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Aprendendo com Miguel Bakun: Subtropical

Artistas: Vários

Curadoria: Paulo Miyada e Luise Malmaceda

De 24/4 a 26/5

Instituto Tomie Ohtake Ver mapa

Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 - Pinheiros - São Paulo - SP CEP 01451-001

Telefone: (11) 2245-1900

O Instituto Tomie Ohtake apresenta “Aprendendo com Miguel Bakun: subtropical”, exposição-ensaio que registra a trajetória do artista paraense e seu interesse por capturar e investigar a paisagem subtropical brasileira. A mostra fica em cartaz de 24 de abril a 26 de maio.

Os curadores Paulo Miyada e Luise Malmaceda afirmam que a paisagem subtropical por vezes é esquecida e negligenciada e que o artista lança luzes sobre esses locais. Bakun explora a chamada “estética do frio”,  conceito proposto pelo músico gaúcho Vitor Ramil em livro de mesmo título, cuja mediadora são as obras de Bakun, que retratam a paisagem cotidiana de Curitiba nos anos 1940, às vésperas de sua modernização e ainda atravessada por indícios de seu entorno rural.


Miguel Bakun, Sem título, sd, Óleo sobre tela colada em eucatex. Dimensões 26x32. Crédito: João Debs

Fazendo uso de uma restrita paleta de cores composta pelas cores amarela, azul e verde entremeadas por branco puro, o artista imprime suas ágeis pinceladas nas telas. “Em pinturas de fatura energética, extrapolou a apreensão do real para formar estudos de uma paisagem interna amparada na subjetividade, disparadoras de reflexões sobre tempo, atenção, singeleza, interior, intuição e silêncio - protagonistas desta exposição, que costura nessa trama temporalidades e poéticas entre artistas de diferentes gerações”, completam os curadores.


Miguel Bakun, Metamorfose, 1960, Óleo sobre tela. Dimensões: 60x45. Crédito: João Debs

A mostra busca reunir, de forma inédita em São Paulo, um grande recorte de obras de Bakun contextualizando-a na história da arte brasileira. O artista protagoniza a mostra que se divide em três grandes núcleos: um primeiro que aborda a especificidade da paisagem do Sul, sobretudo do Paraná, composto por obras de Alfredo Andersen (1869 – 1935), Bruno Lechowski (1887– 1941), Caio Reisewitz (1967 –) e Marcelo Moscheta (1976 –); um segundo dedicado a compreender Bakun no interior do modernismo brasileiro, ao lado de Alberto da Veiga Guignard (1896 – 1962), Alfredo Volpi (1896 – 1988), Iberê Camargo (1914 – 1994) e José Pancetti (1902 – 1998); e um terceiro núcleo de artistas contemporâneos que, assim como Bakun, têm na paisagem fonte de inesgotável pesquisa e inspiração, como Marina Camargo (1980 –), Lucas Arruda (1983 –) e Fernando Lindote (1960 –).
Serviço
Aprendendo com Miguel Bakun
Datas e horários: De 24 de abril a 26 de maioDe de terça a domingo, das 11h às 20h
Local: Instituto Tomie Ohtake |Av. Faria Lima 201