AGENDA DAS ARTES

Voltar

Zumbi A Guerra do Povo Negro

Artistas: Fernando Vilela e Tiago Santana

Curadoria: Audálio Dantas

De 20/11 a 31/1

SESC Vila Mariana Ver mapa

Endereço: Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana

Telefone: (11) 5080-3000

No dia 20 de novembro, feriado que marca o Dia Nacional da Consciência Negra, o Sesc Vila Mariana inaugura a exposição "Zumbi A Guerra do Povo Negro", que traça a trajetória do último líder do Quilombo dos Palmares e um dos símbolos de resistência do povo negro na história brasileira. A exposição tem curadoria do jornalista Audálio Dantas e conta com ilustrações de Fernando Vilela e com fotografias de Tiago Santana. A exposição acontece em dois espaços da unidade: no Hall dos Elevadores e no Atrium (Térreo e 1º andar da Torre A, respectivamente) e permanecerá aberta ao público até o dia 31 de janeiro de 2016, gratuitamente.

O Quilombo de Palmares, localizado na região sul da antiga Capitania de Pernambuco e atual Estado de Alagoas, surgiu no século XVI no período do Brasil Colônia, na região conhecida como “Serra da Barriga”, nas proximidades da vila de Porto Calvo.

Em um dos engenhos ao Sul de Pernambuco, no meio da madrugada do ano de 1597, um grupo de cerca de quarenta homens escravizados planejaram a fuga coletiva em direção à Serra, no alto do que hoje é denominado como Planalto Meridional de Borborema. Ali fundaram o maior quilombo do período colonial, tendo resistido à escravidão e ameaçando o poder hegemônico da Coroa portuguesa por quase 100 anos.

A história do Quilombo de Palmares atravessa o tempo e se torna a primeira experiência coletiva de contestação no país. Seu último líder, Zumbi, é a figura principal da narrativa contada na exposição “Zumbi A Guerra do Povo Negro”. A montagem também marca a efeméride de 360 anos de nascimento de Zumbi e os 320 anos desde sua morte.

Arte de Fernando Vilela em Zumbi A Guerra do Povo Negro / Divulgação

Audálio Dantas é jornalista atuante há mais de 60 anos com trabalhos na Folha de S.Paulo, e nas revistas O Cruzeiro, Manchete e Nova, além de sua extensa trajetória na defesa dos direitos humanos no país. Foi o responsável pela denúncia da morte do também jornalista Vladimir Herzog nos cárceres da ditadura, em 25 de outubro de 1975. Por sua série de reportagens sobre o nordeste brasileiro na revista Realidade, Dantas recebeu premiação da Organização das Nações Unidas e tem, além de tantos outros, o mérito de ter sido responsável pela descoberta dos excertos de Carolina Maria de Jesus, no que viria a ser a obra “Quarto de Despejo”.

Para construir a história de Zumbi, Audálio contou com o apoio de dois artistas: Fernando Vilela, ilustrador, artista plástico, escritor e professor, que recriou as cenas das narrativas da história e da vida de Zumbi na cenografia da exposição. Autor de ilustrações de mais de 60 livros infantis, Fernando tem carreira consolidada tanto no país quanto no exterior.

Para registrar o cenário da Serra da Barriga em sua configuração atual e o cotidiano da população que ali vive, possíveis herdeiros dessa história, Tiago Santana foi convidado para apresentar 14 fotografias panorâmicas da região. Fotógrafo cearense, com mais de vinte anos de atuação, foi vencedor por dois anos consecutivos do prêmio “O Melhor da Fotografia do Brasil”, por sua obra de documentarista. Tiago continua sua parceria com Audálio Dantas, iniciada com a publicação do livro “Céu de Luiz”, que narra a trajetória de Luiz Gonzaga através de um ensaio fotográfico, editado pelas Edições Sesc São Paulo em parceria com a Editora Tempo D´Imagem.

Durante os meses em que a exposição ficará em cartaz, a unidade prevê outras atividades ligadas a esta temática como, por exemplo, o curso “Arte Africana como Cultura Espiritual, Visual e Musical” ministrado por Renato Araújo, pesquisador do Museu Afro Brasil, e outro sobre reflexões e experimentações gráficas com Fernando Vilela em janeiro. Estas atividades fazem parte do projeto Sankofa Memórias de Mão Dupla, desenvolvido com a intenção de estimular a reflexão sobre as contribuições do continente africano para a cultura brasileira, reconhecendo o histórico de violência contra os escravizados no Brasil e incentivando obras simbólicas do legado cultural dos negros e afrodescendentes em nosso país.

Obra de Fernando Vilela / Divulgação 

serviço
Exposição: "Zumbi A Guerra do Povo Negro", com curadoria de Audálio Dantas; fotos de Tiago Santana e ilustrações de Fernando Vilela.
Datas e horários: Abertura dia 20 de novembro, sexta-feira, às 11h. Em exposição entre 21 de novembro a 31 de janeiro de 2016. De terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados, das 10h às 20h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Local: Sesc Vila Mariana | Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana.
Entrada gratuita.