AGENDA DAS ARTES

Voltar

Recorte Modernista

Artistas: Vários

Curadoria: Ricardo Camargo

De 21/9 a 18/11

Ricardo Camargo Galeria Ver mapa

Endereço: Rua Frei Galvão, 121 - Jardim Paulistano

Telefone: (11) 3031-3879

Em comemoração a seus 22 anos, a Ricardo Camargo Galeria apresenta duas exposições icônicas que trazem ao público uma seleção de obras da arte sobre papel dos mais clássicos modernistas brasileiros. A primeira delas, "Ismael Nery", recebe atenção especial e ocupa uma sala anexa do espaço. Já a mostra "Recorte Modernista" apresenta obras de figuras como Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari e Antonio Gomide. 


Alfredo Volpi- Paisagem com casa, c. 1940. Óleo s cartão colado s madeira, 27 x 34,5 cm.

As exposições, realizadas em parceria com a galeria Almeida e Dale, ficam em cartaz no espaço entre 22 de setembro e 18 de novembro. Juntas, elas reúnem desenhos das mais variadas técnicas sobre papel, de 14 artistas essenciais para o modernismo brasileiro. São trabalhos ímpares, que imprimem as trajetórias estéticas de seus autores, mas que dificilmente são tão conhecidos quanto suas telas mais famosas.

A exposição coletiva apresenta ao público um recorte amplo do modernismo brasileiro: são 40 obras de um período que teve início com a famosa mostra de Anita Malfatti, em 1917, e que seguiu até o começo do abstracionismo com Antônio Bandeira, nos anos 1950. Di Cavalcanti, Tarsila, Portinari, Volpi, Antonio Gomide e Lasar Segall são alguns dos artistas que preenchem o espaço entre esses dois extremos que abraçam a arte moderna brasileira. 


Tarsila do Amaral- Composição (Figura só), 1930. Tinta ferrogálica s papel, 14,8 x 17 cm.

Entre os destaques reunidos na Ricardo Camargo Galeria estão desenhos primorosos de Di Cavalcanti. Em Carnaval (c.1928/29) e Três figuras com tambores (1935) e Bordel (c. 1938), o artista cria um retrato amoroso, colorido e brilhante do país, distinguindo-se dos outros modernistas por seu calor e sensualidade. Clima semelhante encontra-se em Circo (1929), de Cícero Dias, e em Parque de diversões (1946), guache e nanquim de Djanira da Mota e Silva, de seu período em Nova York.

Portinari se soma ao grupo com o guache O espantalho (1944) - tema que é retomado e atualizado pelo artista dois anos depois, em Espantalho (1946), em Paris, com maior influência, inclusive, das vanguardas da época. Celebração cubista (1922), de Antonio Gomide, deixa clara a formação e longa vivência europeias do pintor, que conheceu Picasso e começou sob a influência do cubismo.


Antonio Gomide- Pássaro com Caramujo. Estudo para estamparia, 1922. Aquarela s papel, 22 x 21 cm.

Entre as raridades que compõem a mostra, está Paisagem antropofágica com bicho (c. 1929), grafite sobre papel de Tarsila do Amaral. Outra exceção à regra da exposição é uma obra de Diego Rivera, seu contemporâneo mexicano. Camponesa (1940), uma quase pintura, traz uma figura vergada caminhando entre troncos e galhos de árvores desfolhadas que parecem braços e mãos suplicando aos céus.

Antônio Bandeira encerra a exposição, sendo o único representante do abstracionismo. Entre as pinturas apresentadas, estão Montparnasse (1956) e Saint-Germain (1956). 

Serviço:
Exposição: Recorte Modernista (coletiva de 14 artistas). 40 obras sobre papel, de 1918 a 1967. Escultura em mármore de Victor Brecheret, de 1934
Data e Horário: 21 de setembro, das 19h às 23h (restrito para convidados)
Em cartaz: até 18 de novembro de 2017
Horário de funcionamento: De segunda à sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10 às 15h
Local: Ricardo Camargo Galeria- Rua Frei Galvão, 121 - Jardim Paulistano
Entrada livre e gratuita.