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Natureza franciscana

Artistas: Vários

Curadoria: Felipe Chaimovich

De 27/2 a 5/6

MAM - Museu de Arte Moderna Ver mapa

Endereço: Parque Ibirapuera, Portão 3 - Ibirapuera

Telefone: (11) 5085-1300

A partir de 27 de fevereiro, o MAM  - Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta a exposição "Natureza franciscana", que oferece uma noção contemporânea da relação colaborativa entre o ser humano e a natureza. Com curadoria de Felipe Chaimovich, a mostra é organizada a partir das estrofes do Cântico das Criaturas, canção escrita por Francisco de Assis, provavelmente entre 1220 e 1226, reconhecida como texto precursor das questões referentes à ecologia.

(Divulgação)

Para contemplar a linha de arte e ecologia, o curador selecionou artistas que utilizam elementos da natureza em suas produções, reunindo 18 obras da coleção do museu somadas a 19 empréstimos, totalizando 37 trabalhos que são exibidos em diferentes suportes como fotografia, desenho, gravura, vídeo, livro de artista, instalação, obra sonora, objeto, escultura e bordado. “As obras originam-se de relações com os elementos descritos no Cântico: sol, estrelas, ar, água, fogo, terra, doenças e atribulações e, por fim, a morte”, explica Chaimovich, estudioso da obra de Francisco de Assis há 15 anos.

O curador já apresentou mostras sobre arte e ecologia anteriormente, inclusive no próprio museu, como "Ecológica" e o Festival de Jardins do MAM no Ibirapuera, em parceria com Chantal Colleu-Dumond, curadora do Festival International de Jardins de Chaumont-sur-Loire, em 2010. O MAM ainda exibiu as exposições "Morada Ecológica" e "Razão e Ambiente", curadas respectivamente por Dominique Gauzin-Muller e Lauro Cavalcanti, ambas em 2011.

Divulgação

Sobre a exposição
Dividida conforme os elementos citados na canção Cântico das Criaturas, de Francisco de Assis, a mostra começa com o sol representado pela fotografia em cores Lâmpada (2002), da artista Lucia Koch, ao lado das fotografias em preto e branco The celebration of light (1991), de Marcelo Zocchio, e dos 12 livros da série I got up (1968-1979), do japonês On Kawara.

O elemento água é tematizado pelas fotografias A line in the arctic #1 e A line in the arctic #8 (2012), do paulistano Marcelo Moscheta, e pelas obras relacionados ao projeto Coletas, da artista multimídia Brígida Baltar, que incluem imagens da série A coleta da neblina (1998-2005), cinco desenhos de nanquim sobre papel (2004), a escultura de vidro A coleta do Orvalho (2001) e o vídeo Coletas (1998-2005).

(Divulgação)

Em contraponto, o fogo é simbolizado pelo vídeo Homenagem a W. Turner (2002), de Thiago Rocha Pitta, e pelos vestígios de fumaça sobre acrílico e sobre papel feitos pela escultora e desenhista Shirley Paes Leme. O elemento ar fica a cargo da escultura Venus Bleue, do artista francês Yves Klein. As estrelas são apresentadas por meio de sete fotografias do alemão Wolfgang Tillmans. Representando a terra, são expostas 30 caixas de papelão cheias de folhas e galhos de árvore embalados em plástico, papelão e fotografias em cores, instalação feita em 1975, por Sérgio Porto, além do relevo em papel artesanal (1981), de Frans Krajcberg.

As doenças e atribulações são tematizadas pela instalação Dis-placement (1996-7), de Paulo Lima Buenoz: numa sala com mobiliário, frascos de remédio, rosas, lona, giz e tinta, o artista demonstra os caminhos percorridos por ele para alcançar e tomar todos os remédios para combater os efeitos da Aids, antes do surgimento dos coquetéis anti-HIV. A artista Nazareth Pacheco exibe série de fotografias em preto e branco, de 1993, que mostram a malformação congênita do lábio leporino, dentes, raio-x e objeto de gesso.

Por fim, a morte é representada pelo último tecido bordado por José Leonilson antes de falecer, em 1993. Permeando a exposição, a instalação sonora Tudo aqui (2015), da artista Chiara Banfi, alcança todo o espaço expositivo e abrange todos os elementos representados. 

serviço
Exposição: "Natureza franciscana", com curadoria de Felipe Chaimovich.
Datas e horários: Abertura dia 27 de fevereiro, às 11h. Em cartaz até 5 de junho de 2016. De terça a domingo, das 10h às 18h.
Local: MAM - Museu de Arte Moderna | Parque do Ibirapuera, av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3. De terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h).
Entrada: R$ 6,00 - gratuita aos domingos.