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William Forsythe: Objetos coreográficos

Artistas: William Forsythe

Curadoria: Forsythe Produções e Veronica Stigger

De 26/3 a 28/7

Sesc Pompeia Ver mapa

Endereço: Rua Clélia, 93, Pompeia

Telefone: (11)3871-7700

A partir do dia 26 de março de 2019 o Sesc Pompeia apresenta “William Forsythe: Objetos coreográficos”, primeira exposição do coreógrafo e artista visual norte-americano no Brasil. Reconhecido mundialmente como um dos mais inventivos coreógrafos em atuação, William Forsythe, 69 anos, trabalhou em diversas companhias de dança antes de dirigir o Ballet Frankfurt (Alemanha), entre 1984 e 2004, e criar seu próprio grupo, o The Forsythe Company, em atividade de 2005 a 2015. Com curadoria da Forsythe Produções, em colaboração com Veronica Stigger, a mostra, em cartaz até 28 de julho de 2019, apresenta onze grandes obras que ocuparão diferentes espaços da unidade projetada por Lina Bo Bardi: Rua Central, Área de Convivência, Hall do Teatro, Galpão e passarelas do conjunto esportivo. A entrada é livre e gratuita.

William Forsythe, Stellentstellen. Foto: Dominik Mentzo.

“Em suas exposições pelo mundo, Forsythe costuma pensar seus objetos coreográficos em relação com o espaço da galeria ou museu em que serão instalados. Não foi diferente com o Sesc Pompeia. Tudo foi desenvolvido a partir do projeto singular de Lina Bo Bardi, tendo a preocupação de não interferir em demasia no que a própria arquitetura proporciona”, diz Veronica Stigger. “Obras que já foram exibidas em outros lugares foram reelaboradas para esta mostra, levando em consideração o espaço em que agora estariam”, completa Stigger. 

Representado pela galeria Gagosian, ele vem desenvolvendo desde o início dos anos 1990 uma série de trabalhos que extrapolam os palcos: os objetos coreográficos. Fundindo conceitos das linguagens da dança e artes visuais, as obras expostas propõem a colocação do corpo em movimento a partir de estímulos prévios. Com instruções escritas ou faladas, suas instalações e vídeos convocam os visitantes a se moverem, ativando a percepção do corpo não coreografado.

William Forsythe, Nowhere and Everywhere at the Same Time. Foto: Julian Gabriel Richter.

Entre elas, destaca-se Em nenhum lugar e em todos lugares ao mesmo tempo, São Paulo (2015/2019), que terá centenas de pêndulos pendurados em uma área de 300 m2 e ao entrar, os visitantes terão que se deslocar para um lado e para o outro, numa espécie de dança, desviando dos objetos. Stellentstellen (2013) é um vídeo duplo em que dois bailarinos entrelaçam seus corpos em movimento contínuo, que é exibido em slow motion, num híbrido de coreografia, filme e escultura. Já na inédita Insustentáveis, São Paulo (2019), produzida especialmente para a exposição, o público será convidado a se movimentar, seguindo instruções ditadas por uma voz gravada.

“Os objetos coreográficos não são obras para serem contempladas ou apreciadas por suas características estéticas intrínsecas. Eles são objetos concebidos para estimular o movimento e só adquirem plena função a partir da sua relação com o público”, afirma a curadora brasileira.

William Forsythe, City of Abstracts. Foto: Dominik Mentzos.

Ao redor do “lago”, na Área de Convivência, um conjunto de painéis suspensos formará um círculo, sem nenhum objeto no centro, apenas uma iluminação mais intensa. Pelos painéis e fones de ouvido, o público receberá orientações para se deslocar neste espaço, como “colocar um pé na frente do outro, enquanto balança os braços em variadas direções”.

Também inédita, Instrução, São Paulo (2019) fará os visitantes erguerem suas cabeças para lerem as quatro frases instaladas nas passarelas do conjunto esportivo. As letras foram confeccionadas em paetê, seguindo a tipologia da unidade Pompeia proposta por Lina Bo Bardi. A frase mais alta, “À mercê do quê?”, estará a mais de 30 metros do chão. 

Cidade de abstratos (2000) será montada no Hall do Teatro. Um gigante painel de vídeo com câmera acoplada projetará as imagens dos espectadores que estão no local. Seus corpos surgirão distorcidos na tela, em formas alongadas que se movimentarão em espiral. Já Os defensores parte 3 (2009) traz um teleprompter no qual se poderá ler uma espécie de manifestos poéticos contra a inatividade. As frases, que nunca se completam, têm sempre um “nós” como sujeito. “Nós, que não achamos que ficaria assim tão ruim” e “Nós, que não queríamos interferir” são algumas delas.

William Forsythe, The Defenders Part 3. Foto: Julian Gabriel Richter.

Serviço
Exposição: “William Forsythe: Objetos coreográficos”, com curadoria de  Forsythe Produções e colaboração de Veronica Stigger.
Datas e horários: Abertura dia 26 de março, terça-feira, às 20h. Em cartaz até 28 de julho de 2019. De terça a sexta-feira, das 10h às 21h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h30.
Local: Sesc Pompeia: Rua Clélia, 93 - Pompeia, São Paulo.
Entrada livre e gratuita. Para agendamentos de grupos escreva para o e-mail agendamento@pompeia.sescsp.org.br ou ligue para (11) 3871 7759.