AGENDA DAS ARTES

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Me molde

Artistas: Martinho Patrício

Curadoria: -

De 25/2 a 26/3

Galeria Superfície Ver mapa

Endereço: Rua Oscar Freire, 240 - Jardins

Telefone: (11) 3062-3576

A Galeria Superfície apresenta "Me molde" a primeira exposição individual do artista Martinho Patrício em São Paulo entre os dias 25 de fevereiro e 26 de março de 2016.

Com uma obra peculiar - geralmente em tecido - o artista desenvolve conceitos ligados ao tempo, à religiosidade, ao sagrado e ao profano, à morte, à deformação dos objetos de culto e dos ritos. Ao mesmo tempo, ele lida com questões relacionadas ao imaginário popular, contrapondo texturas de materiais rústicos ligados às tradições do Nordeste de maneira a estabelecer diálogos entre eles. A utilização do tecido como suporte dos trabalhos se ancora em referências fortes do cotidiano do artista, desde cedo cercado por um repertório variado de formas litúrgicas e lúdicas feitas de engenho e pano. Embora estejam próximas as formas construtivas cultas, essas outras formas dos trabalhos de Martinho não são fixas ou rijas, cedendo ao sopro do vento e à proximidade do corpo humano. O procedimento proposto pelo artista alia seu interesse pela forma (até então conseguida por tecidos, fitas, fuxicos, rendas e suas cerziduras) à espontaneidade de configuração de um jogo como o de búzios.

Martinho Patrício, Me molde, 2012 - brim e inox, dimenções variadas (Divulgação)

Na galeria Martinho vai apresentar a instalação inédita “Me Molde”, e outros trabalhos que pontuam a sua carreira, como os desenhos da série Expansão, que fazem parte da coleção do MAM/SP. "Me Molde", projeto de 2007, relaciona-se com as "mostras brincares" do artista - "Brincar com Lygia", "Brincar com Volpi", "Brincar com Hélio" - porque também haver a participação do público. Estes brincares surgiram da observação mundana de como dobrar sacos plásticos [a formar um pequeno triângulo] unido às referencias afetivas e visuais do artista – Volpi, Lygia Clark e Hélio Oiticica. Este pensamento inicialmente tomou forma nas máscaras brancas, ainda em duas dimensões, e posteriormente nas pretas já em três dimensões.

O próximo passo seriam estes tecidos vermelhos, onde outras possibilidades de dobras são oferecidas ao expectador, diferente das primeiras obras onde as dobras eram dadas e não sofriam alteração, nem a possibilidade de interação. Nos demais trabalhos o artista se apropria de elementos litúrgicos, sagrados, mundanos; a forma apenas e não o seu significado. O artista se referencia na história da arte, mas apenas como um comentário, uma lembrança. É desta observação unida à observação das coisas simples do cotidiano que surge seu trabalho.

Martinho Patrício, Me molde, 2012 - brim e inox, dimenções variadas (Divulgação)

Sobre o artista
Martinho Patrício (João Pessoa, Brasil, 1964) inicia sua trajetória em 1991 quando realiza sua primeira exposição individual na Pinacoteca da Universidade de João Pessoa, onde apresenta trabalhos feitos em tecido. Em 1996, participa do 3o Salão de Artes Plásticas no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e recebe o prêmio Menção Honrosa.

Em 2002, participa da mostra coletiva Caminhos do Contemporâneo 1950–2002, no Paço das Artes, Rio de Janeiro, com um trabalho da série vermelha (Sem Título, 2000), feito em linho e fita de cetim. No Observatório Cultural Torre Malakoff, Recife, em 2005, realiza exposição individual com a obra “Brincar com Lygia” - instalação composta de pequenas peças triangulares, feitas com papel laminado, que formam um jogo e com o qual o artista provoca a participação do público, ao mesmo tempo em que faz um comentário ao trabalho da artista brasileira Lygia Clark e à democratização da obra de arte, disponibilizando à venda múltiplos do jogo pelo preço de um Real.

Em 2006, participa da "27a. Bienal de São Paulo: Como Viver Junto", apresentando uma série de pequenos trabalhos (Sem Título, 2002-2006), feitos em gorgorão e renda, e instalação “Brincar com Lygia” (2005). Em 2007, integra a exposição Futuro do Presente, no Instituto Itaú Cultural, com a instalação “Brincar com Volpi” (2007). Nesse mesmo ano, participa do 30o Panorama da Arte Brasileira: Contraditório, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), com uma série 20 de desenhos chamados “Expansão”, que hoje compõe o acervo do MAM-SP. Outras obras do artista fazem parte do acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba e Pinacoteca da Universidade Federal da Paraíba. Atualmente, Martinho vive e trabalha em João Pessoa.


Martinho Patrício, Me Molde, 2012 (Divulgação)

serviço
Exposição: "Me molde", de Martinho Patrício.
Datas e horários: Em cartaz entre os dias 25 de fevereiro e 26 de março de 2016. De terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 17h.
Local: Galeria Superfície | Rua Oscar Freire, 240 - Jardins.
Entrada franca.