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Ainda Há Noite/Nos Queda la Noche

Artistas: Vários

Curadoria: Iatã Cannabrava e Claudi Carreras

De 12/6 a 11/8

Itaú Cultural Ver mapa

Endereço: Avenida Paulista, 149 - Cerqueira César

Telefone: (11) 2168-1777

Por Juan Esteves

Exposição fotográfica Ainda Há Noite/Nos Queda la Noche no Itaú Cultural 
Evoca um diálogo sobre a noite na produção fotográfica latino-americana - Um evento do V Fórum Latino-americano de Fotografia de São Paulo

QUEM EXPÕE:
Alejandro Chaskielberg ( Argentina) Alejandro e Cristóbal Olivares ( Chile) Jorge Panchoaga ( Colômbia) Juan Brenner ( Guatemala) Yael Martínez ( México) Gihan Tubbeh ( Perú) Luisa Dörr ( Brasil) Cristina De Middel e Bruno Morais ( Valencia e Brasil) Ignacio Iturrioz ( Uruguay) + Moon Shadows (Archive of Modern Conflict -Londres / edição de Kalev Erickson, Estados Unidos)

CURADORIA:
Iatã Cannabrava ( Brasil) Claudi Carreras ( Cataluña)

ONDE:
ITAÚ CULTURAL
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô, linha 2 - São Paulo
Fones: 11. 2168-1777
Acesso para pessoas com deficiência
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

QUANDO:
ABERTURA DIA 12 DE JUNHO, ÀS 20 HS.
Visitação: De 13 de junho a 11 de agosto
Terças-feiras a sextas-feiras, das 9h às 20h (permanência até as 20h30)
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Pisos: 1 e -1

MAIS DETALHES:
Em Ainda Há Noite/Nos Queda la Noche, mais de 300 imagens revelam as inquietações e a poética de fotógrafos oriundos de oito países da região. A exposição está vinculada à quinta edição do Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, com foco na produção fotográfica da América Latina e curadoria do instituto ao lado de Claudi Carreras e Iatã Cannabrava, estes também curadores da mostra.

A exposição apresenta 10 projetos de 11 fotógrafos e um editor originários da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Peru e Uruguai, além da Espanha e do Reino Unido. Sob o véu do tema, a noite, as imagens desta exposição dialogam com assuntos contemporâneos presentes nesta porção continental – da onipresença dos celulares, a violência, manifestações sociais e resiliência, ao trabalho noturno e a memória.

Com curadoria de Claudi Carreras e Iatã Cannabrava – o primeiro, espanhol catalão e o segundo, brasileiro – a exposição reúne mais de 300 imagens apresentadas em suportes diversos, que recorrem às horas noturnas para pensar a América Latina. Assim, a mostra sugere que há aspectos das identidades e das realidades latino-americanas que só são revelados ou vistos com mais precisão nas horas em que a luz natural cede espaço à da noite.

FALAM OS CURADORES:
"Os fotógrafos convidados para a exposição Ainda Há Noite/Nos Queda La Noche e o Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo têm em comum pesquisas e exercícios visuais nesse território noturno para aflorar suas reflexões diurnas.
Muito se fala da América Latina como o território da identidade sonhada, antes mesmo de ser inventada ou descoberta. Se o conceito de identidade latino-americana segue sendo polêmico, o que envolve a noite da região não fugiria disso.
Quando a indústria cinematográfica norte-americana inventava a técnica de fazer o dia parecer noite, nossa identidade latino-americana já se encontrava amalgamada na noite por meio da música – como os territórios do son cubano, das jaranas peruanas, das peñas bolivianas, das cumbias colombianas, das milongas argentinas ou das gafieiras cariocas. Quando a criação de uma identidade latino-americana no continente começava a incomodar, esse cenário foi sendo apropriado pelo estrangeiro, que criou a figura do latin lover, imagem rasa utilizada para representar os nossos quando amam.

No intuito de entender o que vem acontecendo em nossos países, acreditamos que a fotografia e, de forma mais ampla, a cultura podem participar do processo de recuperação do sentido original da nossa noite. Entendemos a noite latino-americana como o espaço em que o racional convive com o espiritual e apostamos nessa sabedoria como o principal mecanismo para iniciar movimentos de transformação que possam levar a um mundo como o sonhado.

A exposição Ainda Há Noite/Nos Queda La Noche e a quinta edição do Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo trazem fotógrafos e protagonistas da imagem que, de forma onírica ou até mesmo bem direta, apresentam essas problemáticas e enunciam possíveis saídas para o momento em que vivemos. Esses artistas têm em comum pesquisas e exercícios visuais nesse território noturno de luzes tênues, onde buscam os mecanismos criativos para fazer aflorar suas reflexões diurnas.

Acreditamos na noite como o espaço apropriado para atingir a poética que nos difere. A paixão, o medo, os sonhos, a insônia e a vigília, características tão marcantes da noite, se transformam em imagens, signos inconscientes que consolidam alguns traços dessa identidade que tanto procuramos."


SOBRE AS IMAGENS EXPOSTAS
A série Píxeles, do argentino ALEJANDRO CHASKIELBERG , traz uma mescla de poesia e crítica ao propor entender as pessoas como pixels de uma grande imagem global. Grupos de homens e mulheres estão juntos em bucólicas paisagens noturnas iluminadas apenas pelas luzes coloridas que saem dos seus celulares e as hipnotizam. Vistas no detalhe, as imagens revelam pessoas aprisionadas pelas telas.

Do Chile vem a série da dupla ALEJANDRO E CRISTOBÁL OLIVARES Chile 874. Embora capturadas naquele país, as imagens carregam uma truculenta realidade conhecida nos demais territórios sul americanos. As fotos registram o período entre 2011 e 2013, quando professores, estudantes e seus pais, aos milhares, tomaram as ruas do Chile para protestar contra o governo e o lucro obtido com as políticas educacionais. As manifestações foram reprimidas pela polícia, que aprisionava os manifestantes e usava gás lacrimogêneo, além de força física contra a multidão. O número 874 adicionado ao título da série representa a quantidade de jovens presos em um único dia.

História Natural do Silêncio do colombiano JORGE PANCHOAGA também trata da violência sofrida pelos cidadãos latino-americanos. A série aborda um período em que, segundo o fotógrafo, uma geração de homens e mulheres entrou no mundo da clandestinidade nas diferentes cidades colombianas, como refúgio ou em articulação da economia do narcotráfico com a sociedade. Nesse contexto, as imagens revelam um povo marcado pela violência e preso à necessidade de esquecer ou de enfrentar seu passado.

Em Insídia, o guatemalteco JUAN BRENNER faz uma metáfora entre a imprudência de tirar fotos à noite na Cidade da Guatemala, uma atividade ousada, e a atitude despreocupada dos seres noctívagos. As suas imagens apresentam conterrâneos em momentos noturnos, como alegorias contemporâneas de quem busca um respiro em jornadas incansáveis.

Um ensaio sobre a resiliência daqueles que foram tocados pela violência em algum momento de suas vidas é o que se vê na série de fotografias Luciernaga, que são como vaga-lumes ou pirilampos, do mexicano YAEL MARTÍNEZ . Em sua obra, o artista explora com frequência os efeitos da pobreza e do crime organizado em Guerrero, um dos mais carentes e violentos estados mexicanos. Nesta série, ele dá voz a pessoas silenciadas pela trágica memória de longos dias transformados em sombras da noite.

A peruana GIHAN TUBBEH evoca uma fala feminina em De tiempo en tiempo un volcán estalla (De vez em quando, um vulcão explode). As suas imagens sugerem uma jornada onírica e alegórica à condição feminina dentro do universo, em uma construção poética por meio da associação de signos da natureza com o ser humano e os animais.

Por sua vez, a brasileira LUISA DÖRR apresenta, em Basal, os trabalhadores noturnos da cidade que a mantém pulsante para que, ao despertar, tudo esteja em pleno funcionamento. Ela usa o termo “basal” em uma referência ao metabolismo assim denominado para explicar a energia despendida pelo corpo para manter as funções essenciais.

A dupla hispano-brasileira, CRISTINA DE MIDDEL E BRUNO MORAIS – ela, de Alicante; ele, carioca – utiliza narrativas construídas para ilustrar o atual contexto econômico e político, usando animais noturnos como atores improvisados. A série que apresentam chama-se Boa noite, povo, na qual investigam visualmente, por meio de experimentos semi-performáticos, a relação que existe entre o cultural e o natural. As suas fotos mesclam intervenção em arquivo, direção de cena animal, fotografia noturna e intervenções plásticas em recortes jornalísticos para mostrar a complexidade do momento e as ressonâncias do passado.

O icônico Palácio Salvo, um prédio de 95 metros de altura e 27 andares situado em Montevidéu, é o pano de fundo usado pelo uruguaio IGNACIO ITURRIOZ para realizar Purgatório. Ele viveu por alguns anos neste edifício que abriga um universo particular e foi desenhado pelo arquiteto Mario Palanti, um imigrante italiano que vivia em Buenos Aires. Inaugurado em 1928, na época foi considerado a torre mais alta da América do Sul. Nesta série, no entanto, não passa de um cenário, pois as imagens evocam os personagens e animais que ali habitam como se estivessem refugiados em um imenso e escuro porão, onde o tempo é sempre noite.

MOON SHADOWS é uma série de fotos provenientes do Archive of Modern Conflict, um acervo particular com sede em Londres, editada pelo americano KALEV ERICKSON . Estas imagens exploram algumas das relações entre o consciente e o inconsciente. Representam momentos fugazes encontrados entre o estar acordado e adormecido, fragmentos de sonhos lúcidos e memória fundidos para produzir narrativas incertas.

QUEM SÃO OS CURADORES E OS PARTICIPANTES:

Claudi Carreras Guillén (Espanha, 1963)
Curador
Curador independente, editor e produtor cultural, nascido e radicado em Barcelona. Como curador, realizou múltiplas exposições individuais e coletivas que fizeram itinerância em 50 países de quatro continentes. Diretor do primeiro Encontro de Coletivos Ibero-americanos, realizado em São Paulo (2008) e do projeto E.CO, do Ministério da Cultura da Espanha (2010), que gerou o primeiro Encontro de Coletivos Fotográficos da Europa e América Latina (2015). Assessor do Fórum Latino-americano de Fotografia de São Paulo desde sua origem, tendo sido curador das exposições nas duas últimas edições (2013 e 2016). Curador geral do Festival Paraty em Foco entre 2011 e 2015. Curador para América Latina da Bienal PhotoQuai (Museu Quai Branly, Paris, 2013 e 2015). Curador e editor do projeto LatinUS, projeto realizado pela Spain USA Foundation em colaboração com a National Portrait Gallery de Washington D. C. e o Smithsonian Latino. Júri do concurso World Press Photo 2017 e POY Latam, entre outros. Atualmente, é diretor do VIST (Visual Story Telling Projects), uma nova plataforma para a produção e distribuição de narrativas visuais contemporâneas e do projeto Africamericanos no Centro de la Imagen de la Ciudad de México, onde apresenta artistas africanos em um projeto de transmídia e exposição sobre a herança africana na América Latina (2019).

Iatã Cannabrava (Brasil, 1962)
Curador
Fotógrafo, curador e agitador cultural, desenvolveu ao longo de sua carreira trabalhos documentais com a paisagem urbana das cidades, especificamente das periferias das grandes metrópoles, no seu ensaio Uma Outra Cidade e na série de trabalhos que realizou a partir do início do século XXI. Participou de mais de 40 exposições, foi ganhador dos prêmios P/B da Quadrienal de Fotografia de São Paulo em 1985, do concurso Marc Ferrez da FUNARTE, em 1987, e de dois prêmios da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1996 e 2006. Tem 3 fotolivros publicados: Casas Paulistas (2000), Uma Outra Cidade (2009) e Pagode Russo (2014); suas fotografias integram as coleções MASP-Pirelli, Galeria Fotoptica, Joaquim Paiva, MAM/São Paulo, Fundação Marcos Amaro e Museu AfroBrasil e estão publicadas em doze livros de autoria coletiva. Em 2010, criou e dirige o conjunto de empresas do Estúdio Madalena (editora, livraria, produtora cultural e documentação fotográfica), onde fez a curadoria e organizou mais de 100 exposições. Dirigiu o festival Paraty em Foco por 10 edições. Coordena o Fórum Latino-americano de Fotografia de São Paulo, organizado e realizado pelo Itaú Cultural, já há 5 edições, foi um dos criadores do Valongo Festival Internacional da Imagem, dirigindo suas duas primeiras edições.

Cristina de Middel (Espanha, 1975) e Bruno Morais (Rio de Janeiro, 1975) são um casal criativo que colabora desde 2015 em projetos fotográficos. Além de seu desenvolvimento individual, como casal eles produziram o projeto Excessocenus, que ganhou o Greenpeace Photo Award em 2016 e a série Midnight at the Crossroads, que foi apresentada no Festival Rencontres de Arles em 2018. Ambos compartilham uma compreensão da fotografia que visa expandir as suas possibilidades para além do mero documento e uma preocupação pela permanência e compreensão do patrimônio cultural proveniente da África.

Alejandro Chaskielberg (Argentina, 1977) Diretor de Fotografia formado pelo ENERC - Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales de Argentina. Realizou projetos na Patagônia, Argentina, Suriname, Quênia, Japão e Itália. Publicou três livros de fotografia. Recebeu o prêmio World Photographer of the Year 2011 - World Photography Organization, o prêmio All Roads National Geographic Society, o BURN Emerging Photographer Grant - Magnum Foundation, e o Leopold Godowsky Jr. Award outorgado pela Boston University.

Alejandro Olivares (Chile, 1981) Fotógrafo documental com especial interesse em questões sociais e territoriais. Co-fundador da Buen Lugar Ediciones. De 2006 a 2018 foi editor de fotografia da revista The Clinic no Chile. Recebeu diversos prêmios e residências, tais como Consejo de la Cultura y las Artes (prêmio Rodrigo Rojas de Negri ao fotógrafo do ano), nomeado para Magnum Emergency Fund (USA), residência laboratório de pesquisa na Casa Pública Rio de Janeiro (Brasil), no Picture of the Year Latino-america 2015-2013 (POYLATAM), ganhador do Festival Internacional de Fotografía en Valparaíso (FIFV), FotoVisura Grant (USA), no Prêmio Latinoamericano de Fotografía, entre outros.

Cristóbal Olivares (Chile, 1988) Fotógrafo documental com especial interesse em questões sociais com foco em memória e identidade. É co-fundador da Buen Lugar Ediciones. De 2014 a 2016, fez parte do Mentor Program da agência VII. Foi premiado com vários prêmios, residências e bolsas de várias organizações como POYLatam, Mast Grant For Photography (Italia), Open Society Foundations (USA), Photographic Museum of Humanity, FotoVisura (USA), PhotoEspaña, Consejo Nacional de la Cultura y las Artes (Chile), Images Singulieres Festival (Francia), FIFV (Chile), Premio Rodrigo Rojas Denegri (Chile) e ganhou 14 vezes o Premios Nacionales de Fotografía Periodística (FotoPrensa) incluindo o de Fotografia do Ano.

Gihan Tubbeh (Peru, 1984) Estudou fotografia no Centro de la Imagen de Lima e foi eleita como membro do Joop Swart Masterclass do World Press Photo em Amsterdã e selecionada para o Reflexions Masterclass durante os próximos três anos, a fim de desenvolver projetos em diversas cidades da Europa. Seu trabalho ganhou prestígio internacional, incluindo prêmios como o 1º lugar na World Press Photo e o prêmio de Melhor Fotógrafo do Ano 2011, POYI. Em junho deste ano de 2018 recebe Magnum Foundation Fund Grant 2018 (proyecto en colaboración con Roberto Huarcaya y Martín Weber) e em agosto ganha o primeiro lugar na categoria narrativa do Prêmio Pampa FOLA, por seu projeto Malária. Atualmente, está preparando a publicação de seu primeiro livro De tiempo en tiempo, un volcán estalla, editado por Meier Ramírez.

Ignacio Iturrioz (Uruguai, 1978) Estudou fotografia com Héctor Borgunder, continuando sua formação na Escola Nacional de Belas Artes e na Faculdade de Ciências da Comunicação. Entre 2004 e 2005, trabalha para o jornal La República. Em 2008, faz seu trabalho Life is too short, que recebe o Premio de Libro de Autor Nacional del CdF em 2009. Em 2013, seu projeto Isla recebe a bolsa de trabalho do Festival de Fotografia SanJoséFoto. Em 2018, com o projetoPurgatorio, obtém o Prêmio Nacional de Fotografia do Uruguai. A partir de 2018, faz parte do coletivo alemão Schmelzofen e.V. Atualmente vive nas montanhas da Suábia, na Alemanha.

Jorge Panchoaga (Colômbia, 1984) Desenvolve trabalhos relacionados a questões de identidade, memória e as relações do ser humano com seu meio ambiente. Ele é o fundador do Croma Visual Workshop, X Fotógrafo da Fujifilm e parte do Collective +1. Vencedor do 2016 Emerging Talent Award pela Lens Culture; da bolsa SMArt Sustainable Mountain; segundo lugar POYLatam na categoria Nuestra Mirada; vencedor do Prêmio Ibero-Americano de Fotografia NEXOFOTO, Espanha. Editou o livro La Fotografía en la Calle, autor de Savage e Dulce y Salada. Seu trabalho foi publicado em vários meios de comunicação internacionais.

Juan Brenner (Guatemala, 1977) Fotógrafo e diretor de arte independente, vive e trabalha na Cidade da Guatemala. Entre 1999 e 2007 viveu em Nova York onde trabalhou como fotógrafo de moda e teve suas imagens publicadas em revistas internacionais como Nylon, People, Oyster, Vogue e Anthem entre outras. É membro fundador do Proyectos Ultravioleta na cidade da Guatemala. Em meados de 2017, seu projeto MACÚ (em colaboração com Byron Mármol) é editado no livro CLAP, 15 años de los mejores libros de fotografía latinoamericana, publicado pela 10X10 Books em Nova York.

Kalev Erickson (Estados Unidos, 1982) Artista e curador norte-americano / britânico cujo trabalho explora imagens de arquivo em suas mais amplas e diversas concepções. Durante os últimos 10 anos, Kalev trabalhou como arquivista, curador de exposições e editor de fotolivros no Archive of Modern Conflict, uma coleção de fotografias exclusiva e de propriedade privada com sede em Londres. Essa exposição à totalidade da história da fotografia, desde suas origens até a contemporaneidade, influenciou sua prática focando seu interesse na fotografia vernacular e desafiando o uso e a compreensão tradicional dos arquivos em geral.

Luisa Dörr (Brasil, 1988) Descobriu a fotografia por volta dos 22 anos. As fotografias de Dörr foram publicadas na revista TIME, The New York Times, National Geographic, New Yorker, PDN, GEO, Vice, Wired, entre outras. Ela fez exposições individuais e coletivas no Brasil, Estados Unidos, Canada, Espanha, França, Portugal, Inglaterra e Rússia. Em 2015 Luisa ganhou o LensCulture Emerging Talent e PDN Emerging Photographer. Em 2016, ela foi selecionada para o World Press Photo Joop Swart Masterclass. Em 2018 ela ganhou o POYi Documentary Project of the Year com o projeto FIRSTS realizado para a revista TIME. No mesmo ano Dörr ganhou The Magenta Flash Forward. Ela faz parte do VII Mentor Program.

Yael Martínez (México, 1984) Selecionado pela World Press Photo para o programa 6x6 Global Talent na região da América do Norte e Central em 2018. Recebeu o Prêmio Magnum On Religion e o Prêmio Emergency Fund, ambos da Magnum Foundation em Nova York. Selecionado para o Joop Swart MasterClass Latin America do World Press Photo. Seu trabalho foi exibido na América Latina, Europa e Ásia e pertence às coleções da Fundación Televisa, Bronx Documentary Center e INBA/ Toledo.