AGENDA DAS ARTES

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Arte italiana do período entreguerras no MAC

Artistas: Artistas do acervo da Instituição

Curadoria: Ana Magalhães

De 31/08/2013 a 18/10/15

MAC - Museu de Arte Contemporânea Ver mapa

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera

Telefone: (11) 2648-0254

A exposição "Classicismo, Realismo, Vanguarda: Pintura Italiana no Entreguerras" apresenta as 71 pinturas italianas adquiridas entre 1946 e 1947, por Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo, e sua esposa Yolanda Penteado, para a criação do antigo MAM de São Paulo. Traz ainda dez obras de artistas brasileiros cujas práticas mantinham relação com o ambiente artístico italiano do entreguerras. A exposição apresenta um panorama da Arte Moderna Italiana entre 1920 e 1940, período no qual predominava uma arte figurativa, baseada na noção de realismo, em diálogo com a tradição clássica, e que acabou sendo promovida pelo regime fascista na ânsia de fazer sua propaganda no exterior, através da constituição de um sistema de arte, envolvendo galeristas, exposições, instituições e coleções privadas. No caso de São Paulo, um estilo de valores próximos aos italianos podia ser encontrado em artistas de origem italiana do Grupo Santa Helena, como Alfredo Volpi e Fúlvio Pennacchi. Ana Magalhães, docente do MAC USP e curadora da exposição, observa que a mostra fornece algumas pistas para compreender o que estava em jogo quando se falava de Arte Moderna, dentro do contexto paulista, no momento da criação das nossas instituições de arte moderna. “A coleção comprada na Itália para o antigo MAM/SP tem uma relação direta com o meio artístico Brasileiro dos anos de 1930 e aparece como o produto das trocas que eram estabelecidas no entreguerras entre os artistas e críticos brasileiros e o meio artístico italiano”, diz a curadora.

Talvez uma das coleções mais importantes de arte moderna italiana fora da Itália, esse conjunto de obras do MAC USP pode contar uma história da arte moderna italiana da primeira metade do século XX.

Composição com Lanterna, 1942, Giuseppe Santomaso.