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As grandes exposições de 2015 e que ainda podem ser vistas em 2016!

Os museus e instituições terão seus horários de funcionamento normais no mês de janeiro. Que tal aproveitar grandes exposições enquanto a capital está vazia? Selecionamos as de grande sucesso em 2015, e que estão em últimas semanas em cartaz! Boa visita.

FRIDA KAHLO: CONEXÕES ENTRE MULHERES SURREALISTAS NO MÉXICO
ARTISTAS: FRIDA KAHLO, ALICE RAHON, REMEDIOS VARO, ENTRE OUTRAS
CURADORIA: TERESA ARCQ
ATÉ 10/1
INSTITUTO TOMIE OHTAKE

Com curadoria da pesquisadora Teresa Arcq, "Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México", com cerca de 100 obras de 16 artistas, revela a forma como uma intricada rede, com inúmeras personagens, se formou tendo como eixo a figura de Frida Kahlo. O recorte focaliza especialmente artistas mulheres nascidas ou radicadas no México, protagonistas, ao lado de Kahlo, de potentes produções, como Maria Izquierdo, Remedios Varo e Leonora Carrington. Durante toda a sua vida, Frida Kahlo pintou apenas 143 telas. Nesta exposição, num caso raro e inédito no Brasil, estão reunidas 20 delas, além de 13 obras sobre papel - nove desenhos, duas colagens e duas litografias -, proporcionando ao público brasileiro amplo panorama de seu pensamento plástico. A sua presença vigorosa perpassa ainda a exposição pelas obras de outras artistas participantes, que retrataram a sua figura icônica.


Frida Kahlo, Diego en mi pensamiento, 1943, (óleo sobre compensado de madeira, 76 x 61 cm) / © 2015 Banco de México, Diego Rivera & Frida Kahlo Museums Trust. Foto: Gerardo Suter

 

34° PANORAMA DA ARTE BRASILEIRA
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: ARACY AMARAL
ATÉ 10/2
MAM - MUSEU DE ARTE MODERNA

O MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) recebe o 34º "Panorama da Arte Brasileira - da pedra da terra daqui", uma mostra bienal com foco em artefatos arqueológicos pré-coloniais, referências históricas e obras exclusivas. O Panorama tem curadoria de Aracy Amaral, curadoria-adjunta de Paulo Miyada e consultoria do arqueólogo e professor André Prous. Neste ano, o mote da mostra bienal da instituição são as manifestações artísticas tridimensionais de que se tem notícia, produzidas entre 4.000 e 1.000 anos A.C., no território que hoje é o Brasil, assim como o diálogo dessa produção com as criações nacionais contemporâneas.



Pitágoras Lopes, Sem titulo, 2015 / Foto: Paulo Rezende

A GRAVURA DE ARTHUR LUIZ PIZA
ARTISTAS: ARTHUR LUIZ PIZA
CURADORIA: CARLOS MARTINS
ATÉ 12/1
ESTAÇÃO PINACOTECA

A mostra, que acontece na Estação Pinacoteca, apresenta pela primeira vez um conjunto de gravuras editadas pelo artista paulistano e doadas à Pinacoteca. Ao todo são 137 obras que mostram o percurso que Arthur Piza imprimiu à sua produção desde as suas experimentações realizadas em 1952, quando começou. Na primeira sala os visitantes encontram trabalhos que exploram o uso da água forte, da água tinta e a ação dos ácidos sobre a matriz de cobre, que trazem ainda figuração e algumas referências do surrealismo. Obras do período em que Piza combinava linhas e formas abstratas também podem ser vistas neste espaço.


Arthur Luiz Piza, Figure [Figura], 1953 / Divulgação

ARTE NA MODA: COLEÇÃO MASP RHODIA
ARTISTAS: ALFREDO VOLPI, NELSON LEIRNER, ENTRE OUTROS
CURADORIA: PATRÍCIA CARTA E TOMÁS TOLEDO
ATÉ 14/2
MASP - MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO ASSIS CHATEAUBRIAND

Até 14/02 o MASP recebe a exposição "Arte na moda: Coleção MASP Rhodia", onde apresenta o conjunto completo da coleção MASP Rhodia, doada em 1972, e composta por 78 peças produzidas nos anos 1960. Assinam a curadoria da mostra o diretor artístico Adriano Pedrosa, a curadora adjunta Patrícia Carta e o curador Tomás Toledo. A coleção foi doada pela empresa química francesa Rhodia, que lançava seus fios sintéticos no Brasil, e utilizava desfiles e coleções de moda como forma de divulgação de seus produtos. Essa estratégia foi concebida por Lívio Rangan, então gerente publicitário da Rhodia, responsável por coordenar a criação das coleções e organizar os desfiles onde as roupas eram divulgadas. Estes se aproximavam mais de um espetáculo que de uma divulgação comercial, reunindo profissionais do teatro, dança, música e das artes para sua realização.


Imagem: Divulgação

OCUPAÇÃO GRUPO CORPO
ARTISTAS: GRUPO CORPO
ATÉ 17/1
ITAÚ CULTURAL

Até 17 de janeiro de 2016, o programa Ocupação Itaú Cultural apresenta uma exposição em homenagem ao Grupo Corpo, companhia de dança mineira que completa 40 anos em 2015. A mostra traz fotos que revelam o dia a dia dos bailarinos, da equipe técnica e da produção artística do grupo. As mais de mil imagens foram registradas – em viagens, ensaios e momentos de lazer – pelos próprios integrantes da companhia.


Ocupação Grupo Corpo, Triz, 2013 (Foto: Acervo Corpo)

VOLTAR AO LUGAR ONDE SE FOI FELIZ
ARTISTAS: GUILHERME BOTELHO
A TÉ 24/1
MIS - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM VER MAPA

O MIS (Museu da Imagem e do Som) inaugura a individual do paulista Guilherme Botelho, uma série de fotografias panorâmicas realizadas, entre 2010 e 2014, em diferentes países: Brasil, Quênia, Congo, Itália, França, Turquia, Espanha, Uruguai e EUA. A relação entre o indivíduo e o entorno é o tema da mostra, em que o fotógrafo investiga a conexão do sujeito com lugares cotidianos, com a intenção de registrar as marcas da presença e da ausência e, ainda, de encontrar os tons do que existe entre a multidão e a solidão absoluta. O olhar sobre o espaço em que cada um habita, espaços de todos os dias, ou transitórios, de passagem, espaços de quase nunca. Essa diversidade de cenários corresponde à intenção do autor de transitar entre espaços urbanos, rurais, desérticos, litorâneos e paisagens de diferentes culturas, deixando ver a relação dos habitantes com o lugar, independente de latitude ou longitude, situação política ou econômica.

Guilherme Botelho (Divulgação/MIS)

EMPRESA COLONIAL
ARTISTAS: VÁRIOS
CURADORIA: TOMÁS TOLEDO
ATÉ 28/2
CAIXA CULTURAL

A mostra “Empresa colonial”. Com curadoria de Tomás Toledo, a coletiva apresenta trabalhos dos artistas Beto Shwafaty, Bruno Baptistelli, Clara Ianni, Jaime Lauriano e Lais Myrrha, que colocam em questão os processos de formação do Brasil como nação, apontando para os reflexos do período colonial tanto na formação da cultura e da estrutura social e política do país, como de sua situação atual. A exposição é uma tentativa de relacionar as implicações e consequências do choque de civilizações ocorrido no período colonial, decorrente do encontro entre os povos nativos do Brasil e os colonizadores europeus, com os desdobramentos da história do país. A partir da produção artística de artistas brasileiros contemporâneos, pretende-se evidenciar a continuidade das relações de dominação e exploração, tanto da terra quanto do homem, que permeiam a história brasileira, desde do período em que o Brasil era colonizado por Portugal até a atualidade.


Jaime Lauriano, República (democracia racial), 2015, desenho do mapa do Brasil e trecho do Hino da Independência / Divulgação

ARTE É A ÚLTIMA ESPERANÇA: AÇÃO POSTAL E OUTRAS AÇÕES DE PAULO BRUSCKY
ARTISTAS: PAULO BRUSCKY
CURADORIA: ANTÔNIO SÉRGIO BESSA
ATÉ 25/1
CENTRO CULTURAL CORREIOS DE SÃO PAULO

Uma síntese da trajetória de quatro décadas do artista multimídia e poeta brasileiro Paulo Bruscky (Recife, 1949), um dos pioneiros da arte postal no Brasil, ganha importante mostra no Centro Cultural Correios, em São Paulo. Não por acaso, o curador da exposição, Antônio Sérgio Bessa, tratou de escolher, dentro de todo o universo criativo do artista, o gênero da arte correio como enfoque da exposição “Arte é a Última Esperança: ação postal e outras ações de Paulo Bruscky”. A mostra reunirá 119 obras realizadas entre 1970 e 2013, incluindo instalações, livros de artista, foto linguagem, arte correio, fotocopia, fax, poesia visual, poemas, artdoor, arte-classificada, vídeo-arte e objetos.


Paulo Bruscky, A Arte é a Última Esperança (registro de ação no XXXVI Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, 1983, fotografia ed vintage 18 x 23,5 cm) / Divulgação

CAROLINA EM NÓS
ARTISTAS: CAROLINA MARIA DE JESUS
CURADORIA: ROBERTO OKINAKA
ATÉ 31/1
MUSEU AFRO-BRASIL

A escritora, poetisa e sambista brasileira Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977) é homenageada no Museu Afro Brasil. Com curadoria de Roberto Okinaka, a exposição é gratuita, vai até o dia 31 de janeiro de 2016 e conta com extensa programação. “Nossa intenção é reconhecer e dar a devida importância à figura de Carolina como escritora, não apenas por ela ser negra e catadora de material reciclável, mas por sua preciosa contribuição para a literatura brasileira”, destaca a produtora Tâmara David que coordena a exposição ao lado de Ester Dias. Carolina Maria de Jesus é conhecida principalmente pela obra “Quarto de Despejo”, que teve a primeira edição publicada em 1960 e já foi traduzido para 13 idiomas. O que poucos sabem, porém, é que apesar de todas as dificuldades, ela escreveu ainda outros livros, alguns que sequer foram publicados, além de centenas de textos, entre poesias, peças de teatro e marchas carnavalescas.


Arquivo Público do Estado de São Paulo

ZUMBI A GUERRA DO POVO NEGRO
ARTISTAS: FERNANDO VILELA E TIAGO SANTANA
CURADORIA: AUDÁLIO DANTAS
ATÉ 31/1
SESC VILA MARIANA

"Zumbi A Guerra do Povo Negro" traça a trajetória do último líder do Quilombo dos Palmares e um dos símbolos de resistência do povo negro na história brasileira. A exposição tem curadoria do jornalista Audálio Dantas e conta com ilustrações de Fernando Vilela e com fotografias de Tiago Santana. A exposição acontece em dois espaços da unidade: no Hall dos Elevadores e no Atrium (Térreo e 1º andar da Torre A, respectivamente) e permanecerá aberta ao público até o dia 31 de janeiro de 2016, gratuitamente. O Quilombo de Palmares, localizado na região sul da antiga Capitania de Pernambuco e atual Estado de Alagoas, surgiu no século XVI no período do Brasil Colônia, na região conhecida como “Serra da Barriga”, nas proximidades da vila de Porto Calvo.


Arte de Fernando Vilela em Zumbi A Guerra do Povo Negro / Divulgação

FRONTALISMO: FACUNDO DE ZUVIRÍA
ARTISTAS: FACUNDO DE ZUVIRÍA
ATÉ 7/3
MUSEU LASAR SEGALL

O Museu Lasar Segall, dando continuidade a temporada de exposições temporárias  apresenta mais uma vez ao público fotografias de Facundo de Zuviría (Argentina 1954). A mostra intitulada "Frontalismo: Facundo de Zuviría", traz 36 fotografias da série Siesta Argentina, produzida entre 2001 e 2003. No mesmo dia, ainda, será inaugurada a nona edição do projeto "Intervenções" que tem como convidado o artista Macaparana. A série de Zuviría faz alusão ao período de grave crise econômica, política e social enfrentada na Argentina a partir do ano 2001, que diante da fuga de capitais, do déficit fiscal, da recessão e das restrições impostas a saques bancários, geraram no país distúrbios que levaram a greve geral, manifestações, saques e ondas de violência.


São 36 fotografias da série Siesta Argentina, produzida entre 2001 e 2003 (Facundo de Zuviría/Museu Lasar Segall)

ATELIÊ TRANSPARENTE
ARTISTAS: WALTERCIO CALDAS
ATÉ 13/02
IAC - INSTITUTO DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Se as várias camadas na obra de Waltercio Caldas, entre elementos de composição e a tradução de seu poderoso arsenal intelectual, já não deixam o espectador escapar da surpresa e da reflexão, imagine-se o quão instigante pode ser uma exposição de Waltercio, organizada por ele, em um espaço dedicado a revelar o processo de trabalho dos artistas, o IAC – Instituto de Arte Contemporânea. Para mostrar como constrói seu território artístico, Waltercio, como ele mesmo diz, fez da exposição "O atelier transparente", mais um trabalho, no qual sugere as relações que estabelece na forma como expõe as informações - pistas a serem ativadas pelo espectador. Estas informações reunidas na mostra apontam como uma ideia se transforma em objeto, ou em desenho, ou em escultura. Entre seus mais de 100 cadernos de anotações, selecionou alguns e os abre em determinadas páginas que, somadas, indicam a formação de sua obra.


Waltercio Caldas, Cadernos de anotação / Foto: Wilton Montenegro. Divulgação

CHIHARU SHIOTA – EM BUSCA DO DESTINO
ARTISTAS: CHIHARU SHIOTA
CURADORIA: TEREZA DE ARRUDA
ATÉ 10/1
SESC PINHEIROS

O Sesc Pinheiros recebe a mostra “Chiharu Shiota – Em busca do destino”, primeira exibição na América Latina dos trabalhos de Chiharu Shiota, artista japonesa dedicada a instalações de grandes proporções formadas por extensas tramas de fios e objetos cotidianos usados – característica que levou o jornal britânicoThe Guardian a defini-la como “uma mulher-aranha que escala em torno dos entrelaçamentos do inconsciente humano”. Com curadoria da historiadora de arte Tereza de Arruda, a mostra – que ocorre simultaneamente à participação da artista na 56ª Bienal de Veneza, na qual foi escolhida para representar o Japão – abriga três obras, “Além dos Continentes”, “Acumulação” e “Cartas de Agradecimento”, que traçam um percurso expositivo continuado em diferentes espaços da unidade e discutem questões como memórias e trajetórias. Nesta experiência, Chiharu, como costuma fazer em seus projetos mundo afora, convidou pessoas de todas as idades a participarem da construção de seus trabalhos por meio da doação de sapatos e cartas manuscritas com mensagens de agradecimento, somados como matérias-primas da exposição a um acervo de malas garimpadas pela artista na Alemanha, onde vive desde 1996.


Detalhe da instalação Cartas de Agradecimento / Foto: Adauto Perin. Divulgação