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Atelier 17 e a Gravura Moderna nas Américas

Artistas: Vários

Curadoria: Carolina Rossetti de Toledo, Ana Gonçalves Magalhães e Peter John Brownlee

De 23/3 a 2/6

MAC - Museu de Arte Contemporânea Ver mapa

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera

Telefone: (11) 2648-0254

A partir do dia 23 de março de 2019, o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC) e a Terra Foundation for American Art (EUA) apresentam a exposição "Atelier 17 e a Gravura Moderna nas Américas", reunindo 56 obras em gravura do MAC USP e de três instituições norte-americanas: a própia Terra Foundation, o Brooklyn Museum e o Art Institute of Chicago. Realizadas entre 1910 e 1960, período marcado por uma onda de inovação e experimentação na gravura, as obras ilustram o vasto elenco de possibilidades técnicas e visuais, métodos, processos e materiais do campo expandido da gravura moderna. A ideia da mostra partiu da pesquisa de dissertação de mestrado de Carolina Rossetti de Toledo, que assina a curadoria ao lado de Ana Gonçalves Magalhães e Peter John Brownlee, sobre um grupo de 25 gravuras norte-americanas da coleção do MAC USP, doadas por Nelson Rockfeller ao antigo MAM-SP em 1951, e que pela primeira vez serão apresentadas ao público em seu conjunto. A exposição, em cartaz até 2 de junho de 2019, possui entrada livre e gratuita. Um mini-curso sobre as mulheres que integraram o Atelier 17 e uma conferência internacional (ambas as atividades em abril) completam a programação.

Geraldo de Barros, Entre Acte, 1950/51. Monotipia sobre papel [colorida à mão]. Coleção MAC USP. Foto: Divulgação.

Atelier 17 foi um estúdio coletivo dirigido por artistas e fundado pelo britânico Stanley William Hayter, que inicialmente se estabeleceu em Paris e se mudou para Nova York após a invasão da França pela Alemanha em 1940. Hayter promovia um vigoroso ambiente de colaboração e seu estúdio tornou-se altamente influente, atraindo a atenção de muitos artistas internacionais, entre os quais brasileiros como Lívio Abramo e Geraldo de Barros, cujos trabalhos estão na exposição ao lado de seus pares norte-americanos. O estúdio de Hayter chamou a atenção pela estrutura não convencional que implantou, trocando a relação mestre-aluno por um espaço para experimentação de novas técnicas e métodos inovadores de gravura. O Atelier 17 configurou-se como um centro para artistas com diferentes formações e de diversos países. “Enquanto alguns artistas desenvolveram no estúdio um trabalho breve, mas influente, outros mantiveram uma colaboração de longo prazo”, apontam os curadores.

John Ferren e artistas mais jovens, como Jackson Pollock e Louise Nevelson, frequentaram o Atelier 17, além de outros nomes como Minna Citron, Sue Fuller e Ann Ryan, reforçando a presença significativa de mulheres no estúdio. Para os curadores, “a história do Atelier 17 - e sua contribuição para a elevação do status da gravura como um meio valorizado para a expressão criativa das ideias e estética modernistas - oferece novas perspectivas contemporâneas que nos permitem reavaliar as formas de promover e produzir arte hoje”. Além da exposição, o Museu promove a "Conferência Internacional Atelier 17 - a Gravura no Brasil e nos Estados Unidos: 1900 a 1950" (11 e 12 de abril) e o mini-curso "As Mulheres do Atelier 17" (15 a 18 de abril), com a curadora independente norte-americana Christina Weyl. 

Louise Nevelson, The Ancient Garden, 1952-54. Água-forte s/ papel. Acervo Brooklyn Museum. © Louise Nevelson / AUTVIS, Brasil, 2019.

Serviço
Exposição: "Atelier 17 e a Gravura Moderna nas Américas", coletiva com curadoria de Carolina Rossetti de Toledo,  Ana Gonçalves Magalhães e Peter John Brownlee.
Datas e horários: Abertura dia 23 de março de 2019, às 11h. Em cartaz até 2 de junho de 2019. De terça a domingo, das 10h às 21h.
Local: Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC) | Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera, São Paulo.
Entrada livre e gratuita.