinema e ciências exatas e biológicas para realizar seu trabalho. O desenho, a escultura e a performance fazem parte de suas linguagens e suportes, o artista é considerado um dos criadores brasileiros mais importantes da arte contemporânea.

Cena do documentário "Tunga, o esquecimento das paixões". Crédito: Divulgação

O filme foi dirigido e montado por Miguel De Almeida que buscou tecer relações entre as principais ideias sobre política e arte a partir da década de 1970, época em que Tunga iniciou sua carreira. É um período no qual as propostas estéticas/políticas enxergam o Brasil não mais como em busca de sua identidade, mas sim como parte integrante do mundo. O país deixa de se apegar a regionalismos para se tornar internacional e discutir questões da humanidade e com o homem; As ideias e a arte fazem do mundo o seu território.

A obra retoma as origens do artista, que mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Arquitetura e Urbanismo, Tunga é filho de Gerardo de Mello Mourão, poeta e jornalista, e de Léa Barros, uma das mulheres que posou para o quadro As Gêmeas, de Guignard, A poética e a ação política de seu pai exerceu influência em sua trajetória, o que foi explorado por Almeida ao longo do filme. 


Cena do documentário "Tunga, o esquecimento das paixões". Crédito: Divulgação

Retratar a história de Tunga é um desafio que foi possível graças aos depoimentos de seus companheiros de viagem, como os artistas Miguel Rio Branco e Cildo Meireles, e o criador de Inhotim, Bernardo Paz. A partir desses relatos é possível compreender a relevância internacional do artista. Não à toa o filme se inicia com a mostra de Tunga na Pirâmide do Museu Louvre, em Paris. Até o presente momento, o único artista contemporâneo do mundo a expor no espaço.

Confira o trailer a seguir:

 

Créditos:
TUNGA, O ESQUECIMENTO DAS PAIXÕES
Brasil, 2018, cor, 73min
Direção: Miguel De Almeida
Produção: Beto Tibiriçá e Mario Borgneth
Produção: Plateau Produções
Coprodução: Canal Brasil
Voz: Marina Lima
Roteiro: Miguel De Almeida e Thomaz Marcondes
Fotografia: Aldo Ribeiro
Montagem: Alexandre Gwaz
Distribuição: CUP Filmes
Depoimentos: Miguel Rio Branco, Paulo Sérgio Duarte, Cildo Meireles, Bernardo Paz, Murilo Salles,
Fernando Sant’Anna, Arthur Omar, Cosme Tome da Silva, Leonardo Gomes Guimarães, José Mário Pereira.
Estreia dia 9 de maio nos cinemas