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Liminaridade

Artistas: Frida Baranek

Curadoria: -

De 30/3 a 8/6

Galeria Raquel Arnaud Ver mapa

Endereço: Rua Fidalga, 125 - Vila Madalena

Telefone: (11) 2368-1572

Entre os dias 30 de março e 8 de junho de 2019, a Galeria Raquel Arnaud apresenta a nova individual de Frida Baranek, com a série inédita "Liminaridade". Em 2014, quando inaugurou "Mudança de Jogo" no mesmo espaço, a artista recorreu à memória de situações e objetos como ponto de partida para o desenvolvimento das obras. Dessa vez, a carioca radicada nos EUA, que frequentemente trabalha questões relacionadas a equilíbrio e desequilíbrio, partiu de uma experiência mais radical e sensorial para a realização das esculturas que apresenta nesta exposição: participou de um voo parabólico que simula a ausência de gravidade ou gravidade zero. Com entrada livre e gratuita, a mostra permenace em cartaz simultaneamente às exposições "De tudo fica um pouco", de Ricardo Ribenboim, e "Contrato Colectivo Cromosaturado", que integra o projeto Condo São Paulo 2019.

Frida Barenek, Liminaridade 6. Telas de arame galvanizado e acrilico laranja, 180 x 150 x 70 cm. Foto: Vicente de Mello.

Segundo a artista, o voo trouxe o entendimento sobre como a aceleração é o motor de absolutamente tudo e o fio condutor para a criação de sua poética atual. As cerca de nove esculturas que compõem a série são batizadas com o mesmo nome da mostra e têm o metal como matéria dominante, elemento de presença marcante em toda a sua produção. Frida procurou desenvolver suas liminaridades no interlúdio entre dois estados diferentes, o da intuição e do conhecimento.

As obras nascem como guirlandas produzidas em telas de aço galvanizado ou arame de ferro misturadas com outros materiais - acrílico, madeira e tintas. Compactas no início, as obras vão se desdobrando num processo quase orgânico que envolve curvas e aceleração. “As obras dessa exposição refletem como o espaço é singular, como a incompletude é necessária, como não existe separação entre dentro e fora, como o ato de observar transforma o que é observado, como o caos é onipresente, como o vazio é o todo, mas nem tudo é vazio, como a causalidade é universal e, finalmente, como a matéria ocupa e informa o espaço de que modo se curvar, e o espaço mostra para a matéria como mover-se”, afirma a artista.

Já para o crítico Raphael Fonseca, que assina o texto da mostra, “Gosto de pensar nessas obras também como um convite a rever o caráter divisor e protetor do uso original dessas telas. Vertidas em esculturas expressivas, parece inevitável – à luz dos acontecimentos históricos recentes – olhar suas superfícies e não enxergar também uma dimensão discursiva nelas. Longe de dividir, essas esculturas somam e multiplicam – tanto como formas no espaço, quanto como um convite para que outros olhares percorram suas texturas e pensem sobre os muitos limites que tentam nos impor, mas devemos dobrar e remontar cada um à sua maneira”, afirma.

Frida Barenek, Liminaridade 1 (detalhe). Tela de aço galvanizado pintada de dourado, 320 x 200 x 200 cm. Foto: Vicente de Mello.

Serviço
Exposição: "Liminaridade", de Frida Baranek.
Datas e horários: Abertura dia 30 de março, das 11h às 18h. Em cartaz até 8 de junho de 2019. De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 12h às 16h.
Local: Galeria Raquel Arnaud | Rua Fidalga, 125 – Vila Madalena, São Paulo.
Entrada livre e gratuita.