AGENDA DAS ARTES

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Udada - Sisterhood

Artistas: Fernanda Feher

Curadoria: -

De 9/5 a 7/6

Galeria BG27 Ver mapa

Endereço: Rua Francisco Leitão, 265

Telefone: 55 11 3824 0697

A galeria BG 27 apresenta “Udada - Sisterhood” de Fernanda Feher,  que fica em cartaz de 9 de maio a 7 de junho. A exposição reúne 16 obras entre aquarelas, pinturas a óleo e tecido, e retrata mulheres africanas.

Os trabalhos expostos na mostra são fruto de uma viagem da artista ao Quênia (África), onde se envolveu em um projeto da ONG COVAW - que faz parte da instituição Orchid - numa missão sobre casamento infantil,violência e mutilação sexual feminina.

Fernanda Feher, Hazina in Black Crédito:  Vitor Neves

A experiência mexeu com a artista e serviu de inspiração para a exposição, toda a verba arrecadada com as obras será destinada a projetos da organização. Com o desejo de lançar luzes sobre essas questões, Feher retratou as mulheres que passaram por processos de violência. “Os meus retratos contam histórias, mostram a força e alegria de mulheres que são mutiladas ou de garotas das escolas que visitei. O objetivo não é só colocá-las, necessariamente, no lugar de vítimas, afirma a artista.

A mostra recebeu esse nome uma vez que enaltece a união e empatia de mulheres em busca de um objetivo comum. “Udada”, é o termo em kiswahili, língua local com influências de expressões em inglês, que remete a esse significado, uma tradução para a palavra irmandade, sisterhood.

A mutilação genital feminina é uma prática comum em países da Àfrica e do Oriente Médio, também em regiões da Ásia, América Latina, e entre imigrantes que residem na Europa Ocidental, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. A Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), a mutilação genital feminina afirma que cerca de 200 milhões de mulheres no mundo são sujeitadas a esse procedimento.


 Fernanda Feher, Maasai Bunny . Crédito: Vitor Neves

As motivações para essa transformação genital são questões sociais e religiosas que envolvem a preservação da virgindade, castidade e passagem para a vida adulta. Em muitas culturas, inclusive, é um pré-requisito para o casamento.

A prática pode envolver a remoção do clitóris e dos pequenos lábios, corte ou reposicionamento dos grandes lábios e costura. Como resultado as mulheres podem desenvolver problemas de saúde física e mental. Além do trauma psicológico, resultado do doloroso procedimento, a falta de preparo sanitário durante o ritual altera a anatomia original para anular o prazer sexual da mulher e intensificar a do homem. Consequentemente, as condições de higiene também são abaladas, principalmente quando  há fechamento da vagina e da uretra, deixando uma pequena abertura para a passagem de menstruação e urina (no caso da infibulação).

Serviço
Udada - Sisterhood
Datas e Horários: De 09/5 a 07/6. De segunda a sexta, das 9h às 19h
Local: Galeria BG27 | - R. Francisco Leitão, 265, Pinheiros.