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Luciano Figueiredo em diálogo com Raymundo Colares

Artistas: Luciano Figueiredo e Raymundo Colares

Curadoria: -

De 18/5 a 22/6

Galeria Leme/AD Ver mapa

Endereço: Avenida Valdemar Ferreira, 130 - Butantã

Telefone: (11) 3093-8184

A Galeria Leme/AD apresenta “Luciano Figueiredo em diálogo com Raymundo Colares” que fica em cartaz de 18 de maio a 22 de junho. Os artistas são considerados protagonistas do movimento da Contracultura e Experimentalismo no Brasil, nos anos 1970.

Luciano Figueiredo apresenta em suas obras um resgate de etapas e processos de investigação formal e cromática, temas de seus 50 anos de pesquisa. Colares apresenta em seus trabalhos características do construtivismo e influências da publicidade e da programação visual de seu período.

Luciano Figueiredo | "Série Jornal Imaginário" (1991) Fotografia | Photography: Filipe Berndt

O jornal é um elemento central nas obras de Figueiredo e pode ser encontrado em praticamente todos os seus trabalhos. O material foi intensamente explorado pelo artista em sua trajetória, é possível verificar seu uso nas obras da série “Kinomania”(1980-90) na qual Figueiredo faz composições geométricas fundindo os jornais com outros elementos visuais inspirados em filmes do Cinema Noir, como “Cidadão Kane”(Orson Welles) e “Pacto de Sangue” (Billy Wilder). É possível verificar uma tendência construtivista e uma forte presença da tradição gráfica.


Luciano Figueiredo Mr. Kane and Miss Crane, da série Kinomania n. 3, 1990. Acrílica sobre colagem, papel jornal e cartão. 44,5 x 56,5 cm. Crédito: Divulgação

Os “livros-objetos”de Colares, uma de suas séries mais célebres, os chamados “Gibis” (final dos anos de 1960), também exploram as características formais do material. Através das dobras, cores e cortes no papel, o artista criava narrativas visuais que surpreendiam ludicamente o visitante, que era convidado a interagir com a obra.

Raymundo Colares Gibi, sd Livro de papel colorido e recortado 43,6 x 43,5 x 0,4 cm. Crédito: Divulgação

Ao longo de sua trajetória artística, Luciano Figueiredo teve contato com as mais diversas áreas da cena artística nacional e internacional. Essas experiências, em um período de ebulição cultural, influenciaram seu percurso e fizeram com que ele priorizasse materiais do cotidiano e suas múltiplas possibilidades. O fruto dessa imersão foi uma série de “pinturas-objetos” que fundiam recortes de papel de jornal e tecidos, mais tarde a série “Relevo” consolidou esse pensamento do artista tornando-se uma de suas mais icônicas produções. Algumas obras da série poderão ser conferidas na exposição.


Raymundo Colares Gibi, s.d. Livro de papel colorido recortado 45 x 45 x 0,5 cm. Crédito: Divulgação

Raymundo Colares, no entanto, explorou a representação dos ritmos da contemporaneidade. Em suas pinturas o artista retrata, através de formas geométricas, o dinamismo e a pluralidade da época. Era comum encontrar em suas obras cores em tons fortes e imagens fragmentadas, ou seja, processos interrompidos, a partir do imaginário urbano, como prédios e ônibus. Seus desenhos e pinturas trazem referências à Arte Concreta e Pop, e elementos da cultura de massa, características que o tornaram figura importante para o movimento da nova figuração no Brasil.

Serviço
Luciano Figueiredo em diálogo com Raymundo Colares
Datas e Horários: De 18/5 a 22/6.
Local: Galeria Leme/AD | Av. Valdemar Ferreira, 130 - Butantã
Entrada livre e gratuita