AGENDA DAS ARTES

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Emmanuel Nassar: 81-18

Artistas: Emmanuel Nassar

Curadoria: Pedro Nery

14/4 a 2/7

Estação Pinacoteca Ver mapa

Endereço: Largo General Osório, 66 - Santa Efigênia

Telefone: (11) 3324-1000

A Pinacoteca Estação recebe a retrospectiva do artista paraense Emmanuel Nassar (Capanema, PA, 1949). Nassar provoca reflexões sobre o “erudito” e o “popular”. Suas pinturas e objetos estão marcados por interações aparentemente banais: das logomarcas pintadas em fachadas de rua à geometria rigorosa que remete ao concretismo brasileiro; da pintura popular do circo e do parque de diversões que circula o país à ironia da arte-pop americana. Além disso, o uso de símbolos como a bandeira nacional, a logomarca da Coca-Cola e a referência à Hollywood estão também presentes sem hierarquias, mas apresentadas com um senso de humor irônico.

Hollywood, 1989. Acrílica sobre tela. 100 x 200 cm. Coleção do artista, Belém. Foto: Romulo Fialdini

“O trabalho de Emmanuel Nassar é muito potente. Fez com que a crítica do sudeste repensasse a noção idealizada que existia do pintor dito ingênuo”, explica o curador Pedro Nery.

Arraial, 1982-84. Esmalte sintético sobre chapa. 100 x 200 cm. Coleção do artista, Belém. Foto: Romulo Fialdini

A mostra apresenta quatro décadas de produção, reunindo trabalhos conectados por temas que são recorrentes ao longo desse período. Serão abordadas questões sobre identidade, a pop-arte ou a iconografia circense. Serão mais de cem trabalhos, entre eles "Receptor", de 1981, o mais antigo presente na retrospectiva e que marca uma guinada em sua produção artística. Também "Fachada", obra do acervo da Pinacoteca que representa em escala real o pórtico de um circo de rua e que foi feita para servir de entrada para a sala do artista na Bienal de 1989.

Bandeira: Brasilia. Tecido. 90 x 130. Foto: Romulo Fialdini

Vale lembrar que esta individual dá continuidade ao programa de exposições que pretende realizar uma revisão da carreira de artistas que iniciaram suas trajetórias na década de 1980 e construíram um percurso destacado no contexto da arte contemporânea brasileira.

 “O que há de mais perene no conjunto da obra de Nassar é, possivelmente, a ambiguidade de dois mundos brasileiros, um informal das ruas e da experiência mundana em contraste com a formalidade geométrica e utópica”, completa Nery.


Fachada, 1989. Esmalte sobre alumínio e madeira, fios elétricos, óleo sobre madeira e soquetes de cerâmica. 350 x 1004 x 15 cm. Doação Emmanuel Nassar. Acervo da Pinacoteca. Foto: Edouard Fraipont.

 A Pinacoteca prepara um catálogo que reunirá dois textos inéditos escritos pelos autores Pedro Nery e Thierry Dufrêne, historiador da arte. O livro trará ainda reproduções das obras expostas.

Serviço:
“EN: 81-18”
Emanuel Nassar
Até 02 de julho de 2018
Estação Pinacoteca
De quarta a segunda-feira, das 10h00 às 17h30
Gratuita.