AGENDA DAS ARTES

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Julio González: espaço e matéria

Artistas: Julio González

Curadoria: Elena Llorens

De 4/6 a 4/8

Instituto Tomie Ohtake Ver mapa

Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 - Pinheiros - São Paulo - SP CEP 01451-001

Telefone: (11) 2245-1900

O Instituto Tomie Ohtake apresenta “Julio González: espaço e matéria”, a mostra fica em cartaz de 4 de junho a 4 de agosto e é fruto de uma parceria entre o Instituto, o  Museu Nacional d’Art de Catalunya, e a Fundação Abertis.

A colaboração entre as instituições traz pela primeira vez uma individual do artista para o Brasil. a mostra reúne 70 trabalhos, entre esculturas, desenhos, pinturas, fotografias e documentos


Cabeça chamada “O túnel”, 1932-1933, Fundição em bronze, 46,5 x 21 x 32,3 cm, Coleção do Museu Nacional d´Art de Catalunya

González se consolidou como o pai da escultura moderna em ferro, um dos nomes mais relevantes da história da arte do século XX. O artista catalão começou a esculpir aos 50 anos e sua paixão pelo ferro começou na serralheria de seu pai no final do século XIX, na Barcelona modernista.

“Sua produção escultórica em ferro deve ser inserida no contexto disruptivo das vanguardas da primeira metade do século, caracterizado por uma intensa especulação formal. Deve-se a González o fato de ter dotado a escultura de uma nova gramática capaz de deslocar, com um material totalmente alheio à tradição, as seculares noções de volume e massa”, afirma a curadora da mostra, Elena Llorens.


Ramo de flores, 1890-1892, Ferro forjado, repuxado, cinzelado e dourado, 65 x 25 x 15 cm, Coleção do Museu Nacional d´Art de Catalunya

A colaboração do artista com Picasso entre 1928 e 1929, na criação de um  monumento em homenagem ao poeta Guillaume Appolinaire, morto no final da Primeira Guerra foi o início de uma parceria importante para a carreira de González.

Essa fase marcou a fase mais experimental do escultor que denominou esse período de  “nova arte: desenhar no espaço”. Essa parceria culminou na participação do artista no grupo Círculo e Quadrado, e na assinatura de González no Manifesto Abstração – Criação redigido pelo coletivo de artistas que contava ainda com Fernand Léger e Vassily Kandinsky.


Pingente, 1920, Ferro recortado, repuxado e rebitado, 5,6 x 5,6 x 1,7 cm, Coleção do Museu Nacional d´Art de Catalunya

A exposição reúne as diversas etapas da trajetória do artista e narra a relação de González com o ferro, material que o escultor considera agente renovador da linguagem da escultura.   

Serviço
Julio González - espaço e matéria, de Julio González
Datas e Horários: de 4/6 a 4/8. De de terça a domingo, das 11h às 20h
Local: Instituto Tomie Ohtake |Av. Faria Lima 201