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O Sagrado na Arte Moderna Brasileira

Artistas: Vários

Curadoria: Fábio Magalhães e Maria Inês Lopes Coutinho

De 25/1 a 31/3

Museu de Arte Sacra Ver mapa

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 - Luz

Telefone: (11) 3326-3336

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP exibe, entre os dias 25 de janeiro e 31 de março de 2019, a mostra coletiva “O Sagrado na Arte Moderna Brasileira”, com curadoria de Fábio Magalhães e Maria Inês Lopes Coutinho. São expostas cerca de 100 obras, entre esculturas, desenhos, gravuras e pinturas, que formam um conjunto expressivo de artistas cujas produções abordam poéticas que aludem à fé e à religião, algumas de modo claro e explícito, outras, por meio de metáforas. Possuem obras expostas os seguintes artistas: Agostinho Batista de Freitas, Alberto Guignard, Aldo Bonadei, Alex Flemming, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Antonio Poteiro, Arcângelo Ianelli, Cândido Portinari, Carlos Araújo, Clóvis Graciano, Cristina Barroso, Eric Marcier, Fé Córdula, Fúlvio Pennacchi, Galileu Emendabili, Glauco Rodrigues, Ismael Nery, José Antonio da Silva, Karin Lambrecht, Marcos Giannotti, Mestre Expedito (Expedito Antonio dos Santos), Mick Carniceli, Miriam Inês da Silva, Nelson Leirner, Nilda Neves, Oskar Metsavaht, Paulo Pasta, Raimundo de Oliveira, Raphael Galvez, Rosângela Dorazio, Samson Flexor, Sérgio Ferro, Siron Franco, Tarsila do Amaral, Vicente do Rego MonteiroVictor Brecheret e Willys de Castro. Com entrada gratuita aos sábados, o MAS-SP funciona de terça a domingo, das 9h às 17h.

A coletiva reúne cerca de 100 obras de mais de 35 artistas. Obra Apocalypsis, 2016, de Oskar Metsavaht. Técnica mista sobre madeira, 100 x 100 cm. Foto: Divulgação. 

Até 1808, a temática religiosa dominou por completo a produção artística no país, entre o período que engloba o século 16 até a primeira década do século 19 – com exceção das obras de Franz Post e Albert Eckhout, que retrataram a paisagem, a flora, a fauna, a dança dos índios Tapuias, os tipos humanos e os empreendimentos açucareiros em Pernambuco. A partir de 1808, com a chegada da família real ao Brasil, os temas profanos passaram a ser adotados pelos artistas brasileiros, e algumas décadas depois já prevaleciam nas artes plásticas em nosso país. “No século XIX, com a presença da missão francesa de arquitetos e artistas no Brasil, também ocorreu a representação do país e de sua sociedade por artistas como Debret e Taunay, entre outros. No correr do segundo império, os temas das pinturas brasileiras serão sobretudo patrióticos. Com o advento da semana de Arte moderna em 1922, inverteu-se a situação com o predomínio do profano e nossos modernistas e depois nossos contemporâneos se fizeram conhecidos do grande público por obras que não expressavam o sentimento religioso”, comenta o diretor executivo do MAS-SP, José Carlos Marçal de Barros.

Anita Malfatti, A Ressurreição de Lázaro, 1928. Óleo sobre tela. Foto: Divulgação.

Este conjunto de obras que compõem a nova mostra temporária do MAS-SP pode ser dividido entre os artistas modernos - Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret, Vicente do Rego Monteiro, Ismael Nery, Cândido Portinari, entre outros -, os populares – entre eles José Antonio da Silva, Agostinho Batista de Freitas, Antonio Poteiro - e os artistas contemporâneos, como Alex Flemming, Marcos Giannotti, Nelson Leirner, Oskar Metsavaht, entre outros. Nos dizeres de Fábio Magalhães e Maria Inês Lopes Coutinho: “Os modernistas foram, antes de tudo, transgressores e não apenas na expressão artística, também adotaram novos modos de vida, muitos deles, incompatíveis com os hábitos da sociedade brasileira, ainda fortemente rural. Influenciados pela grande metrópole francesa que vivia sua ‘folle époque’, esses jovens transgressores trouxeram novas ideias que tumultuaram os costumes até então estabelecidos na conservadora sociedade brasileira”.

A expressão do artista popular parte na maioria das vezes de experiências vividas, das crenças, dos rituais e das festas da sua comunidade. Procissões, as festas juninas, tão populares no Nordeste, e o folclore regional nutrem, muitas vezes, os temas religiosos. Em relação à arte contemporânea, os curadores destacam a presença não rara do tema religioso, "se o entendemos como manifestação de poéticas do sagrado, do sobrenatural, como forças da natureza que inquietam a cultura, ou mesmo os aspectos intangíveis que pressentimos nas coisas e nas pessoas, ou como apropriação de símbolos consagrados”. “Lograram o magnifico resultado que o Museu de Arte Sacra apresenta nesta mostra, pois todos e cada um de nossos grandes artistas continuaram mantendo dentro de si a antiga religiosidade com que conviveram desde a sua infância”, conclui José Carlos Marçal de Barros.

A mostra permanece em cartaz até março de 2019. Obra Santo Onofre, Séc. XX, de Aldo Bonadei. Óleo sobre tela, 105 x 72,5 cm. Foto: Divulgação.

Serviço
Exposição: "O Sagrado na Arte Moderna Brasileira", coletiva com curadoria de Fábio Magalhães e Maria Inês Lopes Coutinho.
Datas e horários: Abertura dia 25 de janeiro, sexta-feira. Em cartaz até 31 de março de 2019. De terça-feira a domingo, das 9h às 17h.
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo | Av. Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô).
Ingresso: R$ 6,00 (inteira) | R$ 3,00 (meia entrada nacional para estudantes, professores da rede privada e I.D. Jovem - mediante comprovação). Grátis aos sábados. Isenções: crianças de até 7 anos, adultos a partir de 60, professores da rede pública, pessoas com deficiência, membros do ICOM, policiais e militares - mediante comprovação.
Entrada livre.